09 março 2011

http://baixandonafaixa.blogspot.com/: Documentário - "Cidadão Boilesen" [Doc. Raro]

http://baixandonafaixa.blogspot.com/: Documentário - "Cidadão Boilesen" [Doc. Raro]: "Um capítulo sempre subterrâneo dos anos de chumbo no Brasil, o financiamento da repressão violenta à luta armada por grandes empresários, g..."

01 março 2011

Não, eu não esqueci.
Dia 28 de fevereiro de 2011 meu irmão faria 39 anos, se vivo.
Parabéns, cara, você continua sendo fonte de inspiração para esse saudoso irmão.

27 fevereiro 2011

Los Hermanos - jornalista - anna julia

24 fevereiro 2011


Curiosidades do mundo animal: Meu filho de dez anos estuda em escola particular, período integral. Já há algum tempo vem reclamando do preso da mala que usa para levar o material do dia, já que a mala que usava ano passado e que tinha rodinhas (estilo mala de aeroporto) esse ano ficou pequena e está levando o material numa estilo mochila que por conta do  peso é impossível ser levada presa às  costas. Deve ser tentador para alguém, na idade dele, pôr a mochila nas costas, pois insistentemente tenho de lembrá-lo que aquele peso todo prejudicará sua coluna. Dia desses paramos para analisar o porquê de tanto peso e ele e eu chegamos à conclusão de que os livros didáticos é que são os "vilões" dessa história. Livros que são caros, feitos e impressos com papel de primeiríssima qualidade, espessos, provavelmente de difícil reciclagem. E pesados.
A solução será comprar uma mala de rodinhas, maior, para facilitar o transporte do material do/pelo filhão.

Curiosidades do mundo animal:
Meu filho de dez anos estuda em escola particular, período integral. Já há algum tempo vem reclamando do peso da mala que usa para levar o material do dia, já que a mala que usava ano passado e que tinha rodinhas (estilo mala de aeroporto) esse ano ficou pequena e está levando o material numa estilo mochila que por conta do  peso é impossível ser levada presa às  costas. Deve ser tentador para alguém, na idade dele, pôr a mochila nas costas, pois insistentemente tenho de lembrá-lo que aquele peso todo prejudicará sua coluna. Dia desses paramos para analisar o porquê de tanto peso e ele e eu chegamos à conclusão de que os livros didáticos é que são os "vilões" dessa história. Livros que são caros, feitos e impressos com papel de primeiríssima qualidade, espessos, provavelmente de difícil reciclagem. E pesados.
A solução será comprar uma mala de rodinhas, maior, para facilitar o transporte do material do/pelo filhão.

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22 fevereiro 2011

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Zeitgeist

"Numa sociedade decadente, a arte, se verdadeira, deve também refletir essa decadência.
E a menos que ela deseje trair sua função social, a arte deve mostrar o mundo como mutável.
E ajudar a mudá-lo."
- Ernst Fischer.

Zeitgeist - Moving Forward


   Minha avó era uma pessoa maravilhosa. Ela me ensinou a jogar Banco Imobiliário. Ela entendia que o objetivo do jogo é comprar. Ela acumulava tudo o que podia e sempre acabava dominando o tabuleiro.  E depois ela sempre me dizia a mesma coisa. Ela olhava para mim e dizia:
- Um dia você vai aprender a jogar o jogo.
  Num verão, eu joguei quase todos os dias, o dia inteiro e então aprendi a jogar o jogo. Compreendi que a única forma de ganhar  é se comprometendo totalmente à aquisição.  Aprendi que o dinheiro e as posses são as formas de continuar pontuando. Ao final daquele verão, tornei-me mais impiedoso que minha avó. Estava pronto para dobrar as regras para ganhar o jogo.
   Naquele outono, me sentei para jogar com ela. Tomei tudo que ela tinha. Eu a observei
entregar seu último dólar e desistir em completa derrota. E então ela tinha algo a mais para me ensinar. Então ela disse:
 - Agora tudo volta para a caixa. Todas aquelas casas e hotéis. Todas as ferrovias e utilidades públicas. Todas as propriedades e todo esse dinheiro maravilhoso. Agora tudo volta para a caixa.
Nada disso era realmente seu. Você se empolgou muito com isso por um tempo. Mas tudo já estava aqui muito antes de você se sentar à mesa e continuará aqui depois de você ir embora -- jogadores vem e vão. Casas e carros... Títulos e roupas... até o seu corpo. Porque o fato é que tudo que eu pego, consumo e guardo voltará para a caixa e irei perder tudo. Então você precisa se perguntar quando finalmente receber a melhor promoção, quando fizer a melhor compra, quando comprar a melhor casa, quando tiver segurança financeira e subido a escada do sucesso até o degrau mais alto que você pode alcançar... E a emoção acabar - e ela vai acabar... - e depois?
Quão longe você precisa seguir nesta estrada até perceber aonde ela leva? Certamente você entende que nunca será o bastante. Portanto, você precisa se perguntar:
O que importa?

