18 abril 2010
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15 abril 2010
O FANTASMA DO CANDIDATO SERRA
| O FANTASMA DO CANDIDATO SERRA |
Recife (PE) - Para comentar o discurso de Serra no lançamento de sua candidatura, temos que enfrentar dificuldades. Uma delas é o espaço da coluna e a boa vontade do leitor. É um discurso tão repetitivo, em círculos, que a cópia na página deixa a impressão de que foram coladas as mesmas palavras. Acompanhem, ou comecem a rodar: |
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07 março 2010
Significado do nome Maximiniano
MAXIMINIANO: variante de MAXIMINIANA (Sugerida por internauta - pendente de revisão)Origem do Nome Maximiniano
Qual a origem do nome Maximiniano: LATIM
Significado de Maximiniano
Qual o significado do nome Maximiniano: DERIVADO DE MÁXIMO.
Significado e origem do nome maximiniano - Analise da Primeira Letra do Nome: M
Muito ligado a familia, e emotivo costuma exagerar nos seus cuidados e corre o risco de sufocar as pessoas que ama sendo assim. Tem muita energia e por isso deve sempre manter-se ocupado com alguma coisa. Nos relacionamentos amorosos ou mesmo de amizade, quando se magoa, procura se recolher para dentro de si mesmo e só sai quando recebe um pedido de perdão. Um bom conselho seria aprender a controlar seu temperamento e deixar as pessoas que ama mais na delas.
Significado do nome Maximiniano - Sua marca no mundo!
DISCIPLINA,PRATICIDADE,LEALDADE,CONFIABILIDADE,GOSTO PELO TRABALHO,SOLIDEZ E EFICIÊNCIA.
Confiança e lealdade é o que se pode esperar da pessoa cuja personalidade é marcada pelo número 4. Alguém que não admite superficialidade e covardia. Muito produtiva e eficiente, faz de sua bandeira a prudência e a disciplina. Com os pés no chão, não se deixa levar por nada que se mostre leviano ou propostas sedutoras demais. Pontual e responsável com seus compromissos, demonstra sempre uma grande estabilidade, fator que a faz respeitável por aqueles que a conhecem. Não deixa nada por acabar e respeita todos os regulamentos, por isso muitas vezes é considerada conservadora. Sua sobriedade não a permite ser muito extravagante, preferindo sempre um estilo mais clássico até no se vestir. Bom senso e discrição são marcas de alguém que leva à sério seus relacionamentos pessoais e profissionais. Uma tendência negativa é a de se tornar inflexivel e sistemática demais com detalhes. Uma forma de equilibrar este ponto e aproveitar as boas vibrações do seu número da personalidade é começar aceitando e considerando mais as opiniões dos outros. Assim a confiabilidade que lhe conferem terá ainda mais valor.Maximiniano Significado - Numerologia - Expressão 5
COMO O MUNDO TE VÊ?
O número da Expressão revela a missão que tem, o que deve fazer ou ser nesta vida, para que atinja sucesso e alcance suas metas e objetivos. Descreve como você se expressa no mundo. O seu "eu" completo - personalidade, caráter, disposição, identidade, temperamento.Cheio de recursos e com uma mente aberta, tipo de pessoa que se mantem sempre informado. Muito inteligente e capta tudo com facilidade, por isso encontra diversas maneiras e idéias para fazer as coisas. Como aprecia a liberdade de se locomover e ir por onde quer, vive fugindo de responsábilidades ou de situações muito sólidas. Sente necessidade de mudança, e versatilidade de oportunidades, por isso acaba as vezes deixando seus projetos pela metade passando a imagem de pessoa insconstante. Por ser alguem de intresses muito variados tende a estar sempre fazendo várias coisas ao mesmo tempo. Busca ocupações em que não precise ficar isolado, nem fechado em quatro paredes. Profissões apropriadas para esta Expressão são aquelas que o colocam em contato com as pessoas, como detetive, agente do serviço secreto, agente de turismo, ator, inventor, promotor, líder cívico, político, advogado, editor, orador, guia turístico, caminhoneiro, publicitário, crítico de teatro. Atenção para o excesso de bebida, drogas ou sexo e com a permissividade.maximiniano Significado - Numerologia - Impressões 6
COMO VOCÊ VÊ O MUNDO?
Mostra a pessoa como é interiormente. Revela como pensa, sente e age. Seu o desejo íntimo da alma, o seu "eu interior", suas esperanças, sonhos, ideais, motivações. As vezes é possível que percebamos essa manifestação, mas talvez não a expressamos como deveriamos ou mesmo não vivemos de acordo com ela, assim estamos reprimindo os nossos sentimentos e impulsos, o que gostariamos de ser ou fazer, estamos adormecendo nossos objetivos secretos, as ambições, os ideais mais intimos.Pessoas deste número costumam ter consideração por todos os seres e gostam de servir. Voltadas à família, ao lar e aos parentes, e é nesse ambiente que procuram amor, simpatia e aprovação. Necessitam de harmonia para sentirem-se bem por isso estão sempre à procura da paz. Românticas, afetuosas, idealistas, honestas, justas, verdadeiras e que possuem fortes princípios. Muitas vezes seu senso de obrigação e de servir o leva a fazer sacrifícios extremos - às vezes até desnecessários - por alguma pessoa ou aspiração. Não admitem ver seus ideais ou métodos sendo desafiados e as vezes isso os leva à teimosia e injustiça. Param tudo o que estão fazendo quando não conseguem o que desejam e não fazem mais nada. Diz tudo o que considera errado nas pessoas, as vezes de forma brusca, franqueza é uma frte caracteristica deste número mas não são muito capazess de administrar a situação inversa. Conseguem superar seus defeitos com compreensão, e nunca através da crítica. Sempre dispostas a ajudar as pessoas quando estão em dificuldades. Sentem-se mais felizes quando estão à serviço da humanidade. Demoram-se à casar na vida. Possuem um grande senso artístico e gostam de música, jardinagem e decoração. Tendem a se tornarem cantores, atores, professores, doutores, enfermeiros, poetas, engenheiros, fazendeiros, advogados, paisagistas, horticultores, mineradores, ceramistas, artistas comerciais, pintores, cozinheiros, marceneiros ou tapeceiros. O número 6 indica êxito no serviço social, em instituições de caridade, em hospitais ou ocupações relacionadas. O lado negativo os levam a ser autoritários, dominadores, intrometidos, irresponsáveis, teimosos, inclinados a discussões. Mas é à medida que faz mais pelos outros que ele alcança seu sucesso.maximiniano Significado - Numerologia - Anseios da Alma 8
ANIMA - O QUE MOVE VOCÊ? A vibração da ANIMA mostra a impressão que você transmite às pessoas e os efeitos que lhes causam. Deve ser considerado um dos número mais importantes na sua vida. Conhecendo-o poderá entender o planejamento da sua vida. Compreendendo este plano e buscando viver de acordo com seu significado trará mais sentido à sua vida, e a fará mais útil e feliz. Ter consciência dessa vibração ajuda a reconhecer o porquê de suas aversões e gostos. Não desperdiçará um dia sequer de sua vida, e jamais a sentirá inutil ou sedentária na velhice se viver de acordo com as vibrações deste número. 8 - Vive em busca de poder, prosperidade e sucesso. Sonha em ser um executivo de uma grande empresa ou um empreendedor poderoso. Pensa em poder desfrutar tudo que o dinheiro possa comprar. Quer se projetar numa carreira que o torne uma personalidade influente, principalmente com acesso aos ambientes badalados de difícil penetração. Audácia e força são caracteristicas que busca para si, mas deve tomar cuidado e perceber que para conseguir tudo isto é preciso aprender antes a não ser arrogante, intolerante ou pretensioso.Significado e origem do Nome Maximiniano - Arcanos do Tarot
Arcano 4 - O Imperador
SIMBOLOGIA O arcano do imperador representa o crescimento interior, o ser humano, e como ele pode vir a ser se desenvolver seus potenciais. Ele representa o começo e a continuidade da luta pelo progresso, a idéia de persistência e produtividade. Traz a imagem de tranqüilidade e segurança e um grande senso de responsabilidade. Fala também da conquista pela influência poderosa que possui, e traz a vitória consigo.
