29 abril 2008

(28/04/2008 13:26)

Os leitores deste blogue sabem que sou contra a alteração da Constituição para que o presidente Lula possa disputar um terceiro mandato. Mas apesar de dividido, o país já começa a dar sinais de que gostaria de ver Lula na cédula em 2010. Este blogueiro não faz parte dessa maioria. Mas registra-a, até porque se fosse com FHC a mídia já diria que democracia é isso, respeitar a vontade da maioria. Eu acho que democracia é também respeitar as regras do jogo.

Além do aumento da popularidade de Lula e do seu governo, a última pesquisa CNT-Sensus começa a mostrar que a candidatura Dilma pode vir a se firmar neste ano. Leiam com atenção e vejam algumas contas que fiz especialmente para que possa comparar melhor os cenários de fevereiro e o atual. Dilma cresceu em todos os levantamentos onde é citada como candidata. Seus adversários caíram. Num eventual segundo turno com Serra, ela diminuiu a vantagem para o governador em quase 10 pontos desde fevereiro.

Avaliação do Governo A avaliação positiva do Governo Luís Inácio Lula da Silva situa-se em 57,5%, e a avaliação negativa em 11,3%. Ou seja, o que não é positivo nem negativo é regular. E o que é regular não é negativo como alguns podem querer mostrar nas notícias que estão sendo divulgadas. Se o regular fosse dividido ao meio, a aprovação a Lula seria de aproximadamente 75%.

Em fevereiro de 2008, a avaliação positiva do Governo Lula situava-se em 52,7% e a avaliação negativa em 13,7%. Ou seja, houve um aumento de aproximadamente 10% na aprovação desde fevereiro e uma queda de uns 15% na reprovação.

A aprovação do desempenho pessoal do presidente Lula situa-se em 69,3% e a desaprovação em 26,1%. Em fevereiro de 2008, a aprovação do desempenho pessoal de Lula situava-se em 66,8% e a desaprovação em 28,6%.

Eleições 2010 – 1º TURNO A Pesquisa CNT/Sensus pesquisou a tendência do eleitorado brasileiro para a eleição presidencial de 2010, em primeiro turno, tanto em votação espontânea, quanto estimulada.

Em votação espontânea foram obtidos os seguintes dados: Lula, 29,4%; José Serra, 5,0%; Aécio Neves, 2,9%; Geraldo Alckmin, 2,4%; Heloísa Helena, 1,7%; Ciro Gomes 1,5%; 54,1% declararam não ter candidato.

Em listas estimuladas, os resultados foram os seguintes:

Primeira lista: José Serra, 36,4%; Ciro Gomes, 16,9%; Heloísa Helena, 11,7%; Dilma Rousseff, 6,2; 29,0% declaram não ter candidato. Os números de fevereiro de 2008 eram 38,2%, 18,5%, 12,8%, 4,5% e 26,1% respectivamente. Nesta lista, a única candidatura que cresceu na pesquisa estimulada foi a de Dilma Roussef.

Segunda lista: Ciro Gomes, 23,5%; Heloísa Helena, 17,5%; Aécio Neves, 16,4%; Dilma Rousseff, 7,0%; 35,7% declararam não ter candidato. Os números em fevereiro de 2008 eram 25,8%, 19,1%, 16,6%, 5,4% e 33,3% respectivamente. Repete-se o fenômeno, a única candidatura que cresceu foi a de Dilma Roussef.

Terceira lista: José Serra, 34,2%; Ciro Gomes, 17,8%; Heloísa Helena, 14,1%; Patrus Ananias, 3,8%; 30,2% declaram não ter candidato. Os números em fevereiro de 2008 eram 37,5%, 19,6%, 13,9%, 3,4% e 25,8% respectivamente. O único candidato a crescer foi Patrus Ananias.

Quarta lista: Ciro Gomes, 23,2%; Geraldo Alckmin, 17,2%; Heloísa Helena, 16,3%; Dilma Rousseff, 7,6%; 35,9% declaram não ter candidato.

Eleições 2010 – 2º TURNO A CNT-Sensus perguntou sobre a tendência do eleitorado para um eventual segundo turno nas eleições presidenciais de 2010.

Na primeira opção: José Serra, 53,2%; Dilma Rousseff, 13,6%; com 33,3% declarando não ter candidato. Os números em fevereiro de 2008 eram 57,9%, 9,2% e 33,0%, respectivamente. A diferença entre Serra e Dilma, ainda imensa no segundo turno, diminuiu 9,1% desde fevereiro.