Texto do início do filme/documentário Zeitgeist - Moving Forward

18 fevereiro 2011

Manual da Imprensa Golpista

Jovem estudante de jornalismo, não se iluda: a profissão que abraçará, à diferença de todas as outras neste país em processo de euforia econômica, oferece muito poucos bons empregos – entenda-se empregos em empresas que ofereçam perspectivas de ascensão profissional e econômica.

E os poucos empregos promissores que existem, nem são tão bons porque obrigarão o jornalista neófito a violar os princípios éticos que lhe forem ensinados na universidade e a própria dignidade, tendo que curvar a espinha a cada edição do veículo em que for trabalhar. E em qualquer vertente do jornalismo da grande imprensa.

Essa situação se deve à concentração da propriedade de meios de comunicação, à propriedade cruzada desses meios e dos critérios políticos para entrega de concessões públicas de rádio e tevê a algumas poucas famílias que controlam toda a grande mídia brasileira.

Acima de todas essas famílias midiáticas, míseras quatro controlam o “centro nervoso” da comunicação no Brasil: as famílias Marinho, Frias, Civita e Mesquita. Depois delas, mais umas três ou quatro formam tentáculos dos quais se ramificarão mais algumas dezenas de empresas de médio e pequeno porte que reproduzirão o que veicular o tronco dessa árvore cartelizada da comunicação.

A oportunidade de conseguir algum dos poucos empregos nesses veículos só existirá na medida em que você, caro estudante de jornalismo, estiver disposto a seguir um manual que vai mudando de personagens através dos anos, mas que mantém sempre os mesmos “princípios”.

Esse manual se baseia, acima de tudo, em crenças e conveniências político-ideológicas e econômicas das famílias midiáticas. E como essas empresas se amparam em benesses que conseguiram institucionalizar no Brasil por terem permanecido “amigas” do Estado por décadas incontáveis, tudo passa pela postura político-ideológica do candidato a emprego.

Se você, estudante de jornalismo, desviar-se dos ditames dessa postura, estará condenado a se tornar assessor de imprensa de empresas, políticos ou celebridades, ou a tentar a imprensa dita “alternativa”, que mal consegue sobreviver justamente porque os recursos públicos são uma espécie de monopólio das famílias supracitadas.

A seguir, leia e entenda esse manual de corrupção e submissão da alma. E decida se é o que quer para você.

—–

MANUAL DA IMPRENSA GOLPISTA

1 – Ser antipetista, mas sempre se dizendo um petista “arrependido devido à corrupção do governo Lula”.

2 – Afirmar que o êxito econômico e social do Brasil durante o governo Lula é mérito do governo FHC, ignorando todas as catástrofes sociais e econômicas que ocorreram no governo tucano.

3 – Afirmar que a ditadura militar de 1964 foi implantada para “impedir uma ditadura comunista no Brasil”, mas sem jamais perguntar onde estão as provas disso.

4 – Afirmar que a Venezuela é uma ditadura mesmo a despeito de que vige o voto livre no país e de que nenhuma das suas muitas eleições sofreu qualquer questionamento sério, tendo sido todas referendadas por observadores internacionais.

5 – Condenar previamente todos os petistas envolvidos no escândalo do mensalão – José Dirceu à frente – com base apenas no fato de que estão sendo julgados. E afirmar, peremptoriamente, que Lula foi o mentor de tudo.

6 – Dizer que todas as absolvições de petistas e aliados em processos judiciais decorrentes de escândalos inflados ou inventados pela mídia são produto de farsa jurídica, enquanto usa as absolvições jurídicas de tucanos para denunciar que foram vítimas de armações políticas.

7 – Jamais investigar qualquer denúncia contra o governo paulista ou contra qualquer tucano, limitando-se a fazer uma matéria meio antipática a cada seis meses ou um ano só para disfarçar, enquanto produz ataques diários a petistas e aliados.

8 – Afirmar que Lula foi culpado pelos desastres dos aviões da TAM e da Gol apesar de que as investigações e perícias mostraram que foram culpa de pilotos e do equipamento.

9 – Afirmar que Antonio Palocci violou o sigilo do caseiro Francenildo apesar de o atual ministro-chefe da Casa Civil ter sido absolvido pela Justiça.

10 – Ficar do lado da Itália e contra o Brasil na questão da extradição do ativista italiano Cesare Battisti, assumindo cada argumento italiano in limine e criticando sempre os motivos do governo brasileiro, ignorando qualquer argumento em contrário.

11 – Ficar sempre a favor de golpes ou tentativas de golpes de Estado contra governos de esquerda, como no caso de Honduras, Venezuela ou Bolívia, e ficar no mínimo isento em casos assim quando o governo for de direita.

12 – Sempre lembrar com muito, mas muito maior ênfase o que persiste de ruim no Brasil do que o que melhorou, atribuindo todos os problemas históricos do país ao governo Lula, acusando-o por não resolvê-los de uma vez e desconsiderando o que fez para diminui-los como nenhum outro governo.

13 – Sempre puxar o saco de FHC apesar de ele ser rejeitado por quase 80% da opinião pública, segundo as pesquisas sobre sua popularidade.