ASPECTOS POSITIVOS Representa também confiança, riqueza, estabilidade, liderança, domínio da inteligência e da razão sobre a emoção, desejo de aumentar o seu domínio sobre as coisas da vida. Representa a força por meio do sucesso material. Carrega em si sabedoria e senso de justiça. Exerce respeito sobre as outras pessoas, mas precisa do apoio de alguém confiavel para realizar-se.
ASPECTOS NEGATIVOS Quando permite passagem aos aspectos negativos mostra um lado imaturo, falta de energia, indecisão, incompetência, futilidade, limitação, dogmatismo, fraqueza de caráter, imobilismo, medo da autoridade, ingenuidade e tirania.
INTERPRETAÇÕES DO ARCANO NO SENTIDOS:
MENTAL: Inteligência equilibrada, que não despreza o plano utilitário.
EMOCIONAL: Acordo, paz, conciliação dos sentimentos.
FÍSICO: Os bens, o poder passageiro. Contrato firmado, fusão de sociedades, situação do acordo. Saúde equilibrada, mas com tendência à exuberância excessiva.
PALAVRAS SÁBIAS Vemos que este arcano fala da proteção paternal. Firmeza. Afirmação. Traz como mensagem o poder da vontade inquebrantável, e a execução do que está resolvido.
Organize a sua vida. Coloque em ordem seus pensamentos, seus projetos, seu coração, sua casa, seus armários... Deixe pronta a sua vida para receber o fruto de seus sonhos. As vezes devemos usar as nossas características masculinas: aguerrimento, tenacidade, firmeza, determinação, virilidade, comando, razão lógica, força, autoridade...
"Bem diga o trabalho de tuas mãos e no do pensamento coloque o coração..."
INFLUENCIA NA SUA VIDA Esse arcano influencia positivamente 65% da sua vida.
Arcano 5 - O Papa
SIMBOLOGIA O arcano do Papa representa penetração de Deus nos três mundos possíveis, o divino, o intelectual e o físico. Fala das virtudes que vencem os sete pecados capitais. Indica sabedoria e o sinal de obediêcia à ela. Mestre da ciência e dos mistérios sagrados, aquele que representa as inspirações do espírito e da consciência, a fertilização do espírito, o uso e o abuso do conhecimento esotérico ou ocultista.
ASPECTOS POSITIVOS É o grande pai da espiritualidade, que indica poder espiritual, autoridade, novos aprendizados, justiça, inteligência analítica, equilíbrio, dever moral, compaixão, bondade, consciência, um grande conselheiro e generosidade, é também a corporificação da autoridade e da lei. Cultua sua autoridade natural e preserva seu senso de justiça.
ASPECTOS NEGATIVOS No lado negativo pode vir a demonstrar vulnerabilidade, fragilidade, irracionalidade, moralismo estreito, superstição, conselheiro incompetente e ressentimento. Mostra também a dificuldade em se adaptar as novas circunstâncias ou a situações de mudança. Sem uso da razão não consegue dissipar as incertezas e as instabilidades que sempre rodeiam a vida.
INTERPRETAÇÕES DO ARCANO NO SENTIDOS:
MENTAL: O Pontífice representa a forma ativa da inteligência humana, que traz principalmente as soluções lógicas.
EMOCIONAL: Sentimentos poderosos, afetos sólidos, solicitude, sem cair em sentimentalismos. O Pontífice indica os sentimentos normais, tal como devem ser manifestados na vida, de acordo com as circunstâncias.
FÍSICO: Equilíbrio, segurança na situação e na saúde. Segredo revelado. Vocação religiosa ou cientifica.
PALAVRAS SÁBIAS Perceba que este é o arcano do ato da bênção, da iniciação, do ensino. Emprego da Lei, e do dever. Fala de moral e consciência. Aponta para a busca de sentido, e para a chegada da hora da verdade, sugere confiança na indicação do caminho da salvação.
Muitas vezes, para podermos tomar uma boa decisão, para agirmos na direção certa, devemos ouvir alguém que tenha mais experiência. Assim. depois estaremos prontos para efetuar o nosso próprio julgamento.
"De ouvido te havia escutado, mas agora meus olhos te vêem e o meu coração te sente..."
INFLUENCIA NA SUA VIDA Esse arcano influencia positivamente 70% da sua vida.
Arcano 6 - Os Enamorados
SIMBOLOGIA O Enamorado é um arcano que fala de uma encruzilhada, de um lado a virtude de outro o vício, cujas as alternativas se apresentam e obrigam a uma decisão. Indica indecisão, pois não há dominância. De qualquer maneira, os amantes tem como tema central o amor que só se realiza verdadeiramente com a liberdade de escolha, é a indecisão do ser humano frente a decisões difíceis, porém inevitáveis. Sem dúvida representa o momento de escolha entre dois caminhos em todos os aspectos da vida e a inquietação vivida por alguém que busca algo mas não encontra.
ASPECTOS POSITIVOS Trata de momento de escolha, liberdade, livre arbítrio, amor, união, visão para resolver problemas, confiança, necessidade de enfrentar provas, otimismo, cautela, coletividade, liberdade de emoção, nosso lado emocional. A solidão não é sua companheira. A harmonia na vida só acontece quando liberdade e responsabilidade estão bem dosadas.
ASPECTOS NEGATIVOS Aponta para a dispersão, falta de energia, dependência, insatisfação, separação, tentações perigosas, imprudência, inquietação, irresponsabilidade, vícios e hipocrisia.
INTERPRETAÇÕES DO ARCANO NO SENTIDOS:
Mental: Amor pelas belas formas e pelas artes plásticas.
Emocional: Dedicação e sacrifícios.
Físico: Os desejos, o amor, o sacrifício pela pátria ou pelos ideais sociais, assim como todos os sentimentos manifestados fortemente no plano físico.
PALAVRAS SÁBIAS O arcano fala da integração de ambos os sexos ao poder gerador do universo. Aponta para afetos, união, decisões e responsábilidades.
Não se deixe levar pela voz das emoções descontroladas quando for agir ou tomar uma atitude importante. A paixão é má conselheira.
"Trabalhos me dás Senhor e com eles forças..."
INFLUENCIA NA SUA VIDA Esse arcano é neutro em nossas vidas e não a influencia positiva ou negativamente.
Arcano 8 - A Justiça
SIMBOLOGIA O arcano da justiça é rerpresentado por uma mulher de olhar para frente que está sempre disposta a ouvir. Suugere equidade e imparcialidade, que indica a capacidade de decidir entre o certo e o errado. A Justiça está sempre erguida em postura de ação. Este arcano fala de um ideal de conduta para o homem, e sua capacidade para julgar todos os atos. É o equilíbrio entre o bem e o mal, a força moral e a integridade.
