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27 maio 2008
08 maio 2008
Muito bom o texto abaixo.
Do blog do Luiz AlphaPlus
TELEMARKETING: Hora da Vingança
Quem gosta das ligações de Telemarketing, que nos contactam todos os dias?
Chegou a hora da vingança.
Recebi de uma amigo. Não sei quem é o autor, mas ele foi muito criativo. Criativo porque copiou o jeito que as operadoras de Telemarketing falam. Criativo porque sugere usar de sua própria arma.
Coitadas das operadoras. Se todos nós fizéssemos isso, ninguém mais aceitaria esses sub-empregos de Telemarketeiro.
Leia e ria.
==============================
Toca o telefone...
- Alô.
- Alô, poderia falar com o responsável pela linha?
- Pois não, pode ser comigo mesmo.
- Quem fala, por favor?
- Edson.
- Sr. Edson, aqui é da Telefônica, estamos ligando para oferecer a promoção Telefônica linha adicional, onde o Sr. Tem direito...
- Desculpe interromper, mas quem está falando?
- Aqui é Rosicleide Judite, da Telefônica, e estamos ligando...
- Rosicleide, me desculpe, mas para nossa segurança, gostaria de conferir alguns dados antes de continuar a conversa, pode ser?
- ... Bem, pode.
- De que telefone você fala? Minha bina não identificou.
- 103
- Você trabalha em que área, na Telefônica?
- Telemarketing Pró Ativo.
- Você tem número de matrícula na Telefônica?
- Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.
- Então terei que desligar, pois não posso ter segurança que falo com uma funcionária da telefônica.
- Mas posso garantir...
- Além do mais, sempre sou obrigado a fornecer meus dados a uma legião de atendentes sempre que tento falar com a Telefônica.
- Ok.... Minha matrícula é 34591212
- Só um momento enquanto verifico.
(Dois minutos)
- Só mais um momento.
(Cinco minutos)
- Senhor?
- Só mais um momento, por favor, nossos sistemas estão lentos hoje.
- Mas senhor...
- Pronto, Rosicleide, obrigado por haver aguardado. Qual o assunto?
- Aqui é da Telefônica, estamos ligando para oferecer a promoção linha adicional, onde o Sr. Tem direito a uma linha adicional. O senhor está interessado, Sr. Edson?
- Rosicleide, vou ter que transferir você para a minha esposa, por que é ela quem decide sobre alteração e aquisição de planos de telefones. Por favor, não desligue, pois essa ligação é muito importante para mim.
(Coloco o telefone em frente ao aparelho de som, deixo a música 'Festa No Apê' do Latino tocando no Repeat - eu sabia que um dia essa droga iria servir para alguma coisa! -; depois de tocar toda a música, minha mulher atende):
- Obrigado por ter aguardado.... Pode me dizer seu telefone pois meu bina não identificou..
- 103
- Com quem estou falando, por favor.
- Rosicleide
- Rosicleide de que?
- Rosicleide Judite (já demonstrando certa irritação na voz)
- Qual sua identificação na empresa..
- 34591212 (mais irritada ainda!)
- Obrigada pelas suas informações, em que posso ajudá-la?
- Aqui é da Telefônica, estamos ligando para oferecer a promoção linha adicional, onde a Sra. tem direito a uma linha adicional. A senhora está Interessada?
- Vou abrir um chamado e em alguns dias entraremos em contato para dar um parecer, pode anotar o protocolo por favor... alô, alô!
- TUTUTUTUTU...
- Desligou.... Nossa, que moça impaciente!
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O caso Nardoni
A espetacularização da mídia em cima do caso Nardoni ( o casal acusado de assassinar a própria filha/enteada) chega a ser irritante para as pessoas de bom senso.
Não precisa ser criminalista, basta ter lido algum livro da Agatha Christie, Edgar Wallace, George Simenon ou Conan Doyle para perceber que existem várias falhas na apuração feita pela perícia policial.
Tenho sérias dúvidas sobre a culpabilidade do casal. Em alguns momentos chego até a torcer que eles sejam os assassinos, porque me parece que já foram considerados culpados por esta corja chamada imprensa.
Imagino como andará o íntimo do casal, caso sejam inocentes.
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29 abril 2008
Os leitores deste blogue sabem que sou contra a alteração da Constituição para que o presidente Lula possa disputar um terceiro mandato. Mas apesar de dividido, o país já começa a dar sinais de que gostaria de ver Lula na cédula em 2010. Este blogueiro não faz parte dessa maioria. Mas registra-a, até porque se fosse com FHC a mídia já diria que democracia é isso, respeitar a vontade da maioria. Eu acho que democracia é também respeitar as regras do jogo.
Além do aumento da popularidade de Lula e do seu governo, a última pesquisa CNT-Sensus começa a mostrar que a candidatura Dilma pode vir a se firmar neste ano. Leiam com atenção e vejam algumas contas que fiz especialmente para que possa comparar melhor os cenários de fevereiro e o atual. Dilma cresceu em todos os levantamentos onde é citada como candidata. Seus adversários caíram. Num eventual segundo turno com Serra, ela diminuiu a vantagem para o governador em quase 10 pontos desde fevereiro.
Avaliação do Governo A avaliação positiva do Governo Luís Inácio Lula da Silva situa-se em 57,5%, e a avaliação negativa em 11,3%. Ou seja, o que não é positivo nem negativo é regular. E o que é regular não é negativo como alguns podem querer mostrar nas notícias que estão sendo divulgadas. Se o regular fosse dividido ao meio, a aprovação a Lula seria de aproximadamente 75%.
Em fevereiro de 2008, a avaliação positiva do Governo Lula situava-se em 52,7% e a avaliação negativa em 13,7%. Ou seja, houve um aumento de aproximadamente 10% na aprovação desde fevereiro e uma queda de uns 15% na reprovação.
A aprovação do desempenho pessoal do presidente Lula situa-se em 69,3% e a desaprovação em 26,1%. Em fevereiro de 2008, a aprovação do desempenho pessoal de Lula situava-se em 66,8% e a desaprovação em 28,6%.
Eleições 2010 – 1º TURNO A Pesquisa CNT/Sensus pesquisou a tendência do eleitorado brasileiro para a eleição presidencial de 2010, em primeiro turno, tanto em votação espontânea, quanto estimulada.
Em votação espontânea foram obtidos os seguintes dados: Lula, 29,4%; José Serra, 5,0%; Aécio Neves, 2,9%; Geraldo Alckmin, 2,4%; Heloísa Helena, 1,7%; Ciro Gomes 1,5%; 54,1% declararam não ter candidato.
Em listas estimuladas, os resultados foram os seguintes:
Primeira lista: José Serra, 36,4%; Ciro Gomes, 16,9%; Heloísa Helena, 11,7%; Dilma Rousseff, 6,2; 29,0% declaram não ter candidato. Os números de fevereiro de 2008 eram 38,2%, 18,5%, 12,8%, 4,5% e 26,1% respectivamente. Nesta lista, a única candidatura que cresceu na pesquisa estimulada foi a de Dilma Roussef.
Segunda lista: Ciro Gomes, 23,5%; Heloísa Helena, 17,5%; Aécio Neves, 16,4%; Dilma Rousseff, 7,0%; 35,7% declararam não ter candidato. Os números em fevereiro de 2008 eram 25,8%, 19,1%, 16,6%, 5,4% e 33,3% respectivamente. Repete-se o fenômeno, a única candidatura que cresceu foi a de Dilma Roussef.