14 – Sempre tratar Serra como vítima do PT, apesar de ser talvez o político mais beligerante do país ao lado de Ciro Gomes.

15 – Sempre afirmar que o PT fez, sim, dossiês contra o PSDB, apesar de jamais ter surgido uma única prova cabal dessa hipótese.

16 – Sempre dizer que o estilo discreto de Dilma agrada mais a todos do que a “verborragia” de Lula, mas sempre sem dizer de onde tirou a informação.

17 – Garantir que Serra não foi atingido por uma bolinha de papel na campanha eleitoral passada, mas por um rolo de fita crepe pesando 1 quilo, ignorando as perícias de universidades dizendo o contrário.

18 – Bloquear, em colunas de cartas de leitores, quase todas as manifestações favoráveis ao PT ou a governos do “eixo do mal” de outros países, ou seja, de Cuba, Venezuela, Irã e Bolívia. E, ao mesmo tempo, brandindo sempre intenções de petistas de promoverem “censura”.

19 – Ser visceralmente contra cotas para negros nas universidades, afirmando sempre que formados através dessas cotas serão profissionais inferiores, apesar dos estudos das universidades que mostram que cotistas se saem igual ou melhor do que os não-cotistas.

20 – Tratar o MST como uma organização criminosa violenta apesar de os sem-terra serem vítimas de atrocidades homicidas praticadas pelos latifundiários, que dificilmente sofrem violência física na disputa pela terra.

21 – Entender, aceitar e defender a premissa de que jornalista que quer ganhar dinheiro e ser famoso hoje no Brasil só pode ter uma opinião: a do patrão.

—–

Deve faltar muita coisa nesse “manual” de antijornalismo da Imprensa golpista. Quem se lembrar de algo que não tenha sido mencionado pode complementar a lista, que irá sendo aumentada conforme as sugestões não-repetidas forem chegando.

—–

SUGESTÕES DOS LEITORES

22 – Afirmar, categoricamente, que o Bolsa Família significa “Bolsa Esmola” e que irá transformar milhões de brasileiros em vagabundos que vivem às custas do Estado.

23 – Definir o Lula como um sapo bêbado sortudo que surfou na maravilhosa economia global durante todo o seu mandato.

24 – Insistir que o Lula é quem considerava a Dilma um poste sem a menor qualificação para o cargo de presidenta do Brasil.

25 – Afirmar que os blogueiros independentes são todos petistas, indistintamente, e que recebem benesses do PT de forma direta ou indireta.

26 – Dizer que o Brasil é uma república sindicalista e portanto os sindicatos são todos pelegos e vivem às expensas do Estado brasileiro.

27 – Repetir o mantra neoliberal do Estado Mínimo, mesmo sabendo que até mesmo no maior país capitalista do mundo, os EUA, o Estado tem intervido na economia.

28 – As fotos publicadas de esquerdistas devem causar repulsa, ao contrário das dos representantes da direita.

29 – Ler diariamente a coluna do Merval em O Globo, assistir religiosamente a Míriam Leitão no Bom Dia Brasil, da Globo, e ouvir, com fervor, o comentário do Jabor na CBN. E repetir, em seus textos e conversas, todos os argumentos desenvolvidos por esses luminares da grande mídia brasileira.

30 – Insistir dia sim e outro também que a Dilma foi eleita pelos votos dos miseráveis analfabetos.

31 – Afirmar que Lula aparelhou o estado, nomeando os companheiros para os cargos públicos.

32 – Sempre que surgir qualquer fato negativo em alguma esfera de governo, mencionar com destaque se o partido responsavel for de esquerda ou algum aliado, caso contrario não mencionar o Partido

33 – Sempre fazer manchetes com uma segunda parte, mais ou menos assim: Governo tira 100% da miséria, mas ricos estão perdendo terreno.

34 – Afirmar que o Banco Panamericano recebeu recursos via Caixa a mando do Lula pra eleger a Dilma via SBT.

35 – Afirmar, categoricamente, que Dilma é a favor do aborto, que defende a morte, mas que a classe alta (por exemplo, mulher do Serra) pode fazer aborto – no Chile, é claro.

36 – Insinuar, em toda oportunidade que for possível, que o ex-presidente Lula tem falha de caráter, é alcoólatra e foi conivente com a corrupção.

37 – Para fazer futrica política entre Dilma e Lula, afirmar sempre que o governo Dilma é eficiente e discreto, ao contrário do governo do presidente Lula, que falava demais e não respeitava a liturgia do cargo.

38 - Afirmar sempre que o sonho de todo petista é censurar a impoluta, imparcial e magnânima mídia conservadora brasileira, esta sim a verdadeira defensora da democracia e dos interesses dos pobres, fracos e oprimidos do Brasil.

39 – No período das eleições para qualquer cargo, seja para prefeito, governador ou presidente, não ter a menor vergonha na cara e culpa de consciência de agir como militante político da direita, inclusive podendo transformar a redação e o meio de comunicação em comitê de campanha contra os petistas.