ASPECTOS POSITIVOS Indica virtude, integridade, recompensa e fala da administração imparcial de atitudes e de princípios morais, de acordo com o melhor interesse das pessoas envolvidas. A busca incansável pela verdade. Austeridade, imparcialidade, integridade, disciplina, prontidão, decisão, resolução e satisfação com o ego.
ASPECTOS NEGATIVOS Deve-se levar em consideração que toda ação produz uma reação e que seu espírito deve estar preparado para esse choque de forças, onde a imparcialidade é a arma mais adequada. Quando desequilibra-se os aspectos positivos deste arcano ele demonstra intolerância, abuso, excesso de severidade, punição, fanatismo, desordem, injustiça, cobranças e críticas.
INTERPRETAÇÕES DO ARCANO NO SENTIDOS:
MENTAL: Clareza de juízo. Conselhos que permitem avaliar com justeza. Autoridade para apreciar cada coisa no momento oportuno.
EMOCIONAL: Aridez, secura, consideração estrita do que se diz, possibilidade de cortar os vínculos afetivos, divórcio, separação. Este arcano representa um princípio de rigor.
FÍSICO: Processo, reabilitação, prestação de contas. Equilíbrio de saúde, mas com tendência a problemas decorrentes de excessos (obesidade, apoplexia), devido à imobilidade da carta.
PALAVRAS SÁBIAS Trata essencialmente de soluções boas e justas; equilíbrio, correção, abandono de velhos hábitos. Estabilidade e adaptação às necessidades.
A liberdade para agir de acordo com a própria vontade,implica em assumir a responsabilidade pelo que virá.
"Edifica um altar em teu coração, mas não faças do teu coração um altar (uma pedra)..."
INFLUENCIA NA SUA VIDA Esse arcano é neutro em nossas vidas e não a influencia positiva ou negativamente.
VEJA TAMBÉM
fonte: http://www.significado.origem.nom.br/nomes/maximiniano.htm
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28 fevereiro 2010
A paz é inútil para nós...
Se estivesse vivo, meu irmão hoje estaria completando 38 anos. Eu já teria ligado e lhe dado os parabéns, perguntado como as coisas estavam indo, como estavam aqueles familiares com os quais tínhamos mais proximidade e outras coisas que nos viesse à cabeça. Mas conversaríamos um pouco sobre tudo, ele me perguntaria como estava seu afilhado e meu filho, o "Pedrinho", mandaria um beijo pra ele e perguntaria quando eu iria para lá, a cidade do interior de SC onde morava com a (nossa) irmã.
Hoje percebo o quanto gostava dele, o quanto ele era essencial para a vida das pessoas que o rodeavam - e já faz dois anos e cinco meses que ele se foi.
Não houve um dia, desde aquele 24 de setembro de 2007, que eu não tenha lembrado dele. Um detalhe, uma palavra, uma música, um livro, uma piada, uma situação ridícula ou engraçada - sempre algo me faz lembrar do meu irmão.
Viajei no carnaval para SC e encontrei alguns amigos de infância e primos que falaram do quanto o "Bébe" faz falta para as cervejas, as cachaças, as piadas, as músicas, para a vida. Conversamos sobre ele e ao mesmo tempo tentávamos evitar falar sobre ele: a saudade nos batia e tínhamos receio de entristecer lembrando dele, o que o deixaria furioso, temos certeza.
A paz talvez seja algo, como diz a música, que não podemos ter, pois a lacuna deixada por algumas pessoas ficará para sempre.
Mas fica o legado e a lição de que temos sempre de cuidar daqueles que amamos, valorizar os momentos vividos juntos para depois tentarmos usar isso como consolo para a falta dessas pessoas...
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27 fevereiro 2010
25 fevereiro 2010
Assim é se lhe parece
por Luiz Carlos Azenha
Jornalismo não é Ciência exata. Jornais erram. Jornalistas erram. Erros admitidos e reparados, tocamos em frente. Às vezes o erro tem consequências gravíssimas, como no caso paradigmático da Escola Base. O famoso "espírito de manada" muitas vezes contribui para que pecados originais de pequena dimensão se agravem. O espírito de manada funciona assim: por decisão superior ou por interesse próprio, um jornalista decide "repercutir" uma notícia que dá como fato, sem fazer a confirmação independente daquela informação. Corre o risco de repercutir o erro. De ampliar o erro. De reproduzir a premissa falsa. Já vivi essa situação, "repercutindo" reportagens da revista "Veja", na TV Globo: é como se você validasse um bilhete premiado sem ter tido a oportunidade de confirmar antes a premiação.
Assim se deram algumas das grandes "crises" que o Brasil enfrentou desde que o governo Lula se instalou no poder, como o "caos aéreo", a "epidemia de febre amarela" e a "gripe suína". Má fé, incapacidade técnica, preguiça, preconceito ideológico e a crença de que a mídia deve ser "de oposição" a qualquer custo, mesmo que ao fazer isso atropele a verdade, levaram a mídia corporativa a exagerar, distorcer ou repercutir acriticamente informações que, mais tarde, se demonstrou serem exageradas ou simplesmente fictícias.
No episódio da febre amarela, por exemplo, o texto-símbolo em minha opinião foi o "Alerta Amarelo", de Eliane Cantanhêde, da Folha de S. Paulo, em que a jornalista incentivou todos os brasileiros a correr para o posto de saúde e tomar a vacina, independentemente das contra-indicações existentes.
Ela escreveu:
Bem, o Orçamento, os impostos e os cortes de gastos estão a mil por hora em Brasília neste pós-CPMF, com ministros do Executivo, todo o Legislativo e o Judiciário em pânico diante da tesoura da área econômica do governo. O fantasma da febre amarela, portanto, paira sobre o país como um alerta num momento crucial, para que a saúde e a educação sejam preservadas antes de tudo o mais. Senão, Lula, o aedes aegypti vem, pica e mata sabe-se lá quantos neste ano --e nos seguintes.
O alerta da colunista foi apenas um texto irresponsável no conjunto da obra do mau jornalismo. A vacinação disparou. Gente que não precisava ou não podia ter tomado a vacina, tomou. Houve pelo menos um caso de morte que poderia ter sido evitada. E a febre amarela? O número de casos foi inferior ao registrado em anos anteriores, quando não houve o mesmo alarde.
No "caos aéreo", um conjunto de acontecimentos distintos e vagamente relacionados foi utilizado para provocar a demissão do ministro da Defesa, Waldir Pires, substituído por Nelson Jobim. Problemas reais de infraestrutura e de mau gerenciamento foram reunidos sob a tarja do "caos aéreo" à greve de controladores de vôo e ao acidente com o avião da TAM em Congonhas. O acidente, uma fatalidade causada por erro humano, foi atribuído ao presidente da República por um colunista da Folha de S. Paulo. Lula foi acusado, na primeira página, pelo homicidio de 200 passageiros. O psicanalista Francisco Daudt escreveu:
Gostaria imensamente de ter minha dor amenizada por uma manchete que estampasse, em letras garrafais, “GOVERNO ASSASSINA MAIS DE 200 PESSOAS”. O assassino não é só aquele que enfia a faca, mas o que, sabendo que o crime vai ocorrer, nada faz para impedi-lo. O que ocorreu não pode ser chamado de acidente, vamos dar o nome certo: crime.