Terceira lista: José Serra, 34,2%; Ciro Gomes, 17,8%; Heloísa Helena, 14,1%; Patrus Ananias, 3,8%; 30,2% declaram não ter candidato. Os números em fevereiro de 2008 eram 37,5%, 19,6%, 13,9%, 3,4% e 25,8% respectivamente. O único candidato a crescer foi Patrus Ananias.
Quarta lista: Ciro Gomes, 23,2%; Geraldo Alckmin, 17,2%; Heloísa Helena, 16,3%; Dilma Rousseff, 7,6%; 35,9% declaram não ter candidato.
Eleições 2010 – 2º TURNO A CNT-Sensus perguntou sobre a tendência do eleitorado para um eventual segundo turno nas eleições presidenciais de 2010.
Na primeira opção: José Serra, 53,2%; Dilma Rousseff, 13,6%; com 33,3% declarando não ter candidato. Os números em fevereiro de 2008 eram 57,9%, 9,2% e 33,0%, respectivamente. A diferença entre Serra e Dilma, ainda imensa no segundo turno, diminuiu 9,1% desde fevereiro.
Na segunda opção: Aécio Neves, 32,1%; Dilma Rousseff, 18,3%; com 49,6% sem candidato. Os números em fevereiro de 2008 eram 36,9%, 14,5% e 48,7%, respectivamente. A diferença entre Aécio e Dilma diminuiu 7,7%.
Reeleição Sobre uma eventual alteração na Constituição para permitir uma nova candidatura do presidente Lula já em 2010, 50,4% afirmam ser a favor e 45,4%, contra.
Diante de uma eventual possibilidade de reeleição para terceiro mandato, 51,1% votariam em Lula, 35,7% votariam em José Serra e 13,3% se declararam sem candidato.
Do blog do Rovai
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Caso Isabella: O que não se investiga
Quem vaza tudo - depoimentos, laudos, investigações - para o Jornal Nacional?
Quem é o delegado Bruno do caso Isabella, qual seu interesse no caso?
Por que as demais emissoras não reclamam do tratamento preferencial da polícia à Rede Globo?Questionamentos pertinentes do Mello
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26 abril 2008
Esquecí de dizer: se tú encontrar o Jorginho, engatinhando por aí, dê aquele abraço nele. Ele sabe o quanto lhe devoto de amor. Diga pra ele que aquele olhar, antes de ir pra mesa de cirurgia, onde tentariam salvá-lo, nunca me sairá da cabeça.
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25 abril 2008
Ah, cara, talvez você nem lembre mas um dia, lá pelos idos de 77 ou 78, o pai chegou em casa com uma arma (dizia ele que era um "38"), e a mãe fez o maior escarcéu, porque que ele precisava da arma, o que ia fazer com ela, etc...
O tempo passa e a gente um dia, pelo menos por uma fração de segundo, começa a pensar o quão bom seria ter uma arma pra fazer não sei o quê.
Mas tenho certeza que você me diria que isso tudo é bobagem.
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17 abril 2008
Cara, tú não vai acreditar.
Conseguí um dvd de Ps2 (Pinball - Hall of fame) com várias mesas de pinball, tem até uma do Black Knight(Cavaleiro Negro, "eu sou o cavaleiro negro, à procura de um desafio"), lembra? Nós jogávamos naquela lanchonete de M. Fumaça quando crianças...
Tem também outras mesas bacanas, com várias dificuldades e um desafio onde, para mudar de fase, tem de se atingir um mínimo de pontuação. Os gráficos são bons, vale a pena o jogo.
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15 abril 2008
Para mim está claro a revolução na informação que a internet está causando.
O "dossiê" dos gastos dos cartões de fhc foi uma farsa desmascarada pelo blogueiro noblat, notário admirador da tchurma que sucateou o país no governo tucano. O porquê dele ter feito isso, já já saberemos, a própria blogosfera tratará de esclarecer, é inevitável.
O Luiz Carlos Azenha faz um trabalho, através de seu blog, digno dos maiores jornalistas do mundo, ao checar as informações e se alimentar das opiniões de seu próprio público, que é imenso. Ele furou os jornais brasileiros que diziam que o Chaves ia ganhar o plebiscito de sua re-reeleição, divulgando antes(horas antes, por estar na Venezuela) que a maioria dos venezuelanos votariam contra a proposta.
O Nassif é o Nassif, quem entende um pouco de jornalismo sabe o respeito que ele merece. O seu trabalho, divulgando as entranhas da veja e seu jornalismo de esgoto, fez com que todos aqueles que são cidadãos de bem percebessem de imediato o porquê da veja ter divulgado aquilo que o álvaro dias não sabe quem lhe repassou e nem se era verdade.(Obrigado veja, você ajudou a nos livrar do álvaro dias).
O Mino Carta encerrou seu blog no ig tão logo demitiram, de forma
arbitrária e truculenta, o Paulo Henrique Amorim - este último está há tempos detalhando, entregando de bandeja para a opinião pública como funcionou a privataria das telecomunicações no Brasil.
Vou esquecer outros, não tem jeito, a gente sempre acaba esquecendo alguém.
Mas a existência de pessoas como essas me dão o alento necessário para acreditar que nem tudo está perdido, que ainda existem pessoas que são jornalistas mesmo, que apuram a realidade dos fatos, e não pau- mandados dos barões da mídia, que sempre governaram o país com seus editoriais inflamados - o contra ou a favor dependia dos agrados do governo .
Nos eua, na França, na Holanda, Inglaterra e outros países desenvolvidos, os órgãos de imprensa deixam claro ao seu público qual partido e posição política apoiam, não consideram isso uma vergonha ou afronta, muito pelo contrário. Na maioria dos casos fazem oposição de forma civilizada, objetivando o bem comum que é o engrandecimento de seu país.
No Brasil é essa nojeira: os grandes jornalões e a maior rede de televisão do país não dizem aquilo que fazem, se dizem isentas, a bem da democracia. Fazem o que funcionou antes e hoje, graças à democratização da informação no país, não funciona mais: contam com a ingnorância do seu público, acreditando que sua lábia e português empolado nos levarão a acreditar que eles estão certos, quando dizem(só pra citar alguns exemplos) que a Venezuela é uma ditadura, que a colômbia pode invadir outro país e assassinar pessoas dentro de suas fronteiras, que o país vai de mal a pior, beirando um colapso, que as crises externas vão derrubar nossa economia e voltará a inflação, que quando se fala em classificar a programação por faixa etária é censura mas quando se censura e se impede um governador de criticar os meios de comunicação numa rede pública é democracia, etc,etc,etc.
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05 abril 2008
O tempo passa...
...e eu continuo ouvindo e "descobrindo" músicas do melhor power trio que esse planeta tem e já teve: Rush.
Agora, por exemplo, ouvi e achei linda a música Heresy, do Roll the Bones, álbum que faz parte de uma fase da banda que nunca ouví bem, por achar que não gostava( nessa fase o teclado preponderava e as músicas eram mais lineares).
A tradução da letra é esta:
Heresia
Tudo neste mundo sem sentido
De Moscou até Berlim
As pessoas se aglomeram nas barricadas
E os muros vão tombando
A contra-revolução
Pessoas sorrindo através das lágrimas
Quem pode dar a elas as suas vidas de volta
E todos estes anos desperdiçados?
Todos estes preciosos anos desperdiçados
Quem irá pagar?
Tudo neste mundo sem sentido
De ideologia
As pessoas de aglomeram nos mercados
E compram sonhos
A contra-revolução
E o caixa das lojas
As pessoas compram as coisas que elas querem
E emprestam por um pouco mais
Todos estes anos desperdiçados
Todos estes preciosos anos desperdiçados
Que irá pagar?
Nos temos que perdoar afinal?