40 – Na eleições, dar todo o destaque a qualquer denúncia contra qualquer petista, de qualquer nível e transformar imediatamente o caso em escândalo político nacional; já se a denúncia for contra tucano ou demo, ignorar o assunto, por mais grave que seja, ou, se não der para esconder, dar algumas notinhas e sumir com o assunto da pauta o mais rápido.

41 – Nos temas mais técnicos ou polêmicos, mencionar a “opinião insuspeita” de “especialistas reconhecidos”; sempre e quando os tais “especialistas” tenham, exatamente, a mesma opinião do baronato da mídia e, de preferência, tenham vínculo notório e inegável com a oposição e o conservadorismo.

42 – Sempre esconder os crimes contra a Humanidade praticados semanalmente pelo Estado de Israel contra o Povo Palestino ao mesmo tempo em que retrata os israelenses como vítimas inocentes do povo árabe.

43 – Publicar documentos falsificados de petistas e argumentar que não pode garantir que sejam verdadeiros, mas tampouco comprovar que são falsos.

44 — Nunca tocar em escândalo se envolver alguém que tenha parentesco ou proximidade com um colega com algum partido da direita, mas somente da direita, mas, caso seja o contrário, dê enfase para desacreditar o colega.

45 – Caso não tenha competência para falar rebuscadamente o que quer o patrão e vá aparecer na mídia televisada, aprenda a fazer caras e bocas quando citar um político de esquerda.

46 – Se um antigo coronel de modos suspeitos de se conduzir na política se bandear para a esquerda, arreie o pau nele e quem estiver com ele diuturnamente. Nos outros, seus antigos pares, mas que ainda estão mais à direita, não!

Fonte, grande Edu Guimarães, aqui

16 fevereiro 2011

Em quadrados, um acima do outro, o Bêbado.
Acompanhemos.

10 fevereiro 2011

Gostaria, um dia, que a Cida e o Bébe lessem isso, mas não sei.
A mãe não poderia, e nem pôde, me dar guia de moral. Saberemos avaliar isso?
Não fazer isso, não fazer aquilo - meu pai nunca me disse, por ser extremamente mudo, analfabeto, lenhador, pedreiro, marceneiro e etc.
Então de onde vem essa necessidade de ser justo com todos?
Do meu pai analfabeto, dos quais ví tantos tios a tirar sarro na minha infância?
Será?
Será que meu pai tinha o seu ambiente a seu favor?
Será?

08 fevereiro 2011

Assisti, e gostei muito.
Filme viajão, com imagens belíssimas, que fascinam e assustam.
Genial.


Koyaanisqatsi – vida fora de equilíbrio

fevereiro 3rd, 2008 § 2 Comentários

Vida fora de equilíbrio, em processo de desagregação – assim traduz-se Koyaanisqatsi, termo da língua hopi, uma das mais antigas nações indígenas norte-americanas.

Koyaanisqatsi é um documentário lançado em 1983, produzido por Francis Ford Coppola, dirigido por Godfrey Reggio e com música do compositor Philip Glass. Composto de música e imagens, sem nenhuma fala, mostra-se um impactante e fascinante dossiê sobre o processo civilizatório da humanidade, desde a descoberta da natureza até a perdição do homem, que passa a destruir a matriz da qual se origina. O filme lança uma imensa dúvida sobre a idéia de progresso, com seqüências que alternam imagens serenas com outras assustadoras e dilacerantes. Um espetáculo de imagem e som, um trabalho original, um estímulo emocional, espiritual, intelectual e estético.

Outros dois filmes compõem a trilogia Qatsi: Powaqqatsi (1988) e Naqoyqatsi (2002).

fonte: http://fabriciokc.wordpress.com/2008/02/03/koyaanisqatsi/

28 janeiro 2011

Abaixo uma tentativa de tradução de uma música que achei muito marcante de uma banda que "descobri" no segundo semestre do ano passado, a Tiles.
Os caras, além de excelentes músicos, têm letras muito bacanas e que tratam de simbologia, humana e religiosa, inclusive.
Trata-se de Changing the Guard, do álbum Fence The Clear (1997).

Troca de Guarda

Definhando com o coração pesado
À vista de dor e medo
movimentos contorcidos cessam
Em pé sozinho no claro
Retirado e imóvel
A agonia termina em paz
Olhos fixos refletem a descrença

Segundos passam lentamente
Desencadeados por acidente
Confuso e despreparado
Perdendo a luta contra o medo
Passando lentamente, nenhuma graça salvadora prevalece
Outra lição dolorosa falha

Superar o claro
Transpor as barreiras implícitas
Compreender as razões pelas quais...
Ouça o réquiem
O peso dos encargos devidos
Retirar a dúvida, rejeitar as mentiras
Trocar a Guarda
Segurar o momento, curar as cicatrizes
Mudar o guarda, ouvir o réquiem
Colocar a culpa para descansar

Momentos turvos de reflexão
Como a repetição de uma repetição
Pensamentos vívidos tornam-se escuridão
Resquícios de culpa para defender
Derramando lágrimas de dor
Nenhuma explicação consola
O sol brilha na alma que passa