Na segunda opção: Aécio Neves, 32,1%; Dilma Rousseff, 18,3%; com 49,6% sem candidato. Os números em fevereiro de 2008 eram 36,9%, 14,5% e 48,7%, respectivamente. A diferença entre Aécio e Dilma diminuiu 7,7%.

Reeleição Sobre uma eventual alteração na Constituição para permitir uma nova candidatura do presidente Lula já em 2010, 50,4% afirmam ser a favor e 45,4%, contra.

Diante de uma eventual possibilidade de reeleição para terceiro mandato, 51,1% votariam em Lula, 35,7% votariam em José Serra e 13,3% se declararam sem candidato.

Do blog do Rovai

Caso Isabella: O que não se investiga

Quem vaza tudo - depoimentos, laudos, investigações - para o Jornal Nacional?

Quem é o delegado Bruno do caso Isabella, qual seu interesse no caso?

Por que as demais emissoras não reclamam do tratamento preferencial da polícia à Rede Globo?

Questionamentos pertinentes do Mello

26 abril 2008

Esquecí de dizer: se tú encontrar o Jorginho, engatinhando por aí, dê aquele abraço nele. Ele sabe o quanto lhe devoto de amor. Diga pra ele que aquele olhar, antes de ir pra mesa de cirurgia, onde tentariam salvá-lo, nunca me sairá da cabeça.

25 abril 2008

Ah, cara, talvez você nem lembre mas um dia, lá pelos idos de 77 ou 78, o pai chegou em casa com uma arma (dizia ele que era um "38"), e a mãe fez o maior escarcéu, porque que ele precisava da arma, o que ia fazer com ela, etc...
O tempo passa e a gente um dia, pelo menos por uma fração de segundo, começa a pensar o quão bom seria ter uma arma pra fazer não sei o quê.

Mas tenho certeza que você me diria que isso tudo é bobagem.

17 abril 2008

Cara, tú não vai acreditar.
Conseguí um dvd de Ps2 (Pinball - Hall of fame) com várias mesas de pinball, tem até uma do Black Knight(Cavaleiro Negro, "eu sou o cavaleiro negro, à procura de um desafio"), lembra? Nós jogávamos naquela lanchonete de M. Fumaça quando crianças...
Tem também outras mesas bacanas, com várias dificuldades e um desafio onde, para mudar de fase, tem de se atingir um mínimo de pontuação. Os gráficos são bons, vale a pena o jogo.

15 abril 2008

Para mim está claro a revolução na informação que a internet está causando.
O "dossiê" dos gastos dos cartões de fhc foi uma farsa desmascarada pelo blogueiro noblat, notário admirador da tchurma que sucateou o país no governo tucano. O porquê dele ter feito isso, já já saberemos, a própria blogosfera tratará de esclarecer, é inevitável.

O Luiz Carlos Azenha faz um trabalho, através de seu blog, digno dos maiores jornalistas do mundo, ao checar as informações e se alimentar das opiniões de seu próprio público, que é imenso. Ele furou os jornais brasileiros que diziam que o Chaves ia ganhar o plebiscito de sua re-reeleição, divulgando antes(horas antes, por estar na Venezuela) que a maioria dos venezuelanos votariam contra a proposta.

O Nassif é o Nassif, quem entende um pouco de jornalismo sabe o respeito que ele merece. O seu trabalho, divulgando as entranhas da veja e seu jornalismo de esgoto, fez com que todos aqueles que são cidadãos de bem percebessem de imediato o porquê da veja ter divulgado aquilo que o álvaro dias não sabe quem lhe repassou e nem se era verdade.(Obrigado veja, você ajudou a nos livrar do álvaro dias).

O Mino Carta encerrou seu blog no ig tão logo demitiram, de forma
arbitrária e truculenta, o Paulo Henrique Amorim - este último está há tempos detalhando, entregando de bandeja para a opinião pública como funcionou a privataria das telecomunicações no Brasil.

Vou esquecer outros, não tem jeito, a gente sempre acaba esquecendo alguém.

Mas a existência de pessoas como essas me dão o alento necessário para acreditar que nem tudo está perdido, que ainda existem pessoas que são jornalistas mesmo, que apuram a realidade dos fatos, e não pau- mandados dos barões da mídia, que sempre governaram o país com seus editoriais inflamados - o contra ou a favor dependia dos agrados do governo .