No caso da gripe suína, uma epidemia real foi de tal forma "espetacularizada" que colocou autoridades públicas sob pressão para tomar medidas que, em retrospectiva, sabemos agora terem sido exageradas -- especialmente o adiamento do início das aulas em vários estados brasileiros. Na Folha de S. Paulo, o filósofo Hélio Schwartsman escreveu:
A pandemia de gripe provocada pela nova variante do vírus A H1N1 poderá atingir entre 35 milhões e 67 milhões de brasileiros ao longo das próximas cinco a oito semanas. De 3 milhões a 16 milhões desenvolverão algum tipo de complicação a exigir tratamento médico e entre 205 mil e 4,4 milhões precisarão ser hospitalizados.
A repórter Conceição Lemes desmontou de forma primorosa o texto doidivanas da Folha.
Só posso especular sobre os motivos que levaram ao surgimento desse novo jornalismo, à brasileira: decadência da importância relativa dos jornais como formadores de opinião; denuncismo manchetista, como forma de enfrentar a competição com o infotainment; briga por um público mobilizado por outras formas e meios de entretenimento e informação (TV a cabo, DVDs, internet, celulares); demissão dos jornalistas mais experientes das redações e a centralização do poder nos aquários dos chefes; estridência de quem luta para evitar ou mascarar sua própria irrelevância; compromisso ideológico dos donos da mídia com o projeto político e econômico do PSDB/DEM.
Mas o que mais me preocupa é um fenômeno paralelo a esse, que diz respeito exclusivamente ao campo da informação, já que qualquer um é livre para dizer as besteiras que quiser nas colunas de opinião: uma certa "flexibilização" das regras do que deve ou não ser publicado, uma tentativa de legitimar novos critérios que afastam ainda mais o jornalismo da verdade factual.
Um exemplo disso foi o texto publicado na revista Veja, de autoria do repórter Márcio Aith, na famosa denúncia das contas (falsas, soubemos depois) de autoridades do governo Lula no Exterior. Na ocasião, Aith escreveu:
Por todos os meios legais, VEJA tentou confirmar a veracidade do material. Submetido a uma perícia contratada pela revista, o material apresentou inúmeras inconsistências, mas nenhuma suficientemente forte para eliminar completamente a possibilidade de os papéis conterem dados verídicos.
Leia aqui o texto que escrevi a respeito
Aqui, o texto completo publicado na revista
Antes, um repórter se esforçava para provar o conteúdo de um documento, antes de publicá-lo. Caso contrário, a reportagem ia para a gaveta ou o lixo.
Agora, pelo critério enunciado por Aith, você publica se não conseguir provar que aquele conteúdo é falso. Não parece, mas isso representa uma enormidade, já que abre as portas para publicar qualquer coisa.
É como se, no Direito, o ônus da prova fosse transferido para o acusado. Preso, teria de desprovar as acusações que o levaram à cadeia.
Isso abre espaço para, por exemplo, na véspera de uma eleição importante, você publicar qualquer denúncia, de qualquer origem, desde que não tenha conseguido desprovar a autenticidade de um documento. Falsificadores, mãos à obra: seu trabalho pode sair na capa de um jornal ou numa revista de circulação nacional. Quem sabe no Jornal Nacional.
Sim, porque mais adiante, depois dos episódios relativos ao chamado "caos aéreo", o diretor de jornalismo da TV Globo, Ali Kamel, chegou a enunciar uma teoria geral desse jornalismo frouxo, no famoso "testando hipóteses".
Em artigo publicado no jornal O Globo, em defesa da cobertura que os jornais fizeram do acidente da TAM, Kamel argumentou:
Na cobertura da tragédia da TAM, a grande imprensa se portou como devia. Não é pitonisa, como não é adivinha, desde o primeiro instante foi, honestamente, testando hipóteses, montando um quebra-cabeça que está longe do fim.
O teste de hipóteses de Kamel é uma espécie de carta branca para a especulação em busca da verdade factual. Como bom mistificador, Kamel inclui um "honestamente" ali na frase: nós, leitores, devemos acreditar piamente na honestidade dos jornais, tanto quanto acreditamos em Deus ou no ataque do Corinthians. É um convite à especulação, desde que precedido pela confissão de que, sim, estamos procurando a verdade factual.
Aith e Kamel, na prática, pregam o afrouxamento dos critérios tradicionais do jornalismo e abrem espaço ainda maior para os assassinatos de caráter, o jornalismo de dossiê e outras práticas que afastam nossa profissão do ideal de serviço público e a tornam ainda mais sujeita a ser usada como ferramenta em disputas políticas e sobretudo econômicas (como o notório comprometimento de setores da mídia com os interesses do banqueiro Daniel Dantas didaticamente expôs).
Mais recentemente, no episódio da publicação de uma ficha policial falsa da ministra Dilma Rousseff, a Folha de S. Paulo parece ter endossado esses novos critérios.
Fez isso, curiosamente, em uma reportagem em que admitia ter errado.
No texto, intitulado Autenticidade de ficha de Dilma não é provada, escreveu o jornal:
O primeiro erro foi afirmar na Primeira Página que a origem da ficha era o "arquivo [do] Dops". Na verdade, o jornal recebeu a imagem por e-mail. O segundo erro foi tratar como autêntica uma ficha cuja autenticidade, pelas informações hoje disponíveis, não pode ser assegurada -- bem como não pode ser descartada.
Nesse caso, a Folha criou uma nova categoria para a notícia. Temos as notícias autênticas. As fraudes. E as notícias que frequentam uma espécie de limbo, que merecem ou não credibilidade, de acordo com o gosto do freguês. A essa categoria de notícias pertence a ficha policial da ministra Dilma, cuja autenticidade "não pode ser assegurada -- bem como não pode ser descartada".
No mesmo texto, a Folha cuidou de suscitar dúvidas no leitor sobre sua própria admissão de erro, no parágrafo final:
Pesquisadores acadêmicos, opositores da ditadura e ex-agentes de segurança, se dividem. Há quem identifique indícios de fraude e quem aponte sinais de autenticidade da ficha. Apenas parte dos acervos dos velhos Dops está nos arquivos públicos. Muitos documentos foram desviados por funcionários e hoje constituem arquivos privados.
Ou seja, a ficha falsa da Dilma que a Folha não encontrou nos arquivos oficiais pode estar por aí, em algum "arquivo privado", talvez o mesmo "arquivo privado" que "produziu" a ficha e a remeteu por e-mail ao jornal.
Nesse conjunto de critérios que relacionei acima cabe a publicação de qualquer coisa: dossiês até que sejam autenticados, dossiês cujo conteúdo a gente não consegue provar, nem desprovar; dossiês que a gente acredite, honestamente, serem verdadeiros. O novo jornalismo nos pede licença para mentir, distorcer, omitir, descontextualizar, exagerar, especular, espalhar boatos, lendas e fantasias.
É a vitória da verossimilhança sobre a verdade factual. Assim é se lhe parece.
fonte: http://www.viomundo.com.br/opiniao/assim-e-se-lhe-parece/
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08 fevereiro 2010
A manchete da Folha e a estratégia do PSDB
SÃO PAULO NÃO CONSEGUE ESCOAR CHUVA RECORDE
Aqui em São Paulo sabemos o motivo: o governador José Serra não fez a limpeza da calha do rio Tietê, não fez a manutenção da obra entregue por seu antecessor do mesmo partido, Geraldo Alckmin.
Como todos os caminhos fluviais de São Paulo levam ao rio Tietê, se o Tietê não dá vazão, os afluentes do Tietê transbordam.
É em parte por isso que o Tamanduateí transbordou, que o riacho do Ipiranga transbordou, que o próprio Tietê transbordou quatro vezes, três delas sob o governo de José Serra.