Superar o claro
Transpor as barreiras implícitas
Compreender as razões pelas quais...
Ouça o réquiem
O peso dos encargos devidos
Retirar a dúvida, rejeitar as mentiras
Trocar a Guarda
Segurar o momento, curar as cicatrizes
Trocar a Guarda, ouvir o réquiem
Colocar a culpa para descansar

Superar o claro
Transpor as barreiras implícitas
Compreender as razões pelas quais...
Ouça o réquiem
O peso dos encargos devidos
Retirar a dúvida, rejeitar as mentiras
Trocar a Guarda
Segurar o momento, curar as cicatrizes
Mudar o guarda, ouvir o réquiem
Colocar a culpa para descansar

Trocar a Guarda
Segurar o momento, curar as cicatrizes
Trocar a Guarda
Ouvir o réquiem
Colocar a culpa
Para descansar

12 janeiro 2011

É presidenta, mesmo ! Com “a”

O Brasil ainda está longe da feminização da lín-gua ocorrida em outros lugares. Dilma Rousseff adotou a forma “presidenta”, que assim seja chamada.
Se uma mulher e seu cachorro estão atraves-sando a rua e um motorista embriagado atinge essa senhora e seu cão, o que vamos encontrar no noticiário é o seguinte: “Mulher e cachorro são atropelados por motorista bêbado”. Não é impressionante? Basta um cachorro para fazer sumir a especificidade feminina de uma mulher e jogá-la dentro da forma supostamente “neutra” do masculino. Se alguém tem um filho e oito filhas, vai dizer que tem nove filhos. Quer dizer que a língua é machista? Não, a língua não é machista, porque a língua não existe: o que existe são falantes da língua, gente de carne e osso que determina os destinos do idioma. E como os destinos do idioma, e da sociedade, têm sido determinados desde a pré-história pelos homens, não admira que a marca desse predomínio masculino tenha sido inscrustada na gramática das línguas.
Somente no século 20 as mulheres puderam começar a lutar por seus direitos e a exigir, inclusive, que fossem adotadas formas novas em diferentes línguas para acabar com a discriminação multimilenar. Em francês, as profissões, que sempre tiveram forma exclusivamente masculina, passaram a ter seu correspondente feminino, principalmente no francês do Canadá, país incomparavelmente mais democrático e moderno do que a França. Em muitas sociedades desapareceu a distinção entre “senhorita” e “senhora”, já que nunca houve forma específica para o homem não casado, como se o casamento fosse o destino único e possível para todas as mulheres. É claro que isso não aconteceu em todo o mundo, e muitos judeus continuam hoje em dia a rezar a oração que diz “obrigado, Senhor, por eu não ter nascido mulher”.
Agora que temos uma mulher na Presidência da República, e não o tucano com cara de vampiro que se tornou o apóstolo da direita mais conservadora, vemos que o Brasil ainda está longe da feminização da língua ocorrida em outros lugares. Dilma Rousseff adotou a forma presidenta, oficializou essa forma em todas as instâncias do governo e deixou claro que é assim que deseja ser chamada. Mas o que faz a nossa “grande imprensa”? Por decisão própria, com raríssimas exceções, como CartaCapital, decide usar única e exclusivamente presidente. E chovem as perguntas das pessoas que têm preguiça de abrir um dicionário ou uma boa gramática: é certo ou é errado? Os dicionários e as gramáticas trazem, preto no branco, a forma presidenta. Mas ainda que não trouxessem, ela estaria perfeitamente de acordo com as regras de formação de palavras da língua.
Assim procederam os chilenos com a presidenta Bachelet, os nicaraguenses com a presidenta Violeta Chamorro, assim procedem os argentinos com a presidenta Cristina K. e os costarricenses com a presidenta Laura Chinchilla Miranda. Mas aqui no Brasil, a “grande mídia” se recusa terminantemente a reconhecer que uma mulher na Presidência é um fato extraordinário e que, justamente por isso, merece ser designado por uma forma marcadamente distinta, que é presidenta. O bobo-alegre que desorienta a Folha de S.Paulo em questões de língua declarou que a forma presidenta ia causar “estranheza nos leitores”. Desde quando ele conhece a opinião de todos os leitores do jornal? E por que causaria estranheza aos leitores se aos eleitores não causou estranheza votar na presidenta?
Como diria nosso herói Macunaíma: “Ai, que preguiça…” Mas de uma coisa eu tenho sérias desconfianças: se fosse uma candidata do PSDB que tivesse sido eleita e pedisse para ser chamada de presidenta, a nossa “grande mídia” conservadora decerto não hesitaria em atender a essa solicitação. Ou quem sabe até mesmo a candidata verde por fora e azul por dentro, defensora de tantas ideias retrógradas, seria agraciada com esse obséquio se o pedisse. Estranheza? Nenhuma, diante do que essa mesma imprensa fez durante a campanha. É a exasperação da mídia, umbilicalmente ligada às camadas dominantes, que tenta, nem que seja por um simples – e no lugar de um –a, continuar sua torpe missão de desinformação e distorção da opinião pública.
Marcos Bagno é professor de Linguística na Universidade de Brasília.
Via CartaCapital

fonte: http://www.conversaafiada.com.br

Saiba o significado das gírias em inglês mais usadas na internet

Não sei você, mas eu sou um grande adepto de gírias gringas, principalmente aquelas que facilitam nosso em programas como Gtalk e MSN. Palavras como LOL, yay, yep e tantas outras já fazem parte do vocabulário digital do brasileiro. Só que por várias vezes eu tenho que desviar o assunto para explicar o significado da gíria (isso quando perguntam né?).