Nos eua, na França, na Holanda, Inglaterra e outros países desenvolvidos, os órgãos de imprensa deixam claro ao seu público qual partido e posição política apoiam, não consideram isso uma vergonha ou afronta, muito pelo contrário. Na maioria dos casos fazem oposição de forma civilizada, objetivando o bem comum que é o engrandecimento de seu país.
No Brasil é essa nojeira: os grandes jornalões e a maior rede de televisão do país não dizem aquilo que fazem, se dizem isentas, a bem da democracia. Fazem o que funcionou antes e hoje, graças à democratização da informação no país, não funciona mais: contam com a ingnorância do seu público, acreditando que sua lábia e português empolado nos levarão a acreditar que eles estão certos, quando dizem(só pra citar alguns exemplos) que a Venezuela é uma ditadura, que a colômbia pode invadir outro país e assassinar pessoas dentro de suas fronteiras, que o país vai de mal a pior, beirando um colapso, que as crises externas vão derrubar nossa economia e voltará a inflação, que quando se fala em classificar a programação por faixa etária é censura mas quando se censura e se impede um governador de criticar os meios de comunicação numa rede pública é democracia, etc,etc,etc.

05 abril 2008

O tempo passa...


...e eu continuo ouvindo e "descobrindo" músicas do melhor power trio que esse planeta tem e já teve: Rush.
Agora, por exemplo, ouvi e achei linda a música Heresy, do Roll the Bones, álbum que faz parte de uma fase da banda que nunca ouví bem, por achar que não gostava( nessa fase o teclado preponderava e as músicas eram mais lineares).

A tradução da letra é esta:

Heresia

Tudo neste mundo sem sentido
De Moscou até Berlim
As pessoas se aglomeram nas barricadas
E os muros vão tombando

A contra-revolução
Pessoas sorrindo através das lágrimas
Quem pode dar a elas as suas vidas de volta
E todos estes anos desperdiçados?
Todos estes preciosos anos desperdiçados
Quem irá pagar?

Tudo neste mundo sem sentido
De ideologia
As pessoas de aglomeram nos mercados
E compram sonhos

A contra-revolução
E o caixa das lojas
As pessoas compram as coisas que elas querem
E emprestam por um pouco mais
Todos estes anos desperdiçados
Todos estes preciosos anos desperdiçados
Que irá pagar?

Nos temos que perdoar afinal?
O que mais podemos fazer?
Nos temos que dar adeus ao passado?
Sim, eu acho que devemos

Tudo neste mundo imenso
Toda a merda que temos que passar
Bombas e abrigos anti-nucleares
E as nossas vidas em jogo

A revolução sangrenta
Todos os líderes no seu rastro
Todo o medo e sofrimento
Tudo um grande erro
Todos estes anos desperdiçados
Todos estes preciosos anos desperdiçados
Quem irá pagar?

03 abril 2008

O Analfabeto Político

(Bertold Brecht)

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

30 março 2008

O cheiro de Curitiba

Tenho andado pela cidade nestes últimos dias e um coisa vem me chamando cada vez mais a atenção: o cheiro de esgoto que se sente por quase toda a região central.

Será que não há algo a ser feito? As pessoas que moram no centro convivem com isso numa boa?

24 março 2008

Abaixo segue o link do vídeo de um italiano que se fez passar pelo Nicolas Cage e teve seus minutos de glória com o pessoal do Real Madrid.
Dica do Gurgel lá no Cocada Boa

http://www.youtube.com/watch?v=M5xgU0cqYL8

10 março 2008

A Paz É Inútil Para Nós

Paulo Miklos

Composição: Paulo Miklos

As vitrines estão sempre acesas
A paz é feita de pequenos crimes
E de muros cada vez mais altos
Aguardando grandes assaltos

Vigiados todos nós estamos calmos


Não podemos ler as placas e os out-doors
Não teremos filhos, netos
Não tivemos pais e avós

A paz é inútil para nós
A paz é o que não podemos ter
Que a paz esteja com você

A paz com todas as forças
Prá deixar tudo como está
Na TV, na vitrine, no cartaz
Não se deve perturbar a paz

Fique em paz!

Ao som dos alarmes
Homens e mulheres armados
Cães e crianças brincando com armas
A paz com todas as forças

Fique em paz
A paz é inútil para nós
Fique em paz
Que a paz esteja com você

A paz está por trás de doces palavras
E lenços brancos e buquês de flores
Pairando no ar sobre o mar
Num amanhecer em algum lugar
É dia das crianças, reveillon, natal
Dia de graças, das mães, dia de sol

A paz é inútil para nós
A paz é o que não podemos ter
Que a paz esteja com você

Fique em paz!
A paz é inútil para nós
Fique em paz!
A paz é o que não podemos ter
Fique em paz!
Há paz onde não podemos ir
Fique em paz!
A paz é inútil para nós
A paz é o que não podemos ter
Que a paz esteja com você
Fique em paz!