É por isso que, ao transbordar, o Tietê e outros rios espalharam coliformes fecais pela cidade, inclusive no grande centro de abastecimento de frutas, legumes e verduras, a CEAGESP.
Por isso e pelo fato de que a Sabesp joga o esgoto nos rios da cidade, embora faça propaganda milionária de seus serviços por todo o Brasil como se estivesse levando saúde aos paulistas.
É isso mesmo: a Sabesp ajuda a criar a mistura explosiva que escorre nos rios que atravessam São Paulo. À água dos rios se junta a água da chuva coletada pelas galerias pluviais da cidade e mais a água do esgoto coletado pela companhia de "saneamento"!
Ou seja, São Paulo não só não consegue escoar a chuva recorde, como a mistura com o esgoto e a transporta por rios assoreados que transbordam e distribuem água + coliformes fecais pelas ruas, avenidas, casas, parques, instalações industriais, comerciais e de abastecimento da população.
Essa manchete genuinamente paulista não sai na Folha de S. Paulo.
PS: Talvez o texto abaixo, reproduzido no UOL, ajude a explicar a manchete da Folha, como sugeriram os leitores Jade e Regis Annoni.
fonte: http://www.viomundo.com.br/opiniao/a-manchete-da-folha-e-a-estrategia-do-psdb/
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05 fevereiro 2010
COMO CALCULAR A DATA DO CARNAVAL?
O cálculo da data do carnaval se realiza em função do dia da Páscoa. Ele ocorre sempre sete domingos antes do domingo de Páscoa. Porém, a Páscoa também é uma festividade com data móvel e para calcular a Páscoa devemos observar o primeiro domingo de lua cheia após o dia 21 de março, época em que ocorre o equinócio da primavera no Hemisfério Norte. O equinócio é o ponto da órbita da terra em que se registra uma igual duração do dia e da noite, fenômeno que ocorre nos dias 21 de março e 23 de setembro.
Definida a data do Domingo de Páscoa, é só contar 46 dias para trás e encontrar a Quarta-Feira de Cinzas. Mas ainda existe uma dificuldade para quem quiser descobrir sozinho o dia do próximo carnaval: como a data da lua cheia usada para o cálculo não é exatamente a real (embora bem aproximada) será preciso consultar as tabelas eclesiásticas confeccionadas com base no que foi definido pelo Concílio de Nicéia (325 d.C.).
O Carnaval tem diversas origens possíveis, que nos levam a milhares de anos antes de Cristo. A palavra carnaval pode ter a sua origem na expressão latina "carrum novalis", utilizada pelos romanos para abrirem seus festejos. Ou talvez na palavra "carnelevale", que significa "adeus à carne", em dialeto milanês, uma referência ao início da Quaresma cristã.
Embora ninguém saiba ao certo como o Carnaval surgiu, alguns historiadores acreditam que sua origem remonta a celebrações ligadas à chegada da primavera na Europa, comemorada com festejos na Grécia e na Roma antigas. No ano 590 d.C., a Igreja Católica incorporou o Carnaval ao seu calendário, convencionando que a Quarta-Feira de Cinzas marca o início da Quaresma que vai até a Páscoa (ressurreição de Jesus Cristo).
Diferente do carnaval que existia no resto da Europa (e que hoje desapareceu), o carnaval realizado em Portugal era uma brincadeira de sujar as pessoas com tudo possível, principalmente comida. Foi este o carnaval levado para suas colônias, inclusive o Brasil.
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29 janeiro 2010
A CRISE QUE O GLOBO INVENTA
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25 janeiro 2010
Folha omite pesquisa de 2004 e diz que satisfação com São Paulo aumentou, quando caiu
Quem descobriu foi o MPost: a Folha de S. Paulo omitiu a pesquisa acima, feita em 2003 e publicada em 25.01.2004, no último ano do governo municipal de Marta Suplicy, quando o cidadão paulistano deu nota 7,7 à cidade.
Pulou direto do primeiro ano do governo Marta, em 2001, quando a nota foi de 6,1, para a nota deste ano, no governo de Gilberto Kassab, quando os paulistanos deram nota 7,4 à cidade.
Ou seja, omitindo a própria pesquisa, a Folha pode dizer que a satisfação do paulistano com a cidade aumentou entre 2001 (6,1) e 2010 (7,4); quando, na verdade, ela diminuiu de 7,7 (2004) para 7,4 (2010).
Nem a Folha leva o Datafolha a sério.
Do Vi o Mundo, http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/folha-omite-pesquisa-de-2004-e-diz-que-satisfacao-com-sao-paulo-aumentou-quando-caiu/
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20 janeiro 2010
O nome da tragédia
Para quem tem sensibilidade humana, choca ver que as tragédias humanitárias, depois de milênios de história, ainda continuam acontecendo muito mais entre os negros. Essa tragédia no Haiti apenas confirma a regra.
Há miséria chocante na Ásia, sim, entre orientais ou muçulmanos, mas aonde quer que se vá, para onde quer se olhe no globo terrestre, os negros sempre serão os mais afetados. Sofrem as piores doenças, têm os piores indicadores sociais, suportam as piores discriminações.
Olhem para a África, senhoras e senhores. Ou, se preferirem, olhem para as partes mais miseráveis do Brasil e lá estarão eles com suas peles de ébano e seus olhos faiscando de sofrimento e da mais justa das revoltas.
E a pele nem precisa ser totalmente escura. Na verdade, os descendentes de negros e brancos, de negros e índios, de negros e orientais, enfim, todo aquele que carrega a herança genética da negritude estará sempre entre os mais prejudicados.
E o mais doloroso é que, cientificamente, está provado que a cor da pele e os traços dos negros e seus descendentes decorrem de questões climáticas. A natureza faz com que aqueles que vivem em regiões onde o sol incide de forma mais inclemente desenvolvam pigmentação da pele adequada a enfrentar o clima.
Em suma, o que ajuda a sustentar essa situação é a hipocrisia e a mais perversa desonestidade.
Pequenos contingentes de negros vencem na vida, sim, mas quase sempre no esporte ou nas artes. E há um contingente diminuto que se destaca na academia, na política e em outras atividades mais intelectualizadas.
Mas quando se compara percentuais entre as etnias, o prejuízo aos negros e aos descendentes de negros é gritante.
Tudo advém da discriminação, seja explícita ou dissimulada. As maiores vítimas do nosso péssimo sistema público de ensino ou de saúde, são os negros. E em tudo mais é assim.
As imagens daquela massa de pele escura no Haiti padecendo todas aquelas torturas constituem uma bofetada no rosto da humanidade, uma acusação à etnia branca, que se beneficia da discriminação e da desigualdade decorrentes da cor da pele.
fonte: http://edu.guim.blog.uol.com.br/
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13 janeiro 2010
FABRICAR CRISE MILITAR VIROU MODA
E chegamos a 2010, um ano que promete ser bastante movimentado. Nas últimas horas de 2009 o Brasil viveu uma "crise" (entre aspas) na área militar provocada verdadeiramente pela mídia conservadora com um suposto pedido de demissão dos comandantes do Exército, Marinha, Aeronáutica e do Ministro Nelson Jobim. O motivo, segundo O Estado de S.Paulo, a Folha de S. Paulo, O Globo e a TV Globo teria sido a criação de uma Comissão Nacional de Verdade e Justiça que visa apurar fatos relacionados a violações dos direitos humanos no período da ditadura, de 1964 a 1985.