Se você foi (ou é) do tipo de pessoa que não pergunta nada ao professor com medo de passar vergonha na sala de aula já perdeu (e perde) a chance de aprender muita coisa nesse mundão chamado Terra.

Foi pensando nisso que sites e mais sites surgem na internet com intuito de ajudar os envergonhadinhos. Um deles é o internetslang, um simples e eficaz tradutor de gírias virtuais. Lá você consegue consultar as gírias que não entende. Então, não se esqueça de consultar o site sempre que você tiver alguma dúvida. Enjoy ;D


Abaixo uma lista de abreviações e gírias em inglês (com seu significado) usadas na internet, principalmente, no MSN, chats, Twitter e jogos:

AFK = do inglês “Away From The Keyboard”. Tradução – Longe do computador
AKA = “Also Known As” – Tambem conhecido por
ASAP = do inglês “As Soon As Possible”. Tradução – O mais rapidamente possível
ASL = Age, Sex, Location. Tradução – Idade, Sexo, Localização
BBL = “Be back later”. Tradução – Volto mais tarde !
BBQ Do inglês Barbecue. Tradução - Churrasco
BBS = “Be Back in a Second”. Tradução – Volto num segundo!
BCNU = “Be Seeing You”. Tradução – Até à vista
BFN = “Bye, for now”. Tradução – Adeus, até logo
BRB = “Be Right Back”. Tradução – Volto já!
BTW = do inglês “By The Way”. Tradução – A propósito, aliás, por falar nisso, etc.
CYA = see you [later]. Tradução – até [mais] logo.
Fail = Gíria americana que signfica falha, mico, constrangimento, fracasso.
Feelingssignfica sentimento, muio usado no Twitter para dizer que algo trás boas lembranças e etc.
FYI = “For Your Information” Tradução – Para sua informação
GTG, G2G = “Got to go”. Tradução – Tenho que ir
HTH = “Hope This Help”. Tradução – Espero que isto ajude
IRC = É a abreviatura de “Internet Relay Chat”
KINDA = Do inglês “Kind of” adv. somewhat, a bit, moderately (slang), um pouco
LOL = Abreviatura do inglês “Loughing Out Loud”, que em português se pode traduzir por “Rindo bem alto”
MOFO = Mother Fucker - Filho da mãe.
MORF = do inglês Male Or Female. Masculino ou Feminino ?, você é homem ou mulher? (também se usa “M or F?”)
Noob = Do inglês "New Boy", ou seja, um novato no jogo que ainda não sabe das coisas.
NFW = “No Fucking Way”. Tradução – Nem pensar nisso, de jeito nenhum!
NSFW = “Not safe for work” traduzindo como “Não seguro para o trabalho”. Utilizado para identificar conteúdo pronográfico.
NP = “No Problem”. Não tem problema!
NRN = “No Reply Necessary”. Tradução – “não precisa responder, não requer resposta”
OIC = do inglês “Oh I See”. ah sim, entendi
OMG = “Oh My God”. Oh Meu Deus
Owned ou 0wn3d algo como detido, é utilizado para demonstrar uma grande humilhação sobre o adversário.
PPL = people. Traduzindo: pessoal, pessoas, galera
PVT = abreviatura para private. Pessoal, particular.
ROFL = “Rolling on the Floor Laughing”, uma “evolução” de LOL que significa “rolando no chão de tanto rir”
STFU = Shut The F.u.c.k Up. Tradução - Cale a p*** da boca
THX = Thanks – Obrigado (também se usa TKS)
TTYL = “Talk To You Later”. Tradução –Conversamos mais tarde
U = “you”. Tradução –você
YAY = é uma exclamação de aprovação.
YEP = "Yes" traduzindo: sim
WTF? What The F.u.c.k. Tradução- Mas que m*** é essa?

fonte: http://www.pitacosmodernos.com.br/2011/01/saiba-o-significado-das-girias-em.html

31 dezembro 2010

Um certo 2011...

Um feliz 2011 àqueles que foram e principalmente àqueles que ficaram.
Estejam onde estiverem.


10 dezembro 2010

Cloaca não é fashion



Por José Luiz Ribeiro da Silva em 7/12/2010

Sempre considerei Augusto Nunes um sub-Reinaldo Azevedo, com a mesma fleuma, mas com uma imaginação menor. Mas tudo bem, vindo de onde vem, torna-se compreensível. Ambos naturalmente e, por vias naturais, são o tipo de profissionais excretados pelo Cloaca News, mas desta vez Nunes se supera ao criticar aquele que faz do ofício denunciar o típico profissional que se aventura nas letras mesmo sem ter intimidade com elas – e, mesmo assim, ousa pela capacidade inata de flexibilizar a coluna quando o objetivo é adular o interesse de quem lhe paga o sustento.