03 março 2008

Silêncio cúmplice da ‘grande imprensa’ cerca dossiê Veja de Nassif

Hoje, Luis Nassif prossegue com seu dossiê Veja com a publicação de mais um capítulo, A imprensa e o estilo Dantas. É a mais importante série sobre os bastidores de um grande veículo de nossa mídia: a mais vendida (e bota vendida nisso) revista brasileira. O dossiê vem sendo revelado aos pouco, há mais de um mês. No entanto, nenhum, grifo nenhum dos jornalões ou das revistas concorrentes de Veja deu uma linha sequer sobre o dossiê.

Por que será? Será que a mídia não se interessa por assuntos da mídia?

Não parece ser isso. Hoje, O Globo publica uma reportagem mostrando que o bispo Macedo pede a seus fiéis que comprem o jornal da Universal (Folha Universal) aos lotes. Toca no assunto como se houvesse alguma irregularidade nisso. O bispo apenas está exortando seus fiéis a comprarem o jornal da Igreja em que acreditam. Qual o problema? Cada um aumenta sua tiragem como pode.

O Globo, por exemplo, está oferecendo agora bichinhos de pelúcia para quem compra sete dias do jornal. Algum problema nisso? Não, mas é o mesmo apelo emocional do bispo Macedo. Este aproveita o enlevo dos fiéis para empurrar seu jornal. O Globo conta com o irresistível apelo dos filhos pequenos (ou eles acham que algum adulto vai comprar O Globo pra ganhar um bichinho de pelúcia?) para empurrar o seu.

O problema é quando O Globo, Folha, Estadão, Época, Isto É escondem de seus leitores – muitos deles também leitores de Veja – a reportagem de Nassif. Quando fazem isso, sonegam informação, matéria-prima do jornalismo e objetivo do consumidor quando adquire um jornal ou revista. É caso para o Procon.

Provavelmente, não tocam no dossiê porque têm medo que seus leitores passem a lê-los também com olhos críticos, procurando ver a quem interessa a publicação – ou a omissão - de tal ou qual notícia. Daí o silêncio, para dizer o mínimo, cúmplice.


Do blog do Mello


25 fevereiro 2008

Atenção, navegantes!
O Banco do Brasil está a fazer 200 anos de história.
Procurem-me lá!

18 fevereiro 2008

INTERNET COM SABOR BRASILEIRO: ENTRE QUE A CASA É SUA


WASHINGTON - Não fomos nós, brasileiros, que inventamos a internet. Foi o Pentágono. A idéia era facilitar a troca de informações entre centros de pesquisa civis e militares e a burocracia estatal que "toca" os Estados Unidos, enquanto o presidente faz de conta que manda com todo aquele cerimonial da Casa Branca. Porém, podemos dizer com orgulho que estamos reinventando a rede.

O primeiro sinal de que isso estava acontecendo foi o fenômeno Orkut, o site de relacionamentos que cresceu mais no Brasil do que em qualquer outra parte do mundo. Só hoje os Estados Unidos têm um site com a "pegada" do Orkut brasileiro, o Facebook.

Tenho lá minha teoria sobre os motivos desse descompasso: os americanos são utilitaristas. Conceberam a internet como uma ferramenta para troca de informações. E embora no Brasil esse também seja o papel primordial da rede, minha convivência com os leitores do site me fez ver que eles querem mais do que isso.

A internet brasileira é "gregária". Não é ferramenta apenas para "cumprir tarefas". É um "estado de espírito", uma "praça do interior", um "comício", um "teatro cômico", um ponto de encontro que às vezes se parece com arquibancada de estádio de futebol. Fico estupefato quando alguns leitores mais sensíveis conseguem perceber até meu estado de espírito quando apareço pela primeira vez, de manhã, para me dar conta do que eles estão fazendo com o espaço que já não considero meu.

Quando desisti de minha carreira de repórter de televisão para me dedicar integralmente à internet eu estava atrás de entender esse "mundo" e suas peculiaridades. Acho que já cheguei aos 5%.

Dizem que os repórteres de TV se dividem entre os que acham que são deuses e os que têm certeza. A internet me fez mais humilde, até mesmo por precaução. Eu jamais pregaria vacinação em massa contra a febre amarela sabendo que a Conceição Lemes, em questão de segundos, poderia arrancar o meu couro.

A "internet brasileira" também é resultado de características específicas de nossa sociedade. Algumas dúzias de jornalistas e comentaristas, trabalhando no eixo Rio-São Paulo-Brasília, sempre exerceram o monopólio da opinião. Muitos continuam achando que têm o poder de "conduzir" o público, feito os antigos lanterninhas nas salas de cinema. Essa gente expressa o provincianismo, o desprezo, a falta de informação e a prepotência com que a elite brasileira sempre tratou o "resto" do Brasil.