O que mais podemos fazer?
Nos temos que dar adeus ao passado?
Sim, eu acho que devemos
Tudo neste mundo imenso
Toda a merda que temos que passar
Bombas e abrigos anti-nucleares
E as nossas vidas em jogo
A revolução sangrenta
Todos os líderes no seu rastro
Todo o medo e sofrimento
Tudo um grande erro
Todos estes anos desperdiçados
Todos estes preciosos anos desperdiçados
Quem irá pagar?
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03 abril 2008
O Analfabeto Político
(Bertold Brecht)
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
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30 março 2008
O cheiro de Curitiba
Tenho andado pela cidade nestes últimos dias e um coisa vem me chamando cada vez mais a atenção: o cheiro de esgoto que se sente por quase toda a região central.
Será que não há algo a ser feito? As pessoas que moram no centro convivem com isso numa boa?
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24 março 2008
Abaixo segue o link do vídeo de um italiano que se fez passar pelo Nicolas Cage e teve seus minutos de glória com o pessoal do Real Madrid.
Dica do Gurgel lá no Cocada Boa
http://www.youtube.com/watch?v=M5xgU0cqYL8
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10 março 2008
A Paz É Inútil Para Nós
Paulo Miklos
Composição: Paulo Miklos
As vitrines estão sempre acesas
A paz é feita de pequenos crimes
E de muros cada vez mais altos
Aguardando grandes assaltos
Vigiados todos nós estamos calmos
Não podemos ler as placas e os out-doors
Não teremos filhos, netos
Não tivemos pais e avós
A paz é inútil para nós
A paz é o que não podemos ter
Que a paz esteja com você
A paz com todas as forças
Prá deixar tudo como está
Na TV, na vitrine, no cartaz
Não se deve perturbar a paz
Fique em paz!
Ao som dos alarmes
Homens e mulheres armados
Cães e crianças brincando com armas
A paz com todas as forças
Fique em paz
A paz é inútil para nós
Fique em paz
Que a paz esteja com você
A paz está por trás de doces palavras
E lenços brancos e buquês de flores
Pairando no ar sobre o mar
Num amanhecer em algum lugar
É dia das crianças, reveillon, natal
Dia de graças, das mães, dia de sol
A paz é inútil para nós
A paz é o que não podemos ter
Que a paz esteja com você
Fique em paz!
A paz é inútil para nós
Fique em paz!
A paz é o que não podemos ter
Fique em paz!
Há paz onde não podemos ir
Fique em paz!
A paz é inútil para nós
A paz é o que não podemos ter
Que a paz esteja com você
Fique em paz!
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03 março 2008
Silêncio cúmplice da ‘grande imprensa’ cerca dossiê Veja de Nassif
Hoje, Luis Nassif prossegue com seu dossiê Veja com a publicação de mais um capítulo, A imprensa e o estilo Dantas. É a mais importante série sobre os bastidores de um grande veículo de nossa mídia: a mais vendida (e bota vendida nisso) revista brasileira. O dossiê vem sendo revelado aos pouco, há mais de um mês. No entanto, nenhum, grifo nenhum dos jornalões ou das revistas concorrentes de Veja deu uma linha sequer sobre o dossiê.
Por que será? Será que a mídia não se interessa por assuntos da mídia?
Não parece ser isso. Hoje, O Globo publica uma reportagem mostrando que o bispo Macedo pede a seus fiéis que comprem o jornal da Universal (Folha Universal) aos lotes. Toca no assunto como se houvesse alguma irregularidade nisso. O bispo apenas está exortando seus fiéis a comprarem o jornal da Igreja em que acreditam. Qual o problema? Cada um aumenta sua tiragem como pode.
O Globo, por exemplo, está oferecendo agora bichinhos de pelúcia para quem compra sete dias do jornal. Algum problema nisso? Não, mas é o mesmo apelo emocional do bispo Macedo. Este aproveita o enlevo dos fiéis para empurrar seu jornal. O Globo conta com o irresistível apelo dos filhos pequenos (ou eles acham que algum adulto vai comprar O Globo pra ganhar um bichinho de pelúcia?) para empurrar o seu.
O problema é quando O Globo, Folha, Estadão, Época, Isto É escondem de seus leitores – muitos deles também leitores de Veja – a reportagem de Nassif. Quando fazem isso, sonegam informação, matéria-prima do jornalismo e objetivo do consumidor quando adquire um jornal ou revista. É caso para o Procon.
Provavelmente, não tocam no dossiê porque têm medo que seus leitores passem a lê-los também com olhos críticos, procurando ver a quem interessa a publicação – ou a omissão - de tal ou qual notícia. Daí o silêncio, para dizer o mínimo, cúmplice.
Do blog do Mello
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25 fevereiro 2008
Atenção, navegantes!
O Banco do Brasil está a fazer 200 anos de história.
Procurem-me lá!
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18 fevereiro 2008
INTERNET COM SABOR BRASILEIRO: ENTRE QUE A CASA É SUA
WASHINGTON - Não fomos nós, brasileiros, que inventamos a internet. Foi o Pentágono. A idéia era facilitar a troca de informações entre centros de pesquisa civis e militares e a burocracia estatal que "toca" os Estados Unidos, enquanto o presidente faz de conta que manda com todo aquele cerimonial da Casa Branca. Porém, podemos dizer com orgulho que estamos reinventando a rede.
O primeiro sinal de que isso estava acontecendo foi o fenômeno Orkut, o site de relacionamentos que cresceu mais no Brasil do que em qualquer outra parte do mundo. Só hoje os Estados Unidos têm um site com a "pegada" do Orkut brasileiro, o Facebook.
Tenho lá minha teoria sobre os motivos desse descompasso: os americanos são utilitaristas. Conceberam a internet como uma ferramenta para troca de informações. E embora no Brasil esse também seja o papel primordial da rede, minha convivência com os leitores do site me fez ver que eles querem mais do que isso.
A internet brasileira é "gregária". Não é ferramenta apenas para "cumprir tarefas". É um "estado de espírito", uma "praça do interior", um "comício", um "teatro cômico", um ponto de encontro que às vezes se parece com arquibancada de estádio de futebol. Fico estupefato quando alguns leitores mais sensíveis conseguem perceber até meu estado de espírito quando apareço pela primeira vez, de manhã, para me dar conta do que eles estão fazendo com o espaço que já não considero meu.
Quando desisti de minha carreira de repórter de televisão para me dedicar integralmente à internet eu estava atrás de entender esse "mundo" e suas peculiaridades. Acho que já cheguei aos 5%.
Dizem que os repórteres de TV se dividem entre os que acham que são deuses e os que têm certeza. A internet me fez mais humilde, até mesmo por precaução. Eu jamais pregaria vacinação em massa contra a febre amarela sabendo que a Conceição Lemes, em questão de segundos, poderia arrancar o meu couro.
A "internet brasileira" também é resultado de características específicas de nossa sociedade. Algumas dúzias de jornalistas e comentaristas, trabalhando no eixo Rio-São Paulo-Brasília, sempre exerceram o monopólio da opinião. Muitos continuam achando que têm o poder de "conduzir" o público, feito os antigos lanterninhas nas salas de cinema. Essa gente expressa o provincianismo, o desprezo, a falta de informação e a prepotência com que a elite brasileira sempre tratou o "resto" do Brasil.
Houve um tempo em que a distância entre São Paulo e Natal era de milhares de quilômetros. Agora, caiu para alguns minutos. É o tempo que um potiguar leva, hoje em dia, para postar na internet a informação que não saiu na TV porque alguém decidiu que não era notícia.
É o Azenha se superando.