Com um noticiário totalmente manipulado, tanto que a crise acabou como por encanto, os referidos veículos misturaram alhos com bugalhos. Esqueceram de dizer que o anúncio feito pelo atual governo foi o da terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), criado originalmente no governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso, quando o atual Ministro da Defesa, Nelson Jobim, exercia a função de Ministro da Justiça. Na época, Jobim sonhava algum dia vestir uma farda de campanha militar e sair por aí, sem ser no Carnaval. Conseguiu tornar o sonho realidade e volta e meia aparece com a vestimenta que lhe agrada.
A mídia conservadora, possivelmente de forma deliberada, omitiu que a proposta da Comissão de Verdade e Justiça não tem caráter deliberativo e tinha sido aprovada na décima primeira Conferência Nacional de Direitos Humanos, por 20 votos a dois. Lula assinou a medida e agora para virar lei precisa da aprovação do Congresso. Ou seja, os jornalões não informaram corretamente e ainda por cima se empenharam no sentido de fazer crer que a Comissão tinha o objetivo de punir torturadores e assassinos do período ditatorial. Não é esse o objetivo, mas tornar claro o que foi feito no período.
A extrema direita, representada hoje também em sites na Internet com uma linguagem do tempo da onça e até transmitida por alguns psicopatas, tentou ampliar a "crise" que não houve ouvindo gente vinculada a pior espécie dos tempos da ditadura. Curiosamente, tanto os extremistas de direita quantos os jornalões e a mídia eletrônica ignoraram a nota oficial do Palácio do Planalto negando o pedido de demissão e ainda o suposto encontra às pressas na Base Aérea de Brasília entre Jobim e Lula.
Mal terminada a "crise", a Folha de S. Paulo abria as baterias para uma outra "crise militar". Desta feita para dizer que um relatório técnico da Força Aérea Brasileira (FAB) na questão da compra dos jatos para o reequipamento da Aeronáutica entrava em choque com o desejo de Lula de prirorizar a compra dos franceses Rafales. A FAB, segundo Eliane Catanhede, a mesma que noticiou a "crise militar" do fim de ano, teria optado pelos jatos suecos.
A direita midiática, ao mais puro estilo do período que antecedeu ao golpe de abril de 64, está muito assanhada e quer porque quer noticiar, segundo se pode depreender, tendo em vista a campanha eleitoral que vem por aí. E muitos petardos podem surgir neste 2010 que se inicia.
Enquanto isso, a Presidente Cristina Kirchner ordenou abertura de todos os documentos do período da ditadura militar que fez desaparecer 30 mil opositores. A exceção ficou por conta do material relativo à Guerra das Malvinas. Aqui no Brasil na área dos direitos humanos qualquer tentativa do gênero é apresentada como revanchismo. Uma lorota, porque quando se exige conhecer toda a verdade sobre o período obscuro da história brasileira, não tem nada a ver com revanche, até porque os defensores dessa posição e mesmo a eventual punição de crimes contra a humanidade cometidos naquele período, não almejam torturar ou matar ninguém. Os que cometeram esses delitos teriam todo o direito de defesa, o que não possibilitaram aos opositores do regime ditatorial.
E para terminar, Boris Casoy isto é uma vergonha, ofendendo os garis por falha do áudio da TV Bandeirantes, mesmo falando em off, mostrou o que pensa. Em alto e bom som indignou-se com os trabalhadores considerando-os "últimos da escala social". Não adiantou pedir desculpas. Agora a bola está com o Sindicato que representa os trabalhadores que Casoy ofendeu. Para se penitenciar mesmo, a Band teria que fazer uma reportagem especial sobre a importância dos garis para uma cidade, ainda mais como São Paulo, e destinar a publicidade de um telejornal da emissora para o sindicato. E, claro, voltar a ouvir os dois garis ofendidos. Será que o senhor Saad topa limpar a barra da Band?
E Sergio Cabral mostrou a sua verdadeira face de protetor da especulação imobiliária e ainda aparece em Angra dos Reis como se nada tivesse acontecido em matéria de flexibilização de construções que acabaram piorando o efeito dos temporais.
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UOL PROTEGE ARRUDA
Clique aqui para ver o Taxab nadando em dinheiro que mais tarde vai para os amigos da imprensa.
Clique aqui para ver o dinheiro na meia do Arrudão, que a Folha defende.
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08 janeiro 2010
Outsider: quem não se enquadra
A figura do outsider. Do cara que não se enquadra. Do sujeito que não faz questão de pertencer a nenhuma turma. O cara que no colégio sentava na última carteira, não falava com ninguém e ia embora sozinho. Havia algo de muito maneiro em figuras desse naipe.
Numa sociedade onde qualquer babaca quer virar celebridade, a figura do "ninguém" sempre me pareceu o melhor modelo de vida. E aqui não vai nenhuma pretensão estilosa do tipo "é legal ser diferente". Porra nenhuma. O que eu penso é que simplesmente "ninguém precisa ser igual".
Cada pessoa devia andar por aí rezando pela própria Bíblia, ou seja, fazendo suas próprias leis e fazendo uso de seu livre arbítrio. Mas não é o que tem acontecido.
Assisto sem nenhum entusiasmo e com bastante perplexidade aqueles filmes americanos de turmas de universidade com aquelas indefectíveis fraternidades onde o cara passa por uma coleção inimaginável de humilhações apenas com o inacreditável intuito de ser aceito em uma fraternidade de babacas. Não é muito diferente das merdas dos trotes universitários brasileiros. Babaca não respeita geografia.
Fico imaginando o que leva uma pessoa a essa necessidade doentia de ser aceito. E com o tempo me parece que em busca de aceitação as pessoas têm se padronizado de maneira assustadora e alarmante.
Hoje em dia a rapaziada usa piercing, tatuagem (não que eu tenha exatamente nada contra o uso de piercings ou tatuagens, mas é que parece que grande parte da molecada começa a usar apenas numas de copiar outra pessoa e aí é esquisito), o mesmo corte de cabelo, gosta das mesmas músicas e das mesmas roupas e emprega as mesmas expressões ("Galera", "é dez", "é show", "baladinha" e outras que eu não consigo sequer repetir aqui sem ter o meu estômago revirado) e aí ele se sente parte de alguma coisa, é compreendido e aceito e não vira motivo de zombaria entre os demais, justamente por não ser diferente.
Então o que acontece é muito simples. Se o sujeito tá num grupo onde o lance é odiar alguém, seja quem for, pode ser negro, viado, gordo, mulher ou o Mico-Leão Dourado, então o cara vai passar a odiar, ele nem sabe o motivo, é que a turma odeia e ponto. E se a turma pinta o cabelo de azul, então o panaca pinta também. E se a turma acha que é legal praticar artes marciais pra sair dando porrada em desavisados noturnos, então o cara automaticamente se inscreve numa academia e sai de lá o mó Steven Seagal.
E acha legal sair de carro com uma piranha oxigenada (esses caras sempre andam com piranhas descerebradas que são apreciadoras de bravatas intimidatórias) e provocar o primeiro sujeito pacífico que eles cruzarem pela frente. E vai ser providencial se eles pegarem pela frente um carinha com um livro do Kafka no ponto de ônibus. Esses caras nutrem um profundo ódio por qualquer sujeito que consiga articular mais que duas frases inteligíveis. E as suas piranhas são as primeiras a aplaudir o massacre.