Houve um tempo em que a distância entre São Paulo e Natal era de milhares de quilômetros. Agora, caiu para alguns minutos. É o tempo que um potiguar leva, hoje em dia, para postar na internet a informação que não saiu na TV porque alguém decidiu que não era notícia.

É o Azenha se superando.

15 fevereiro 2008

Por que grande mídia silencia sobre denúncias de Nassif contra Veja?



Embora na área jornalística e de política não se fale em outra coisa na web, a reportagem em que Nassif desvenda os bastidores de Veja não merece uma única matéria na grande imprensa.

A razão para isso é uma só: Há um medo imenso de contágio. O vírus do raciocínio crítico pode contaminar os leitores de O Globo, Folha, Estadão e estes podem começar a pensar se o que ocorre na Veja não acontece também nas redações de nossa “grande imprensa independente”.

Então eles se calam. E não deixam que seus leitores se informem. Prestam-lhes um desserviço. Afinal, muitos também são leitores e assinantes de Veja e têm o direito de tomar conhecimento da corajosa reportagem de Nassif. Sonegam informação, que é a matéria-prima do jornalismo.


Do Blog do Mello


04 fevereiro 2008

Não Conte o Final a Ninguém


Do Cinema com Rapadura

Escrito por: Thiago Sampaio


Uma forma bastante manjada, usada pelos grandes estúdios como forma de merchandising de suas produções, é colocar em seus meios de divulgação (que incluem trailers, chamadas de televisão, pôsteres e páginas oficiais), a frase: “Não conte o final deste filme a ninguém”. Usando um pouco de bom senso, não é correto sair contando os finais de filme nenhum a ninguém, porém, o uso desta frase nunca deixa de causar uma espécie de alerta à curiosidade do expectador, que se sente quase que na obrigação de ir ao cinema, nem mesmo por interesse pelo filme em si, mas pela vontade de matar a curiosidade e conferir o “final surpreendente”. Muitas vezes este final não corresponde à altura das expectativas do público.

Tal estratégia foi utilizada em “A Vila” (2004), de M. Night Shyamalan, e no lançamento “O Amigo Oculto”. Este último utilizou deste meio, uma forma diferente de chamar a atenção do público: todos os rolos com o filme foram entregues às distribuidoras sem o final, deixando os rolos com a conclusão do longa para serem entregues em mãos, apenas momentos antes de sua primeira exibição, tudo para que o final não fosse descoberto com antecedência e revelado na Internet. Sem dúvidas, foi um lance muito inteligente, pois essa estratégia da FOX logo caiu no conhecimento da mídia e do público, atenuando cada vez mais a curiosidade a respeito do conteúdo do “final misterioso”.

Afinal, o que podemos classificar como um “final surpreendente”? È, simplesmente, aquele desfecho da história que pode durar poucos segundos, e nos fazer, após o término do filme, repassar toda a história em nossas cabeças, reimaginando tudo sob uma forma totalmente diferente do que foi vista pela primeira vez. Em outras palavras, um filme com “final surpreendente” é uma obra que brinca com o expectador, fazendo-o acreditar estar entendendo a história, quando, no final, nada é como ele imaginava.

Fiz aqui uma lista de dez filmes que seguem esse estilo. Com certeza eles farão você surpreender-se com os seus respectivos finais:

1 - PSICOSE (1960)
Este grande clássico do mestre do suspense Alfred Hitchcock (de “Os Pássaros” e “Janela Indiscreta”), é, sem dúvidas, um dos melhores suspenses da história. Prima pela direção frenética de Hitchcock, uma trilha sonora mais do que marcante,e a atuação perfeita de Anthony Perkins como o calmo e simples, porém lunático, Norman Bates. Uma pena foi o fato de o diretor Gus Van Sant ter tido a idéia de refilmá-lo em cores, no ano de 1999, estragando todo o charme do original. Destaque no filme para a famosa cena do assassinato no chuveiro, além, é claro, da grande reviravolta do final. Janet Leigh interpreta uma secretária que rouba 40 mil dólares para que possa casar. Durante a fuga, erra o caminho e chega a um velho motel, onde é amavelmente atendida pelo dono (Anthony Perkins), mas escuta a voz da mãe do rapaz, que diz não desejar a presença de uma estranha. Mal sabe a moça o que virá a acontecer em apenas uma noite neste motel.