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15 fevereiro 2008
Por que grande mídia silencia sobre denúncias de Nassif contra Veja?
Embora na área jornalística e de política não se fale em outra coisa na web, a reportagem em que Nassif desvenda os bastidores de Veja não merece uma única matéria na grande imprensa.
A razão para isso é uma só: Há um medo imenso de contágio. O vírus do raciocínio crítico pode contaminar os leitores de O Globo, Folha, Estadão e estes podem começar a pensar se o que ocorre na Veja não acontece também nas redações de nossa “grande imprensa independente”.
Então eles se calam. E não deixam que seus leitores se informem. Prestam-lhes um desserviço. Afinal, muitos também são leitores e assinantes de Veja e têm o direito de tomar conhecimento da corajosa reportagem de Nassif. Sonegam informação, que é a matéria-prima do jornalismo.
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04 fevereiro 2008
Não Conte o Final a Ninguém
Escrito por: Thiago Sampaio
Uma forma bastante manjada, usada pelos grandes estúdios como forma de merchandising de suas produções, é colocar em seus meios de divulgação (que incluem trailers, chamadas de televisão, pôsteres e páginas oficiais), a frase: “Não conte o final deste filme a ninguém”. Usando um pouco de bom senso, não é correto sair contando os finais de filme nenhum a ninguém, porém, o uso desta frase nunca deixa de causar uma espécie de alerta à curiosidade do expectador, que se sente quase que na obrigação de ir ao cinema, nem mesmo por interesse pelo filme em si, mas pela vontade de matar a curiosidade e conferir o “final surpreendente”. Muitas vezes este final não corresponde à altura das expectativas do público.
Tal estratégia foi utilizada em “A Vila” (2004), de M. Night Shyamalan, e no lançamento “O Amigo Oculto”. Este último utilizou deste meio, uma forma diferente de chamar a atenção do público: todos os rolos com o filme foram entregues às distribuidoras sem o final, deixando os rolos com a conclusão do longa para serem entregues em mãos, apenas momentos antes de sua primeira exibição, tudo para que o final não fosse descoberto com antecedência e revelado na Internet. Sem dúvidas, foi um lance muito inteligente, pois essa estratégia da FOX logo caiu no conhecimento da mídia e do público, atenuando cada vez mais a curiosidade a respeito do conteúdo do “final misterioso”.
Afinal, o que podemos classificar como um “final surpreendente”? È, simplesmente, aquele desfecho da história que pode durar poucos segundos, e nos fazer, após o término do filme, repassar toda a história em nossas cabeças, reimaginando tudo sob uma forma totalmente diferente do que foi vista pela primeira vez. Em outras palavras, um filme com “final surpreendente” é uma obra que brinca com o expectador, fazendo-o acreditar estar entendendo a história, quando, no final, nada é como ele imaginava.
Fiz aqui uma lista de dez filmes que seguem esse estilo. Com certeza eles farão você surpreender-se com os seus respectivos finais:
1 - PSICOSE (1960)
Este grande clássico do mestre do suspense Alfred Hitchcock (de “Os Pássaros” e “Janela Indiscreta”), é, sem dúvidas, um dos melhores suspenses da história. Prima pela direção frenética de Hitchcock, uma trilha sonora mais do que marcante,e a atuação perfeita de Anthony Perkins como o calmo e simples, porém lunático, Norman Bates. Uma pena foi o fato de o diretor Gus Van Sant ter tido a idéia de refilmá-lo em cores, no ano de 1999, estragando todo o charme do original. Destaque no filme para a famosa cena do assassinato no chuveiro, além, é claro, da grande reviravolta do final. Janet Leigh interpreta uma secretária que rouba 40 mil dólares para que possa casar. Durante a fuga, erra o caminho e chega a um velho motel, onde é amavelmente atendida pelo dono (Anthony Perkins), mas escuta a voz da mãe do rapaz, que diz não desejar a presença de uma estranha. Mal sabe a moça o que virá a acontecer em apenas uma noite neste motel.

2 - OS SUSPEITOS (1995)
Este excelente filme dirigido por Bryan Singer (dos dois “X-Men” e “O Aprendiz”), criou um dos vilões mais assustadores do cinema, sem sequer sabermos quem ele é até o último segundo do filme, Só ao pronunciar o seu nome, Keyser Soze, já nos dá um frio na espinha. Kevin Spacey dá aqui um verdadeiro show de interpretação, em que, merecidamente, recebeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua interpretação. Spacey vive Roger “Verbal” Kint, um criminoso com deficiência física que narra para um policial (interpretado por Chazz Palmiteri) uma chacina ocorrida em um cais. Esta tragédia resultou em 27 mortos e 91 milhões de dólares desaparecidos, e o único fato sabido, é da existência do nome de Keyser Soze por trás de tudo. Reviravoltas são detalhes que não faltam nessa produção. O final, realmente é de deixar todos com o queixo no chão, e intimidados perante o show dado por Kevin Spacey. Também merecido, o filme recebeu o Oscar de Melhor Roteiro Original.

3 - O SEXTO SENTIDO (1999)
Em seu ano de lançamento, o tal “final surpreendente” foi comentado em toda esquina, e o público ficou conhecendo a grande vocação do diretor M. Night Shyamalan de fazer suspense. “O Sexto Sentido” deu início à uma onda de filmes com temas que envolvem o sobrenatural, apelativos para os sustos, e com a obrigação de forçar um final surpresa. Recebeu seis indicações ao Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Haley Joel Osment), Melhor Atriz Coadjuvante (Toni Collette), Melhor Roteiro Original e Melhor Montagem. Bruce Willis interpreta um psicólogo infantil que busca se recuperar de um trauma sofrido anos antes, quando um de seus pacientes lhe deu um tiro e, em seguida, suicidou-se em sua frente. Seu personagem assume o caso de um garoto de oito anos, interpretado pelo talentoso Haley - Joel Osment (indicado ao Oscar), que tem dificuldades de entrosamento no colégio e vive paralisado de medo. Um dia, o menino revela para o psicólogo a razão de tanto medo: ele possui o dom de ver pessoas mortas.

4 - AS DUAS FACES DE UM CRIME (1996)
Com este thriller de tribunal, o mundo ficou conhecendo o talento de Edward Norton, que fazia o seu primeiro filme e, de cara, ganhou o Globo de Ouro, e foi indicado para o Oscar na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. Norton interpreta um jovem de 19 anos preso sob a acusação de assassinar um arcebispo com 78 facadas. Um ex-promotor (Richard Gere), que se tornou um advogado bem-sucedido, propõe defendê-lo, sem cobrar honorários. Ele tem um motivo para isto: adora ser coberto pela mídia, além de ter uma incrível necessidade de vencer. O jovem demonstra ser muito calmo e tímido, mas logo mostra sofrer de dupla-personalidade e se torna uma pessoa rude, de péssimo caráter, capaz de fazer qualquer coisa. O filme é envolvente e faz o expectador simpatizar com o jovem tímido, e, ao mesmo tempo, sentir raiva da sua segunda personalidade, deixando a sua possível inocência em dúvida. O filme possui grandes momentos de tensão, e a química entre os personagens de Richard Gere e Edward Norton é muito envolvente.