Estou errado? Nunes gasta tempo e verve para desqualificar o sr. Cloaca, não através da argumentação e do contraponto de ideias, mas através do senso estético do sr. Cloaca, incompatível com o estilo Nunes de ver e sentir a moda e seus melindres. Em sua argumentação fashion, Nunes desacerta até nas cores da indumentária do denunciado. Escorrega no padrão e tamanho demonstrando um daltonismo de percepção da realidade característico daqueles cuja vida foi permeada por equívocos tonais, em especial em relação à cor vermelha.

Tal característica estética e de caráter profissional é perfeitamente explicável e compreensível quando dilatamos um pouco a visão e observamos com acuidade sociológica o público de Nunes, de Reinaldo e, por via de consequência, da Veja. Mesmo aquele cujo olho bom é único e indivisível, percebe – e não é novidade – que o leitor funcional de Nunes é outro e organicamente distinto daquele que acompanha o sr. Cloaca em suas manifestações higiênicas sobre a mídia.

Profissional e cliente se completam

Nunes escreve para outro público, daí a sua pretensão estética. Escreve para aqueles que precisam de argumentos para melhor destilar suas frustrações e preconceitos diários e ancestrais. É compreensível, portanto, este estilo daltônico de quem vive para servir. Ambos, colunista e leitores, se retroalimentam, formando um círculo onde apenas se evidencia aquilo que se quer ver ou sentir. Daí, dane-se a argumentação, o contraponto de ideias; quem precisa delas, quando se tem a avacalhação preconceituosa e desmedida?

Mesmo se aventurando, sem lenço e sem documento, pelas paragens da moda na vida mundana, Nunes, mesmo sendo aluno esforçado de outros fashionistas de estilo duvidoso, peca no quesito caráter. Desconhece o colega do Reizinho da Veja que, para algumas pessoas, moda e indumentária são quesitos secundários e não pré-requisitos inerentes, aqueles cuja aparência tenta "daltonizar" a transparência das ideias e intenções. Nunes, no entanto, possui a pertinência dos profissionais que buscam sempre satisfação do cliente, até quando finge desconhecer que, com relação ao sr. Cloaca, o buraco é mais embaixo. Mutatis mutandis, profissional e cliente se completam e vivem a vida a difamar a cloaca alheia sem observar a sua. Afinal, sabemos nós, sabe Nunes e seus patrões da Veja, "com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma".

Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=619FDS009

27 outubro 2010

Há exatos 65 anos, em 27 de outubro de 1945, no interior de Pernambuco nascia um homem que mudaria a história de um país que chegou destroçado aos primórdios do século XXI. Luiz Inácio da Silva, que mais tarde teria o hipocorístico "Lula" acrescido ao nome, chega à data de hoje nas asas de uma trajetória de vida na qual poucos acreditariam se o nosso presidente não tivesse se tornado o brasileiro mais famoso da história, ao lado de Pelé.

Este blogueiro não hesita em confessar a sua admiração por esse homem. E nem tanto por sua impressionante trajetória, mas por um feito que ele logrou perpetuar na história e que muitos outros poderiam ter logrado, bastando que, como fez o filho mais ilustre de Garunhuns (ou de Caetés), tivessem simplesmente governado para todos.

O feito de sair da tragédia social em que foi gerado para se tornar presidente da República é emocionante, é impressionante, mas nem se compara ao desprendimento de Lula de ter sofrido tudo o que sofreu nas mãos da alucinada elite brasileira quando teria sido tão mais fácil governar para poucos e sair do poder exaltado pela mídia como aconteceu – e continua acontecendo – com Fernando Henrique Cardoso.

Por essa abnegação, nutro por Lula um respeito e um carinho que lamentavelmente jamais pude expressar ao próprio e que certamente jamais poderei, pois há muitos em seu entorno mais merecedores de tal honraria, além de a fila dos candidatos comuns como eu mesmo a tal outorga ser tão extensa que, para concedê-la a todos, nosso presidente teria que viver várias vidas.

Hoje é o aniversário de Lula, do ser humano vivo que mais admiro. Quero tanto presenteá-lo, mas não saberia o que dar a um homem para quem a vida deu tudo depois de privá-lo de tanto em seus primeiros anos. Então decidi escrever um texto que ele jamais lerá, mas que ficará imortalizado na internet para que um dia, num futuro distante, os estudiosos de nossa época saibam o quanto aquele lendário líder político foi amado por seu povo.

Parabéns, presidente Lula. Muitas felicidades e muitos anos de vida a V. Excia. São os votos de Eduardo Guimarães e família.



fonte: http://www.blogcidadania.com.br/2010/10/27-de-outubro-de-1945/

24 setembro 2010


Quando éramos três...