2 - OS SUSPEITOS (1995)
Este excelente filme dirigido por Bryan Singer (dos dois “X-Men” e “O Aprendiz”), criou um dos vilões mais assustadores do cinema, sem sequer sabermos quem ele é até o último segundo do filme, Só ao pronunciar o seu nome, Keyser Soze, já nos dá um frio na espinha. Kevin Spacey dá aqui um verdadeiro show de interpretação, em que, merecidamente, recebeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua interpretação. Spacey vive Roger “Verbal” Kint, um criminoso com deficiência física que narra para um policial (interpretado por Chazz Palmiteri) uma chacina ocorrida em um cais. Esta tragédia resultou em 27 mortos e 91 milhões de dólares desaparecidos, e o único fato sabido, é da existência do nome de Keyser Soze por trás de tudo. Reviravoltas são detalhes que não faltam nessa produção. O final, realmente é de deixar todos com o queixo no chão, e intimidados perante o show dado por Kevin Spacey. Também merecido, o filme recebeu o Oscar de Melhor Roteiro Original.


3 - O SEXTO SENTIDO (1999)
Em seu ano de lançamento, o tal “final surpreendente” foi comentado em toda esquina, e o público ficou conhecendo a grande vocação do diretor M. Night Shyamalan de fazer suspense. “O Sexto Sentido” deu início à uma onda de filmes com temas que envolvem o sobrenatural, apelativos para os sustos, e com a obrigação de forçar um final surpresa. Recebeu seis indicações ao Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Haley Joel Osment), Melhor Atriz Coadjuvante (Toni Collette), Melhor Roteiro Original e Melhor Montagem. Bruce Willis interpreta um psicólogo infantil que busca se recuperar de um trauma sofrido anos antes, quando um de seus pacientes lhe deu um tiro e, em seguida, suicidou-se em sua frente. Seu personagem assume o caso de um garoto de oito anos, interpretado pelo talentoso Haley - Joel Osment (indicado ao Oscar), que tem dificuldades de entrosamento no colégio e vive paralisado de medo. Um dia, o menino revela para o psicólogo a razão de tanto medo: ele possui o dom de ver pessoas mortas.


4 - AS DUAS FACES DE UM CRIME (1996)
Com este thriller de tribunal, o mundo ficou conhecendo o talento de Edward Norton, que fazia o seu primeiro filme e, de cara, ganhou o Globo de Ouro, e foi indicado para o Oscar na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. Norton interpreta um jovem de 19 anos preso sob a acusação de assassinar um arcebispo com 78 facadas. Um ex-promotor (Richard Gere), que se tornou um advogado bem-sucedido, propõe defendê-lo, sem cobrar honorários. Ele tem um motivo para isto: adora ser coberto pela mídia, além de ter uma incrível necessidade de vencer. O jovem demonstra ser muito calmo e tímido, mas logo mostra sofrer de dupla-personalidade e se torna uma pessoa rude, de péssimo caráter, capaz de fazer qualquer coisa. O filme é envolvente e faz o expectador simpatizar com o jovem tímido, e, ao mesmo tempo, sentir raiva da sua segunda personalidade, deixando a sua possível inocência em dúvida. O filme possui grandes momentos de tensão, e a química entre os personagens de Richard Gere e Edward Norton é muito envolvente.


5 - CLUBE DA LUTA (1999)
Neste chocante longa do cineasta David Fincher (que já havia dirigido Brad Pitt em “Seven”), existe muito mais do que lutas e violência como muitos enxergam. Por trás de todo o roteiro há uma grande crítica ao capitalismo e o consumismo, de forma bastante inteligente. Edward Norton interpreta um executivo que trabalha como investigador de seguros de uma grande montadora de automóveis. Ele vive em loucura progressiva e, para driblar suas crises de insônia, extravasa sua ansiedade em sessões de terapia grupal, ao lado de gente com câncer, tuberculose e outras doenças, pois é só no meio de moribundos, que ele se sente vivo e assim consegue dormir. Repentinamente, entra na sua vida Tyler Durden (Brad Pitt), um maluco que tem a idéia de por à prova seu instinto animalesco em combates corporais, fundando o “Clube da Luta”. Com o tempo, Tyler demonstra que seus planos vão além da criação do clube, uma mania, que ganha adeptos no país inteiro.