5 - CLUBE DA LUTA (1999)
Neste chocante longa do cineasta David Fincher (que já havia dirigido Brad Pitt em “Seven”), existe muito mais do que lutas e violência como muitos enxergam. Por trás de todo o roteiro há uma grande crítica ao capitalismo e o consumismo, de forma bastante inteligente. Edward Norton interpreta um executivo que trabalha como investigador de seguros de uma grande montadora de automóveis. Ele vive em loucura progressiva e, para driblar suas crises de insônia, extravasa sua ansiedade em sessões de terapia grupal, ao lado de gente com câncer, tuberculose e outras doenças, pois é só no meio de moribundos, que ele se sente vivo e assim consegue dormir. Repentinamente, entra na sua vida Tyler Durden (Brad Pitt), um maluco que tem a idéia de por à prova seu instinto animalesco em combates corporais, fundando o “Clube da Luta”. Com o tempo, Tyler demonstra que seus planos vão além da criação do clube, uma mania, que ganha adeptos no país inteiro.

6 – AMNÉSIA (2001)
De certa forma, é até covardia citar “Amnésia” nesta lista de finais surpreendentes, pois o filme consegue nos surpreender a cada cinco minutos através de sua narrativa de trás para frente, de modo que nunca sabermos exatamente o que está ocorrendo com o personagem de Guy Pearce. Por outro lado, o final (que na verdade equivale ao começo da história) é a chave para tantas reviravoltas, e, pode acreditar, é mesmo impressionante. “Amnésia” foi a maior surpresa do ano de 2001, aparecendo discretamente nos cinemas, e logo virou cult pelo seu roteiro e sua montagem geniais (ambos indicados ao Oscar). Revelou ao mundo o diretor Christopher Nolan, que este ano, será o responsável por trazer o Homem-Morcego de volta às telas. Guy Pearce interpreta um homem que sobrevive a um ataque de um ladrão em que perde a sua mulher, e passa a sofrer de uma doença que o impede de gravar na memória fatos recentes, o que faz com que ele esqueça por completo o que aconteceu poucos instantes antes. Ele parte em uma jornada pessoal, a fim de descobrir o assassino de sua mulher para poder vingá-la.

7 – SEVEN – OS 7 CRIMES CAPITAIS (1995)
Um filme impressionante em todos os aspectos. Esta é a definição para “Seven”. É ao lado de “O Silêncio dos Inocentes”, em minha opinião, o melhor filme do gênero. O tal “final surpreendente” deste, foge um pouco do estilo dos outros desta lista, pois ao contrário dos outros, ele não muda todo o resto da história, brincando com nossa imaginação. Ou melhor, ele mexe, sim, com nossa imaginação, mas apenas no exato momento, fazendo imaginarmos imagens angustiantes não mostradas, e atiçando nossa curiosidade. O final de “Seven”, chega a ser um dos mais chocantes e inteligentes já feitos para o cinema, chegando a ser perturbador e genial. Brad Pitt interpreta um policial jovem e impetuoso, e Morgan Freeman, um policial maduro e prestes a se aposentar. Os dois são encarregados de uma perigosa investigação: encontrar um assassino em série que extermina as pessoas seguindo a ordem dos sete pecados capitais.

8 - O SUSPEITO DA RUA ARLINGTON (1999)
Este é o caso de um filme pouco visto, mas que merece ser conferido pelo seu roteiro muito bem desenvolvido e, principalmente, pelo duelo de interpretações entre Jeff Bridges e Tim Robbins, ambos muito bem em uma verdadeira batalha de egos. O final, além de surpreender, nos faz refletir sobre a situação mundial de que em todo canto do planeta existem grupos terroristas planejando algo sobre pessoas inocentes. Brigdes interpreta um professor de História que faz amizade com seus novos vizinhos (Tim Robbins e Joan Cusack), logo após ter salvado o filho do casal. No começo, tudo parece correr bem entre a sua família e a deles, mas logo começa a desconfiar que há algo suspeito, e passa a investigar sobre o passado de seu vizinho, descobrindo diversos fatos obscuros. Ele, então, começa a tomar consciência do perigo pelo qual ele e sua família estão passando, e resolve ir a fundo em suas investigações, descobrindo um plano terrorista que visa explodir um prédio público.

9 – OS OUTROS (1999)
Pelo fato de ter estreado aqui depois de “O Sexto Sentido”, seu final, apesar de muito impressionante, não provocou o mesmo impacto no público, mas, nem por isso, tirou o prestígio desse ótimo filme. Nicole Kidman está em um de seus melhores momentos, vivendo uma mulher que, durante a 2ª Guerra Mundial, decide por se mudar, juntamente com seus dois filhos, para uma mansão isolada na ilha de Jersey, a fim de esperar que seu marido retorne da guerra. Como seus filhos possuem uma estranha doença que os impedem de receber diretamente a luz do sol, a casa onde vivem está sempre em total escuridão. Eles vivem sozinhos, seguindo, religiosamente, certas regras, como nunca abrir uma porta sem fechar a anterior, mas quando eles contratam empregados para a casa, diversos acontecimentos estranhos e assustadores começam a acontecer.

10 – CORPO FECHADO (2000)
O diretor M. Night Shyamalan acabou usando os “finais surpreendentes” como a sua marca registrada. Após impressionar o mundo com “O Sexto Sentido”, ele volta a dirigir Bruce Willis, mas agora sem crianças que vêem mortos. Mesmo não tendo um final de impacto como em seu filme anterior, “Corpo Fechado” também surpreende, mostrando os lados que às vezes não costumamos enxergar nas pessoas. Shyamalan, desta vez, foca o mundo dos super-heróis, de forma muito bem feita, através de suas filosofias de como viver e agir em um mundo humano. Bruce Willis interpreta David Dunne, um segurança de estádio de futebol que sobrevive a um espantoso desastre de trem, o qual todos os passageiros morrem e ele sai ileso, para espanto dos médicos e de si mesmo. Buscando explicações sobre o ocorrido, ele encontra Elijah Price (Samuel L. Jackson), um estranho que tem uma deficiência: possui ossos frágeis, vulneráveis a qualquer pancada. Elijah tenta convencer David de que ele é exatamente o oposto dele, que ele seja um super herói “inquebrável”.

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O Mello tá postando lá no blog dele alguns vídeos raros e "matadores".
Abaixo o link para dois deles, em espanhol.
1 - A guerra do Vietnam como você nunca viu
2 - Sargento, em quem estamos atirando?
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30 janeiro 2008
Geisel autorizou assassinato de Jango, acusa ex-agente uruguaio
Reportagem de Simone Iglesias, da Agência Folha, em Porto Alegre, publicada ontem (aqui, para assinantes) revela declaração de um ex-agente do serviço de inteligência do uruguai, na época da ditadura militar, que afirma que Jango não morreu de ataque cardíaco, como se acreditava, mas assassinado por envenenamento.
O ex-agente Mario Neira Barreiro disse que a ordem para o assassinato foi dada pelo delegado do Dops de São Paulo Sérgio Paranhos Fleury e que este obtivera a autorização para o crime diretamente do presidente Ernesto Geisel.
Do blog do Mello, post completo aqui
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23 janeiro 2008
Censura na TVE do Paraná
Face às barbaridades que vêm sendo ditas pelos grandes meios de comunicação e devido à falta de opiniões isentas, coerentes e honestas em relação à censura na TVE do Paraná, passo a publicar os links de toda e qualquer análise que expresse o que realmente está acontecendo.
Viva a liberdade de expressão.
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Editado em 24.01.08.
Entidades de jornalistas justificam decisão de juiz
Por Mário Augusto Jakobskind em 22/1/2008
A censura, como nos tempos da ditadura que assolou o país, está de volta no estado do Paraná. Por decisão do juiz federal da 4ª Região, Edgard Lipman Júnior, o governador Roberto Requião está impedido de apresentar o programa Escola de Governo na TV Paraná Educativa, no qual presta contas à população, discute projetos em andamento, promove o debate de temas candentes da realidade nacional, tais como transgênicos, ferrovias, infra-estrutura portuária, ecologia, privilégios dos bancos, reforma agrária, agricultura familiar, desnacionalização da economia, integração latino-americana e tantos outros.