23 setembro 2010

Razões para a hostilidade crescente

MÍDIA & GOVERNO
Razões para a hostilidade crescente

Por Venício A. de Lima em 22/9/2010

O processo eleitoral e a indisfarçável partidarização revelada na cobertura jornalística dos principais veículos da grande mídia provocaram, nas últimas semanas, reações cada vez mais explícitas e contundentes por parte do próprio presidente da República. Por outro lado, o atual governo chegará ao seu término enfrentando uma hostilidade crescente por parte desses veículos. A virulência dos ataques de editoriais e colunistas contra o governo e o próprio presidente Lula encontram poucos e raros paralelos na história política brasileira.

A hostilidade entre alguns veículos e o governo é agora, mais do que antes, inegavelmente recíproca e pública.

Razões intrigantes

Nesse contexto, diante da proximidade das eleições e da provável vitória da candidata apoiada pelo atual governo – aos quais esses veículos fazem oposição explícita – é inevitável que surjam questões que não só busquem compreender o que vem acontecendo no processo eleitoral, mas, sobretudo, questões prospectivas de como poderão ser as relações da grande mídia com o próximo governo.

Uma questão, em particular, desafia o senso comum: afinal, quais razões teriam levado os principais grupos da grande mídia a fazer oposição sistemática a um governo que continua a contar com maciço apoio popular?

Um observador da mídia que não tem acesso a informações dos bastidores do poder – nem propriamente político, nem midiático – por óbvio, também não tem como responder a essa pergunta. Todavia, é intrigante a constatação do que está a ocorrer.

No Brasil, ao contrário do que acontece em alguns países da América Latina, os oito anos de governo Lula não representaram a mais remota ameaça à grande mídia. Em nossos vizinhos, apesar da oposição de grupos dominantes de mídia, foram democraticamente eleitos governos que tomaram a iniciativa de rever e/ou propor nova regulação para o setor de comunicações, desafiando interesses historicamente enraizados. Aqui nada disso ocorreu.

A grande mídia nativa não foi objeto de qualquer regulação ou saiu derrotada de qualquer disputa em relação às políticas públicas do setor de comunicações. Basta verificar que nos projetos (ou mesmo pré-projetos) e programas nos quais ela considerou estarem seus interesses ameaçados, houve recuo do governo Lula e/ou os projetos não lograram aprovação no Congresso Nacional.

Exemplos: a criação do Conselho Federal de Jornalismo (em 2004); a transformação da Ancine em Ancinav (em 2005); a criação das RTVIs (em 2005); a guinada em relação ao modelo de TV Digital (de 2003 para 2006); a nova regulação das rádios comunitárias que apesar de recomendações geradas em dois grupos de trabalho não saiu do papel (2003 e 2005); a regulação da TV paga através do PL 29 (2007) que até hoje tramita no Congresso Nacional; o recuo nas propostas relativas ao direito à comunicação constantes da terceira versão do Plano Nacional de Direitos Humanos (2009); o anunciado projeto de uma Lei Geral de Comunicação de Massa que nunca se materializou; etc. etc.

A única medida de política pública – aliás, prevista no artigo 223 da Constituição de 1988 – que logrou ser implementada pelo governo Lula foi a criação de uma empresa pública de comunicação, a EBC (Empresa Brasil de Comunicação), que, embora ridicularizada pela grande mídia, é complementar a ela e não representa qualquer ameaça.

Por outro lado, a realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, em dezembro de 2009 – que tem efeitos apenas propositivos –, foi não só boicotada como satanizada nos principais veículos de comunicação do país.

O que teria provocado, então, tamanha hostilidade dos grupos dominantes de mídia?

Vivemos em plena liberdade da imprensa. O governo não deixou de aplicar vultosos recursos em publicidade oficial paga destinada exatamente à grande mídia. Apesar disso, além da oposição política publicamente admitida inclusive pela presidente da ANJ, a grande mídia insiste em anunciar que o atual governo constitui uma permanente ameaça à liberdade de expressão e que o seu partido padece de uma obsessão autoritária e stalinista de controlar a imprensa.

Outras questões

Diante de tamanho enigma, outras questões igualmente inquietantes carecem também de resposta.

Qual será o comportamento desses veículos depois das eleições? Que tipo de relação é possível se construir entre eles e o novo governo, especialmente se for eleita a candidata que enfrentou sua oposição sistemática? Que comportamento esperam esses veículos do novo governo?

E mais: o que acontecerá com a credibilidade de veículos de mídia que (1) praticam "jornalismo investigativo" seletivo, em relação apenas a uma das candidaturas e (2) transformam suspeitas e denúncias em "escândalos políticos midiáticos", mas raramente a Justiça consegue estabelecer a veracidade das acusações?

Levando-se em conta o que está acontecendo, não só na América Latina, mas, inclusive, no processo eleitoral em curso para as eleições legislativas nos Estados Unidos, é ainda de se perguntar: a quem interessa a radicalização do processo político?

As razões verdadeiras não são fáceis de ser detectadas. Talvez seja mesmo, como se diz na conhecida fábula, "da natureza do escorpião".


Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=608JDB018