Não tô aqui querendo de maneira nenhuma desmerecer o trabalho de alguns professores de artes marciais que sei o quanto são sérios e dignos. Mas é que sem a devida orientação eles estão criando um exército de babacas extremamente perigosos.
E é claro que a mídia e a publicidade incentivam irresponsávelmente esse estilo de vida. Elas querem todo mundo comprando e consumindo as mesmas coisas, coisas essas que eles fabricam em larga escala para atender a demanda desenfreada.
Numa novelinha como Malhação, só pra citar um exemplo bastante óbvio, a impressão que fica é que o roteirista escreveu um monólogo e depois distribuiu as falas entre vários personagens. Não há diferenciação de personalidade. Todos falam as mesmas coisas, do mesmo jeito e usando as mesmas expressões. Em resumo: fique igual e permaneça legal.
Há um processo de idiotização total e irrestrita avançando a passos largos. E essa busca pela padronização e no conseqüente status mediano (estou sendo generoso com esse "mediano") que as pessoas têm alcançado ganhou por esses dias duas novas forças de responsa.
A MTV "onde é que estão os clipes, porra?" estreou dois programas que são verdadeiras aberrações. O primeiro deles é o tal Missão MTV onde a Modelo Fernanda Tavares totalmente destituída de qualquer coisa que possa ser chamada de carisma, apesar de bonitinha (é o mínimo que se pode esperar de uma modelo) é chamada para padronizar qualquer sujeito que não esteja seguindo as regrinhas do que eles chamam de "bom gosto". Então se uma garota não fizer o gênero patricinha afetada, então ela automaticamente está out e a missão da Fernanda é introduzir a "rebelde" ao mundo dos iguais.
E dá-lhe o que eles chamam de "banho de loja". Se o cara usa roupas largas e o cabelo sem uma preocupação fashion e ainda se diz roqueiro, então eles transformam o coitado num metrosexual glitter afetado e por aí vai. Parece que a mulher vai dar um jeito no quarto de um sujeito. Ela diz que tá tudo errado no quarto do cara. Como assim? É o quarto dele, porra. Enfim, é proibido ter estilo. Quem não se enquadra, sai de cena. Em resumo, um programa vergonhoso.
Mas o pior ainda é o outro: O inacreditável e assustador Famous Face. Sacaram qual é a desse? Uma maluca encasqueta que quer ficar parecida com a Jeniffer Lopez ou com a Britney Spears e tal estultice é incentivada. Em resumo, a transformação é filmada e testemunhamos a verdadeira frankesteinização sofrida pela pobre iludida. Ela se submete à operação plástica, lipoaspiração e o caralho. Chega a ser nojento. Eu não entendo qual é a de um programa como esse. Será que a indústria da cirurgia plástica tá precisando de uma forcinha? Eu duvido. Nunca vi se falar tanto em botox, silicone, lipo e outras merdas. Todo mundo tentando evitar o inevitável. Todo mundo querendo retardar o tempo incontrastável. Vivemos cada vez mais em uma gigantesca e apavorante Ilha do Dr. Mureau. Foda-se Dorian Gray. Eu sou bem mais as rugas de Hemingway.
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05 janeiro 2010
Elio Gaspari te enrola
Vendo que será impossível impedir a comparação entre o governo FHC e o governo Lula, a mídia tucana vai tratando de tentar municiar o governador José Serra com manchetes de jornal e dados truncados para ele tentar vender à população que ela (a população) apenas está sendo injusta por repudiar como repudia o ex-presidente.
Para esse fim, o conclave conservador de centro-direita integrado pelo PSDB, pelo PFL, por Globos, Folhas, Vejas, Estadões e clones, conta com um séquito de "colunistas" e "blogueiros" cujas finalidades a que se prestam vão do assassinato de reputações ao puro e simples proselitismo político dissimulado ao ponto de insultar cada inteligência deste país.
Um desses colunistas, do tipo que faz proselitismo, é Elio Gaspari. Escreve no Globo e na Folha de São Paulo, além de em outros veículos dos quais não me lembro. No domingo, ele escreveu uma empulhação imensa em benefício do ex-presidente da República tucano, o qual a mídia tenta reviver 365 dias por ano desde que ele deixou o Poder sob a maior e mais silenciosa vaia que o Brasil já deu em um político.
Trata-se do seguinte:
3 de Janeiro de 2010
ELIO GASPARI
Não foi o PT nem o PSDB, foram os dois
|
Desde 1996 a linha da melhoria da vida do andar de baixo é contínua, sem inflexões |
O PROFESSOR Claudio Salm investigou os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 1996 e 2002 (anos tucanos) e daí a de 2008 (anos petistas). Ele verificou que a ideia segundo a qual Nosso Guia mudou radicalmente a vida do andar de baixo nacional é propaganda desonesta. Estimando-se que no andar de baixo estejam cerca de 50 milhões de pessoas (25% da população), o que se vê nas três Pnads estudadas por Salm é uma linha de progresso contínuo, sem inflexão petista.
Em 1996, quando Fernando Henrique Cardoso tinha um ano de governo, 48,5% dos domicílios pobres tinham água encanada. Em 2002, ao fim do mandato tucano, a percentagem subiu para 59,6%. Uma diferença de 11,1 pontos percentuais. Em 2008, no mandato petista, chegou-se a 68,3% dos domicílios, com uma alta de 8,7 pontos.
Coisa parecida sucedeu com o avanço no saneamento. Durante o tucanato, os domicílios pobres com acesso à rede de esgoto chegaram a 41,4%, com uma expansão de 9,1 pontos percentuais. Nosso Guia melhorou a marca, levando-a para 52,4%, avançando 11,3 pontos.
O acesso à luz elétrica passou de 79,9% em 1996 para 90,8% em 2002. Em 2008, havia luz em 96,2% dos domicílios pobres.
Esses três indicadores refletem políticas públicas. Indo-se para itens que resultam do aumento da renda e do acesso ao crédito, o resultado é o mesmo.
Durante o tucanato, os telefones em domicílios do andar de baixo pularam de 5,1% para 28,6%. Na gestão petista, chegaram a 64,8% das casas. Geladeira? 46,9% em 1996, 66,1% em 2002 e 80,1% em 2008.
O indicador da coleta de lixo desestimula exaltações partidárias. A percentagem de domicílios pobres servidos pela coleta pulou de 36,9% em 1996 para 64,4% em 2008. Glória tucana ou petista? Nem uma nem outra. O lixo é um serviço municipal.
Nunca antes na história deste país um governante se apropriou das boas realizações alheias e nunca antes na história deste país um partido político envergonhou-se de seus êxitos junto ao andar de baixo com a soberba do tucanato.
Vejam só que coisa. Então FHC melhorou tanto a vida do povo quanto Lula e este povo preconceituoso, só porque o ex-presidente é um "mauricinho" do Jet Set Internacional com alguns títulos pomposos, não reconhece o feito do tucano enquanto se derrama de amores pelo peão, ignorante, sem-dedo, beberrão e outras coisas que eles dizem que é melhor nem dizer.
Essa, enfim, é a tese: o povo seria ingrato.
Não, meus caros, não é por isso. É porque o tal professor Claudio Salm andou pinçando dados e, assim, aparece essa similitude entre avanços sociais. Acontece que o espectro de itens a considerar para dizer que os dois períodos presidenciais resultaram nos mesmos benefícios à população, é muito mais amplo.
Ao considerar apenas alguns itens da cesta, não se considerou o avanço da renda, a saída de 32 milhões de brasileiros da miséria, o Brasil ter se tornado um país com mais da metade da população na classe média, o ensino superior ter sido popularizado, permitindo aos negros chegarem à universidade como nunca antes neste país.