Isto é, a Justiça tomou uma decisão que contraria os preceitos básicos de um administrador moderno, quais sejam, primeiro, prestar contas de seus atos à população, em seguida, discutir a realidade nacional. Tal procedimento deveria, isto sim, servir de exemplo para outros governadores fazerem o mesmo.
Texto completo aqui
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O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) criticou nesta terça-feira (22/1) o desembargador Edgard Antôno Lippmann Júnior, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, que na última quinta-feira (17/1) multou o governador Roberto Requião (PMDB) em R$ 50 mil, além de obrigar a TVE do Paraná a veicular a cada 15 minutos uma nota oficial da Associação de Juízes Federais.
"A decisão desse juiz [Lippmann] constitui um ato de censura que deve ser repudiado pela sociedade e revisto o quanto antes pelas instâncias superiores", afirma Dr. Rosinha. "Um despacho judicial jamais poderia citar como parâmetro 'a grande mídia' e editoriais de jornal."
Matéria completa aqui
Censura na TVE do Paraná: solidariedade ao governador Requião
Num visível atentado à democracia, a Justiça Federal do Paraná decidiu ontem, dia 9, estabelecer censura prévia na Rádio e Televisão Paraná Educativa. O objetivo da medida arbitrária, segundo despacho do próprio desembargador Edgar Lippmann, é coibir a participação na rede pública do governador Roberto Requião. Há muito que as opiniões e as polêmicas corajosas do governante, incluindo as transmitidas ao vivo da reunião semanal da Escola do Governo, incomodam a elite, em especial os partidos de direita, os latifundiários e alguns integrantes do próprio Judiciário.
Texto completo aqui.
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BBB8, the elimination
Não sei se ando muito "por fora", mas a eliminação de ontem, no big brother, me chamou atenção. Primeiro que o tal de Galego, senão me engano estudante de medicina, se mostrou despreocupado demais o tempo todo, até seus batimentos cardíacos não se alteraram em nenhum momento( se é que dá pra confiar naquele aparelhinho da globo).
Segundo, que a entrevista ao bial, quando já estava fora da casa, me pareceu ser bruscamente interrompida quando o Galego dizia que procurou ser ele mesmo e que havia percebido que isso afetou a votação dos telespectadores e que esse tipo de comportamento não interessava aos que faziam o programa.
Teria ele enchido o saco de tudo ou esse é o seu jeito mesmo, assim, digamos, meio manézão?
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13 janeiro 2008
Publicidade é a alma do negócio
Na imagem invertida, tampe a cabeça e a taça da moça…
Do Ovelha Elétrica
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100 programas portable para download - Windows e Mac
Mais uma super coletânea de softwares portable para baixar. Todos são freeware e são prontos para usar direto do seu pendrive ou outro tipo de mídia, sem precisar de instalação. Dessa vez os usuários do Mac também serão presenteados. Há muitos programas para serem usados nos computadores da Apple.
A lista completa, pronta pra download, pode ser obtida no INEXISTENT MAN
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O FILHO DE FHC COM A REPÓRTER DA GLOBO
Foi em abril de 2000 que a revista "Caros Amigos" publicou a reportagem. Sete anos se passaram. Hoje é um dia histórico para o Jornalismo brasileiro: pela primeira vez um órgão da grande mídia - a Folha - fala sobre a possível existência de uma filha (na verdade é um filho) do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fora do casamento.
Vamos ao que a "Caros Amigos" publicou, na íntegra:
"Por João Rocha, Marina Amaral, Mylton Severiano, José Arbex Jr., Palmério Dória e Sérgio de Souza
Esta reportagem começou assim: o jornalista Palmério Dória ofereceu para Caros Amigos um artigo cujo título era "Presidente, Assuma!", referindo-se ao filho gerado do romance entre Fernando Henrique Cardoso e a jornalista Miriam Dutra quando o atual presidente da República era senador. A jornalista trabalhava, e trabalha ainda, para a Rede Globo, na ocasião como repórter em Brasília, hoje como correspondente em Barcelona, Espanha.
Do site do Azenha. Leia matéria completa aqui
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10:24
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12 janeiro 2008
A canção que eu nunca esqueço
Quando eu te olho eu sinto saudade
do tempo que a gente brincava
no parque da cidade...
E a cidade cresceu,
nós crescemos também:
já não corremos na estrada,
já não choramos por nada
e já não somos mais crianças.
Que o sol saia antes que adormeças,
pois a noite é longa
e o vento toca os teus cabelos.
Escrevo sempre o que eu quero dizer,
faço uma canção de amor
e o meu verso te contempla;
como toda manhã o sol
torna claro as montanhas
e nos revela o céu.
Desenho num muro o meu e o teu coração,
escrevo abaixo o quanto te amo:
Você é a canção que eu nunca esqueço
-Abstratos anônimos, letra e música autoria de J. Max e J. Alexandre.
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Dinamáquina
Copa do México, 1986, o Brasil de Telê Santana, grande seleção, é eliminada nos pênaltis pela França de Platini. Lembro da cara de choro do Fernando Vanucci ao final do jogo, depois das cobranças dos pênaltis, a lamentar mais uma eliminação da seleção brasileira em copas do mundo.
Mas guardei também na lembrança a seleção que a Dinamarca tinha naquele ano, futebol exuberante e avassalador, a derrotar de forma soberana e implacável seus adversários pelo caminho. Tanto que mereceu um Globo Repórter, na Globo, só pra ela.
Só que a Globo iria mostrar o quão estava frio o seu pé naquela copa.
Naquela sexta, à tarde, a Dinamarca foi eliminada pela seleção da Espanha, goleada de 6 a 2, senão me engano. Surpresa geral. Só que o Globo Repórter, amiúde anunciado, foi ao ar, com cara de fim de festa, broxa, a anunciar as qualidades de um futebol que tinha sido desclassificado da copa. Como a seleção brasileira...
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12:14
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07 janeiro 2008
Às vezes, lembramos de algum acontecimento ou frase que nos marca e nos faz/fez perceber fatos presentes.
Quando percebo e sinto o que meu filho representa pra mim, lembro de uma frase que o promotor do filme JFK, representado pelo Kevin Costner, diz numa de suas falas(reproduzo de memória): "talvez nunca tenha conseguido demonstrar a intensidade do amor que sinto pelos meus filhos..."
Parece que às vezes não conseguimos demonstrar às pessoas que amamos o tamanho de nosso amor por elas. Parece que a correria do dia-a-dia nos rouba muito mais que o tempo...
Tomara que seja só uma impressão.
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01 janeiro 2008
Mais um ano ou menos um ano?
É o que pergunto a alguns conhecidos no último dia 31 de cada ano, quando nos encontramos pra avaliar como foi o ano que passou.
E como todos, invariavelmente, saem a falar como foi o período de 365 dias que passou, me bate uma baita tentação de falar como foi meu ano passado, e, por irresistível, lá vai:
Completei meu segundo ano sem cigarro, ví meu filho terminar o primeiro ano primário com desempenho excelente, profissionalmente obtive conquistas perenes(que embora não tenham significado aumento no salário mas significaram reconhecimento profissional futuro a médio prazo), ví meu time cair pra segunda divisão do Brasileirão, ví o time de minha esposa cair também, a morte de meu irmão reforçou o laço familiar com minha irmã e, entre alegrias e tristezas, tenho certeza que posso me considerar um cara feliz.