6 – AMNÉSIA (2001)
De certa forma, é até covardia citar “Amnésia” nesta lista de finais surpreendentes, pois o filme consegue nos surpreender a cada cinco minutos através de sua narrativa de trás para frente, de modo que nunca sabermos exatamente o que está ocorrendo com o personagem de Guy Pearce. Por outro lado, o final (que na verdade equivale ao começo da história) é a chave para tantas reviravoltas, e, pode acreditar, é mesmo impressionante. “Amnésia” foi a maior surpresa do ano de 2001, aparecendo discretamente nos cinemas, e logo virou cult pelo seu roteiro e sua montagem geniais (ambos indicados ao Oscar). Revelou ao mundo o diretor Christopher Nolan, que este ano, será o responsável por trazer o Homem-Morcego de volta às telas. Guy Pearce interpreta um homem que sobrevive a um ataque de um ladrão em que perde a sua mulher, e passa a sofrer de uma doença que o impede de gravar na memória fatos recentes, o que faz com que ele esqueça por completo o que aconteceu poucos instantes antes. Ele parte em uma jornada pessoal, a fim de descobrir o assassino de sua mulher para poder vingá-la.


7 – SEVEN – OS 7 CRIMES CAPITAIS (1995)
Um filme impressionante em todos os aspectos. Esta é a definição para “Seven”. É ao lado de “O Silêncio dos Inocentes”, em minha opinião, o melhor filme do gênero. O tal “final surpreendente” deste, foge um pouco do estilo dos outros desta lista, pois ao contrário dos outros, ele não muda todo o resto da história, brincando com nossa imaginação. Ou melhor, ele mexe, sim, com nossa imaginação, mas apenas no exato momento, fazendo imaginarmos imagens angustiantes não mostradas, e atiçando nossa curiosidade. O final de “Seven”, chega a ser um dos mais chocantes e inteligentes já feitos para o cinema, chegando a ser perturbador e genial. Brad Pitt interpreta um policial jovem e impetuoso, e Morgan Freeman, um policial maduro e prestes a se aposentar. Os dois são encarregados de uma perigosa investigação: encontrar um assassino em série que extermina as pessoas seguindo a ordem dos sete pecados capitais.


8 - O SUSPEITO DA RUA ARLINGTON (1999)
Este é o caso de um filme pouco visto, mas que merece ser conferido pelo seu roteiro muito bem desenvolvido e, principalmente, pelo duelo de interpretações entre Jeff Bridges e Tim Robbins, ambos muito bem em uma verdadeira batalha de egos. O final, além de surpreender, nos faz refletir sobre a situação mundial de que em todo canto do planeta existem grupos terroristas planejando algo sobre pessoas inocentes. Brigdes interpreta um professor de História que faz amizade com seus novos vizinhos (Tim Robbins e Joan Cusack), logo após ter salvado o filho do casal. No começo, tudo parece correr bem entre a sua família e a deles, mas logo começa a desconfiar que há algo suspeito, e passa a investigar sobre o passado de seu vizinho, descobrindo diversos fatos obscuros. Ele, então, começa a tomar consciência do perigo pelo qual ele e sua família estão passando, e resolve ir a fundo em suas investigações, descobrindo um plano terrorista que visa explodir um prédio público.


9 – OS OUTROS (1999)
Pelo fato de ter estreado aqui depois de “O Sexto Sentido”, seu final, apesar de muito impressionante, não provocou o mesmo impacto no público, mas, nem por isso, tirou o prestígio desse ótimo filme. Nicole Kidman está em um de seus melhores momentos, vivendo uma mulher que, durante a 2ª Guerra Mundial, decide por se mudar, juntamente com seus dois filhos, para uma mansão isolada na ilha de Jersey, a fim de esperar que seu marido retorne da guerra. Como seus filhos possuem uma estranha doença que os impedem de receber diretamente a luz do sol, a casa onde vivem está sempre em total escuridão. Eles vivem sozinhos, seguindo, religiosamente, certas regras, como nunca abrir uma porta sem fechar a anterior, mas quando eles contratam empregados para a casa, diversos acontecimentos estranhos e assustadores começam a acontecer.


10 – CORPO FECHADO (2000)
O diretor M. Night Shyamalan acabou usando os “finais surpreendentes” como a sua marca registrada. Após impressionar o mundo com “O Sexto Sentido”, ele volta a dirigir Bruce Willis, mas agora sem crianças que vêem mortos. Mesmo não tendo um final de impacto como em seu filme anterior, “Corpo Fechado” também surpreende, mostrando os lados que às vezes não costumamos enxergar nas pessoas. Shyamalan, desta vez, foca o mundo dos super-heróis, de forma muito bem feita, através de suas filosofias de como viver e agir em um mundo humano. Bruce Willis interpreta David Dunne, um segurança de estádio de futebol que sobrevive a um espantoso desastre de trem, o qual todos os passageiros morrem e ele sai ileso, para espanto dos médicos e de si mesmo. Buscando explicações sobre o ocorrido, ele encontra Elijah Price (Samuel L. Jackson), um estranho que tem uma deficiência: possui ossos frágeis, vulneráveis a qualquer pancada. Elijah tenta convencer David de que ele é exatamente o oposto dele, que ele seja um super herói “inquebrável”.