Fiquei pensando: mas que danadinho esse professor Salm. Por que ele fez isso? Daí decidi fazer uma buscazinha no Google e encontrei o seguinte:
Claudio Leopoldo Salm é graduado pela Faculdade de Economia, UFRJ, 1963 e fez Mestrado: Programa de Estudos Econômicos Latino-Americanos para Graduados (ESCOLATINA) pela Universidade do Chile, 1965/67; Dissertação aprovada em 1969. Doutorado: em Economia, pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas, 1978/79; Tese aprovada em 1980. Atualmente é Consultor da Fundap – Fundação do Desenvolvimento e Administrativo, SP e Pesquisador-bolsista do Instituto de Economia da UFRJ
Notaram? Fundap. Outra busca no Google e se descobre mais um pouco sobre esse cavalheiro. Vejam só:
| Criada pela Lei n. 435, de 24/9/74, a Fundap teve seus estatutos aprovados em 1976, data de sua efetiva instalação e do início de seus trabalhos. Atualmente vinculada à Secretaria de Gestão Pública do Estado de São Paulo. Governo do Estado de São Paulo, é? Consultor, não? Olhe, pessoal: pelo sim, pelo não, cuidado com esse Elio Gaspari – e com todos os outros. Ele chuta os vossos traseiros e vocês ainda pedem desculpas por estar de costas. |
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03 janeiro 2010
22 dezembro 2009
Professor Hariovaldo: Serra já ganhou
15 Dezembro 2009
Plano de Governo: a volta da boa administração e o fim da ameaça comunista
Arquivado em: Eleições 2010 — Hariovaldo @ 6:39 am
A vitória é dos homens bons.
A vitória irrevogável de Serra no pleito vindouro de 2010 já brilha no horizonte dos homens bons da nação e o fim do governo da gentalha se aproxima velozmente trazendo esperança e alívio para todos aqueles que sofreram sob o cruel domínio bolchevista no Brasil.
As poucas vozes que não se calaram durante o regime do terror lullopetista comporão o panteão dos heróis da resistência, a legião de honra dos imaculados pela chaga petista. Bendito sejam Boris Casoy, William Waack, Carlos Sardenberg, Alexandrinho Garcia, dentre outros, os quais mantiveram acesa a chama da liberdade em meio às trevas comunistas; a vitória é também de todos eles.
Agora que a vitória está consolidada, é hora de nos atermos aos planos de reconstrução nacional em meio a uma terra arrasada pelo marxismo satânico. Prioritariamente, a boa governança dos dois quadriênios progressistas do mestre FHC deverá ser restaurada e o inchaço do estado será imediatamente atacado com a alienação das estatais ineficientes e deficitárias como a Petrobrás, a Previdência, os bancos públicos e outros. A política econômica suicida e irresponsável da era Lula será abandonada e com o auxílio dos conselheiros do FMI e Banco Mundial Míriam Leitão voltará a exibir seu lindo e meigo sorriso matinal, para alívio de todos os homens de bem.
A política exterior nefasta do usurpador petista será descartada e esquecida no Itamaraty com a recondução do grande diplomata Celso Lafer que dirigirá as relações internacionais com soberania e dignidade, bem ao contrário das humilhações da era petista. Em suma, neste fim de ano poderemos brindar com a melhor champanhe francesa e caviar beluga o fim de nosso martírio enquanto a gentalha ignara brindará pela última vez com sidra de R$ 2,99 e panetone barato. Alvíssaras!
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10 dezembro 2009
Pé frio
Nota do Viomundo:
1. Serra vai à final da Libertadores em Belo Horizonte e o Cruzeiro perde do Estudiantes;
2. Serra vai a Interlagos e o Rubinho perde;
3. Serra vai ao jogo do Palmeiras, o Palmeiras perde (de líder com sete pontos de vantagem o clube cai para o quinto lugar e não se classifica para a Libertadores);
4. Policiais estressados se enfrentam diante do Palácio dos Bandeirantes;
4. A força da gravidade derruba trecho do Rodoanel;
5. De dois transbordamentos do rio Tietê depois de obras bilionárias, desde 2006, ambos acontecem quando Serra é o governador.
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02 dezembro 2009

Folha de S.Paulo, 28 de novembro de 2009
PAINEL DO LEITOR
"Em tempos de unanimidades, bajulação, mentiras, censuras veladas e neoperonismos, o corajoso e sensível depoimento de César Benjamin só vem confirmar aquilo de que eu já desconfiava havia muito tempo: que o Brasil está sendo governado por um bando de cafajestes sem escrúpulos. E o que é pior: recebem indenizações pelas suas cafajestadas. Parabéns a César Benjamin e a esta Folha." MARCELO MADUREIRA, "Casseta & Planeta' (Rio de Janeiro, RJ)
Incrível como essa gente é alienada, politica e moralmente falando. Tomar partido dessa forma, num assunto cuja questão central foi desmentida pelos outros encarcerados, só se o cara for um completo idiota e burro, como é o caso do nosso amigo aí.
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01 dezembro 2009
Rovai e a mente doentia de um fulano
do Blog do Rovai
Cesar Benjamim é uma mente doentia. Alguém que inventa histórias e constrói tramas para desqualificar aqueles com os quais por muitas vezes teve longo relacionamento.
Para quem não se lembra, esse é o sujeito que "denunciou" Emir Sader quando a editora dele não foi escolhida para fazer um trabalho que o sociólogo coordenava.
Era amigo de Sader por muito tempo, mas como seus interesses comerciais não foram atingidos, decidiu acusá-lo publicamente de corrupto.
Este Cesar Benjamim também é o mesmo que trabalhou no programa de governo de Garotinho quando imaginava que aquele poderia ser o candidato do PMDB à presidência da República.
Era um dos "cérebros" do ex-governador na construção de um programa nacionalista.
Mas como a candidatura do ex-governador não emplacou pelo PMDB, este mesmo Cesar Benjamim se filiou ao PSol e saiu candidato à vice-presidência da República na chapa de Heloísa Helena.
Provavelmente porque passou a achar que Garotinho não era mais o caminho a verdade e a vida. Mas sim HH.
Não foi só do PT, partido ao qual foi filiado, que saiu atirando. Também tretou com Garotinho e com o PSol. Benjamim não é só craque em produzir inimigos. É especialista em delação pública sem provas.
Se alguém com um currículo desses procurasse seu jornal para denunciar o presidente da República de ter tentado enrabar (vamos usar o português claro) um jovem nos dias em que era preso político, o que você faria? Publicaria o artigo?
E se essa mente doentia ainda citasse nominalmente uma única pessoa como testemunha, o que você faria? Não ouviria a testemunha e publicaria o artigo?
Cesar Benjamim é uma pessoa sem caráter, um psicopata da política. Pessoas assim existem. E vivem buscando jornais para acusar seus adversários. Jornais, em geral, as ignoram.
Por isso, neste episódio, o que mais me assusta é ver a Folha valer-se de uma mente insana para tentar atingir a reputação de alguém a quem se contrapõe politicamente.
Se a direção deste jornal considera isso válido para atingir seus objetivos, por que não sustentaria um golpe para derrotar esses mesmos adversários políticos?
A iminente derrota da oposição em 2010 e a falta de perspectiva política desse grupo nos próximos anos estão levando a uma radicalização midiática que não é só nojenta. É preocupante.
É bom os partidos da base do governo ficarem atentos a isso.
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