Olhando pra trás, percebo que aconteceram coisas que jamais imaginei que aconteceriam...
Como naquela noite, de 24 de setembro, 19.00 hs aproximadamente, quando tocou o telefone e a conhecida do outro lado da linha perguntou se eu tava sentado. De imediato imaginei que ia contar que minha tia tinha falecido, ela que estava muito mal com o falecimento recente do marido, meu tio Natalício.
Mas não, ela disse "O Bébe morreu". Bébe era o apelido do meu irmão. Tinha conversado com ele via fone na manhã daquela segunda-feira. Estava feliz.
Certas coisas deveriam ser proibidas de acontecer. A morte das pessoas que amamos, por exemplo.
Tchau, 2007.
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Joelson
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28 dezembro 2007
O assassinato de Benazir Bhutto
É sempre chocante assistir à decomposição de um país. Mas, após o assassinato de Benazir Bhutto, é o que está acontecendo com o Paquistão. O momento é tenso. Uma revolta popular pode estourar. Agora, que faria sentido declarar Estado de Emergência e impor a Lei Marcial, o presidente Pervez Musharraf está desautorizado. Afinal, há coisa de dois meses, aplicou um golpe contra a Suprema Corte utilizando-se justamente desta tática.
Será que ousaria um novo Estado de Emergência? Será que sobreviveria a tal decreto? Será que o Exército se manterá fiel a ele? Será que o Serviço de Inteligência, tão ligado ao norte islâmico, ainda o respeita minimamente?
Leia o resto aqui, aqui,
no blog do Pedro Dória
WASHINGTON - A ex-primeira ministra Benazir Bhutto voltou ao Paquistão depois de uma negociação que envolveu o governo Bush, com o objetivo de oferecer uma alternativa democrática ao governo do ditador Pervez Musharraf nas eleições marcadas para 8 de janeiro.
Musharraf era o maior aliado dos Estados Unidos na chamada guerra contra o terror. Todos os aliados de Bush na invasão do Iraque se deram mal: Jose Maria Aznar na Espanha, Tony Blair no Reino Unido, Silvio Berlusconi na Itália e John Howard na Austrália.
Leia o resto aqui, do Vi o Mundo, do Azenha.
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25 dezembro 2007
A verdadeira história do Papai Noel
Papai Noel com bochechas rosadas e sorriso bonachão nasceu num poema anônimo, publicado no New York Sentinel, jornal que não existe mais, no 23 de dezembro em 1823. Chamava-se São Nicolau, ainda, era um elfo baixinho, carregava seu saco de presentes com o qual descia chaminés abaixo. Ali já estava a costura de um santo católico com mitos nórdicos. Tem três pais modernos: o poeta anônimo, um mordaz cartunista político analfabeto e um desenhista publicitário conhecido pelas moças seminuas pin-ups que traçava.
De origem mesmo, Papai Noel é personagem histórico, São Nicolau. Cinco santos católicos tem este nome, um deles papa. Do original, São Nicolau de Bari, pouco se conhece. Nasceu em Lícia, que hoje fica na Turquia, em finais do século 3. Órfão de pais ricos, peregrinou pela Palestina e Egito, abraçou o cristianismo. Era uma época tumultuada, finais do governo de Diocleciano, quando seguir Cristo já era atividade popular mas ainda coisa perseguida. Jovem ainda, Nicolau sacramentou-se padre e foi feito bispo de Mira, sua região natal.
Ficou preso e provavelmente foi torturado muitos anos até que ascendeu ao trono romano Constantino, em 306, que posteriormente cristianizou o império, em 312. Tempo de rancores – era preciso lidar com a turma que renegou Cristo para evitar a prisão; inventaram o sacramento da confissão por conta. Carecia também gerenciar o conflito entre o imperador e o papa Silvestre I, que disputavam o comando da Igreja. E, sobretudo, alguém precisava decidir o que afinal era Jesus Cristo.
Em 325 fez-se a primeira reunião de todos os bispos para afinar o discurso no Concílio de Nicéia. Nicolau era um dos defensores da tese da trindade – de que Cristo era Deus – e seu lado terminou por vencer o grupo que o via como um profeta, um homem entre homens. Os bispos decidiram também que evangelhos entravam na Bíblia e afastaram o cristianismo do judaísmo original, abolindo o sábado como dia de descanso e adotando o domingo, incluindo-se aí uma nova data para a Páscoa.
No entanto, ele é um santo embaraçoso para a Igreja contemporânea – na Enciclopédia Católica oficial, põe-se em dúvida até se participou ou não do concílio. Nem todos os bispos foram, só a maioria. Mas o bispado de Nicolau incluía a Anatólia, local do concílio – por que estaria ausente duma reunião em casa? Só que é embaraçoso: os milagres lhe atribuídos são um tanto incríveis e a Igreja implica com o encontro da religião com crendice popular. Uma vez, por exemplo, São Nicolau caminhou pelas águas do mar para salvar um pescador que ia afogando.
Chaminés e presentes
Seu feito mais lembrado é a história de um pai muito pobre que via suas três filhas chegando à idade de casar e não tinha dinheiro para o dote; sem marido, teriam de prostituir-se para viver. Nicolau, com sua roupa vermelha de bispo, rondou a casa à noite com três saquinhos de ouro; abriu a janela do quarto da primeira filha e depositou um; fez o mesmo no quarto da segunda e, como a terceira dormia na sala, jogou-o pela chaminé. O saquinho caiu dentro de uma meia que estava secando à lareira. Papai Noel, de barba branca, vestes rubras, com direito a meias e lareiras.
Apesar da ranzinzice católica, é um santo popularíssimo. Há mais igrejas erguidas em seu nome, na Europa, do que a cada um dos apóstolos individualmente. É o santo padroeiro da Grécia e da Rússia como o era de Nápoles, Sicília e Lorena em seus tempos de independência. Os restos mortais do santo foram transferidos para a Itália em 1087 e estão depositados numa igreja em Bari – daí São Nicolau de Bari. É padroeiro dos pescadores, dos banqueiros e dos penhores – o ícone das casas de penhora, três bolas, remetem às três bolsas de ouro.
É muito antiga a tradição de trocar presentes nesta época do ano. Na Europa latina, ficou por conta do 6 de janeiro, Dia de Reis. Mas na Europa do norte assumiu-se o 6 de dezembro, data da morte de São Nicolau. Foi Martinho Lutero, em sua luta contra os santos que instituiu o protestantismo, quem mudou isso. Em sua Alemanha natal, transferiu a data para o dia 25 e fez com que dissessem que era homenagem a Christkind, o menino Cristo. Na Inglaterra, assumiu no vácuo uma imagem pagã, um sujeito vestido com manto verde, coroa de ervas e barba castanha – Father Christmas, Pai Natal, que aparece como o Espírito do Natal Presente no Conto de Natal de Charles Dickens. Lutero fracassou na Holanda. O 6 de dezembro ainda é um dos parcos e mais importantes feriados nacionais.
Ainda hoje, com suas barbas brancas, o hábito vermelho e chapéu de bispo, atores vestidos de São Nicolau passeiam no início de dezembro por Berlim, Amsterdã, Copenhague e arredores.
De certa forma, Papai Noel é invenção holandesa: Sinter Klaas, São Nicolau em sua língua. Quando vieram assumir o controle de parte do nordeste brasileiro, em 1630, os homens de Maurício de Nassau trouxeram Sinter Klaas e mantiveram a tradição de que crianças deveriam ser presenteadas no dia de sua morte. Quando foram expulsos em 1654 e tomaram o rumo de Nova Amsterdã, na América do Norte, levaram seu dia sagrado – com o bispo generoso junto. E é aí que a fábula moderna começa a tomar sua forma pelas mãos de três homens.