O Mello tá postando lá no blog dele alguns vídeos raros e "matadores".
Abaixo o link para dois deles, em espanhol.

1 - A guerra do Vietnam como você nunca viu

2 - Sargento, em quem estamos atirando?

30 janeiro 2008

Geisel autorizou assassinato de Jango, acusa ex-agente uruguaio

Reportagem de Simone Iglesias, da Agência Folha, em Porto Alegre, publicada ontem (aqui, para assinantes) revela declaração de um ex-agente do serviço de inteligência do uruguai, na época da ditadura militar, que afirma que Jango não morreu de ataque cardíaco, como se acreditava, mas assassinado por envenenamento.

O ex-agente Mario Neira Barreiro disse que a ordem para o assassinato foi dada pelo delegado do Dops de São Paulo Sérgio Paranhos Fleury e que este obtivera a autorização para o crime diretamente do presidente Ernesto Geisel.

Do blog do Mello, post completo aqui

23 janeiro 2008

Censura na TVE do Paraná

Face às barbaridades que vêm sendo ditas pelos grandes meios de comunicação e devido à falta de opiniões isentas, coerentes e honestas em relação à censura na TVE do Paraná, passo a publicar os links de toda e qualquer análise que expresse o que realmente está acontecendo.
Viva a liberdade de expressão.
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Editado em 24.01.08.

Entidades de jornalistas justificam decisão de juiz

Por Mário Augusto Jakobskind em 22/1/2008

A censura, como nos tempos da ditadura que assolou o país, está de volta no estado do Paraná. Por decisão do juiz federal da 4ª Região, Edgard Lipman Júnior, o governador Roberto Requião está impedido de apresentar o programa Escola de Governo na TV Paraná Educativa, no qual presta contas à população, discute projetos em andamento, promove o debate de temas candentes da realidade nacional, tais como transgênicos, ferrovias, infra-estrutura portuária, ecologia, privilégios dos bancos, reforma agrária, agricultura familiar, desnacionalização da economia, integração latino-americana e tantos outros.

Isto é, a Justiça tomou uma decisão que contraria os preceitos básicos de um administrador moderno, quais sejam, primeiro, prestar contas de seus atos à população, em seguida, discutir a realidade nacional. Tal procedimento deveria, isto sim, servir de exemplo para outros governadores fazerem o mesmo.

Texto completo aqui

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Deputado repudia censura a Requião

O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) criticou nesta terça-feira (22/1) o desembargador Edgard Antôno Lippmann Júnior, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, que na última quinta-feira (17/1) multou o governador Roberto Requião (PMDB) em R$ 50 mil, além de obrigar a TVE do Paraná a veicular a cada 15 minutos uma nota oficial da Associação de Juízes Federais.

"A decisão desse juiz [Lippmann] constitui um ato de censura que deve ser repudiado pela sociedade e revisto o quanto antes pelas instâncias superiores", afirma Dr. Rosinha. "Um despacho judicial jamais poderia citar como parâmetro 'a grande mídia' e editoriais de jornal."

Matéria completa aqui

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Censura na TVE do Paraná: solidariedade ao governador Requião

Num visível atentado à democracia, a Justiça Federal do Paraná decidiu ontem, dia 9, estabelecer censura prévia na Rádio e Televisão Paraná Educativa. O objetivo da medida arbitrária, segundo despacho do próprio desembargador Edgar Lippmann, é coibir a participação na rede pública do governador Roberto Requião. Há muito que as opiniões e as polêmicas corajosas do governante, incluindo as transmitidas ao vivo da reunião semanal da Escola do Governo, incomodam a elite, em especial os partidos de direita, os latifundiários e alguns integrantes do próprio Judiciário.

Texto completo aqui.
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BBB8, the elimination

Não sei se ando muito "por fora", mas a eliminação de ontem, no big brother, me chamou atenção. Primeiro que o tal de Galego, senão me engano estudante de medicina, se mostrou despreocupado demais o tempo todo, até seus batimentos cardíacos não se alteraram em nenhum momento( se é que dá pra confiar naquele aparelhinho da globo).
Segundo, que a entrevista ao bial, quando já estava fora da casa, me pareceu ser bruscamente interrompida quando o Galego dizia que procurou ser ele mesmo e que havia percebido que isso afetou a votação dos telespectadores e que esse tipo de comportamento não interessava aos que faziam o programa.
Teria ele enchido o saco de tudo ou esse é o seu jeito mesmo, assim, digamos, meio manézão?