Os dois primeiros pais de Noel
O poema foi publicado anônimo num jornal de Nova York em 1823. Chamava-se ‘Twas the night before Christmas – “Era a noite anterior ao Natal; em toda a casa nenhuma criatura movia, nem mesmo um camundongo. As meias, penduradas na chaminé com cuidado, indicavam a esperança da vinda de São Nicolau.” Durante muitos anos, foi atribuído ao teólogo Clement Moore mas, recentemente, decidiu-se que o autor é o poeta romântico Henry Livingstone, conhecido pelos versos ligeiros.
São doze estrofes, uma graça de poema para crianças, e muito do clima do Natal holywoodiano está ali. Descreve um pai de sono leve que, enquanto mulher e filhos dormem, percebe que algo aterrissou no telhado – então alguém desce pela chaminé, sai todo sujo de fuligem. “Seus olhos, como brilhavam! Suas rugas, quão felizes! Suas bochechas, como rosas, seu nariz como uma cereja e a barba branca como a neve … Ele era gordinho e bonachão, um elfo feliz.” O poema foi recebido com tal gosto nos EUA que não houve Natal em que não tenha sido republicado desde então.
Livingstone era de família holandesa chegada na região no tempo em que Nova York era Nova Amsterdã, menos de um século antes. São Nicolau persistia na tradição da comunidade holandesa, mas era só entre eles. A esta altura, Nova York já tinha a cara do caldeirão de culturas européias e negras que produziu a cidade mais cosmopolita do mundo. E, de alguma forma, São Nicolau tomou ali a forma de elfo.
Toda a Europa tem lendas de gente pequena que varia de todas as formas: leprechauns, duendes, elfos – gente boa ou má, mágica ou não. O elfo do poema é um tomte sueco, do tipo anão de jardim que inspirou Walt Disney em sua Branca de Neve, bonzinhos e corados. Não é coisa holandesa mas de alguma forma, na mistura novaiorquina, assim ficou no poema, quebrando a sisudez do bispo católico e estendendo o fascínio pelo santo.
Thomas Nast veio criança para os Estados Unidos. Seus pais, alemães pobres, não sabiam o que fazer com o filho incapaz de estudar – talvez fosse disléxico, pois inteligência jamais lhe faltou. Ficou anos na escola e jamais aprendeu a ler. Mas desenhava horrores. Quando a Guerra Civil norte-americana estourou, a imprensa local cresceu por conta da ansiedade de saber notícias dos filhos e maridos na luta ao sul. As cenas de batalha de Nast, encravadas em madeira para impressão nos jornais, fizeram com que sua carreira deslanchasse. Publicava, principalmente, na Harpar’s Weekly, que ainda circula hoje, mensal, com o nome Harpar’s Bazaar.
Seu primeiro Papai Noel saiu na edição do Natal de 1862. Tinha feito sua mulher ler e reler ‘Twas the night before Christmas para inspirá-lo. Outras imagens do santo já haviam aparecido aqui e ali, mas a habilidade de Nast lhe permitia captar o clima mágico do poema como nunca dantes. A lareira com as meias penduradas, o elfo bonachão, uma certa felicidade ingênua. Fumava cachimbo e não tinha mais chapéu de bispo, substituído por um gorro. (Qualquer semelhança com o saci, de pito e carapuça, não é mera coincidência – têm a mesma origem no imaginário.)
Nast também tomou certas liberdades. Fixou residência de Sinter Klaas, já americanizado para Santa Claus, no Pólo Norte – não seria de nenhum país. Providenciou-lhe também uma fábrica de brinquedos na qual outros elfos, como ele, trabalhavam. E, se São Nicolau sempre andara a pé pelas ruas ou a cavalo, Thomas Nast decidiu que renas voadoras puxando-lhe um trenó eram mais adequadas. Estas, ele deve ter pescado da lenda finlandesa do Pai Inverno, o velho que anda de casa em casa e, quando bem recebido, provê para que a temperatura seja amena à família. Por fim, Nast decidiu que nem toda criança seria presenteada. Só as boazinhas.
Thomas Nast era mordaz na caricatura dos candidatos à presidência que não apoiava – e elegeu todos com quem simpatizava. Foi num cartum seu que pela primeira vez apareceram o burro, representando o Partido Democrata e o elefante, dos Republicanos. Inventou também o circuito de palestras para clubes e associações que até hoje sustentam jornalistas conhecidos. Durante 24 anos, publicou 76 imagens de Natal. Ele, que jovem custou a dominar o inglês, morreu rico, embaixador dos EUA no Equador, em 1902.
O marketing de Natal
Os entalhes de Nast e o poema de Henry Livingstone criaram um dos primeiros fenômenos da propaganda. Na década de 1880, uma loja de Boston contratou um ator para vestir-se de Papai Noel – era um escocês que adorava crianças e atiçou filas dia após dia de pessoas que ouviam de sua presença e traziam seus filhos dos lugares os mais distantes, pegando trem, enfrentando horas de viagem. A notícia de que o truque funcionava atravessou o Atlântico e, na década seguinte, na Inglaterra, Pai Natal – de verde e moreno, igualmente bonachão – passou a bater ponto no comércio.
A Coca-cola adotou o Papai Noel em suas propagandas nos anos 20 do século passado – era só mais uma empresa atacando o filão conhecido e rentável. Mas custou a dar certo. A empresa, já grande e de escopo nacional, trabalhava com uma penca de agências publicitárias concentradas em Chicago. Em 1931, repassou sua propaganda de Natal para o estúdio de Haddon Sundblom, um dos mais talentosos ilustradores de sua geração, comparável a Norman Rockwell e Alberto Vargas.
Sundblom era um sujeito alto, 1,92m, dono duma voz grave do tipo que se impõe em quaisquer discussões. Pintava a óleo e acrílico, sua especialidade eram as nuances de luz num ambiente escuro. Baseava-se sempre em modelos vivos: sua mulher, seus filhos, vizinhos – quem fosse. Entre seus feitos, o sujeito no rótulo das aveias Quaker. E também, nos anos 40 e 50, pin-ups – a sensualidade, biquínis curtos para o tempo, moças curvilíneas. A impressão a cores na capa e contracapa de revistas como a Seleções de Reader’s Digest popularizava-se nesta época e os outdoors já seguiam espalhados pelo país.
Papai Noel era seu vizinho: Lou Prentice, um caixeiro viajante aposentado. Anos depois, as lendas fizeram parecer que Papai Noel adotara as cores da Coca-cola; paranóia, foi coincidência, vestiu-se sempre de vermelho. Mas o cinturão e as botas pretas foram obra de Haddon Sundblom. Como foi sua humanização definitiva – os elfos continuaram, mas apenas entre seus ajudantes. E o cachimbo, naquele Natal de 1931, foi substituído por uma garrafa pequena do refrigerante. As cores intensas, a luz aconchegante de lareira e, principalmente, o alcance da verba publicitária da Coca-cola que espalhou a imagem por todos os EUA, fizeram de seu Papai Noel o definitivo. É, até hoje, o “Papai Noel tradicional”. Só que havia carisma, ali – vários desenhistas a serviço da empresa haviam tentado sem sucesso.
Sundblom cuidou da propaganda natalina da Coca-cola até 1964, quando a verba migrou para a tevê. Após a morte de Prentice, Papai Noel passou a ser seu auto-retrato. Morreu em 1976 – não sem antes confessar à revista Rolling Stone que jamais conseguiu suportar o gosto do refrigerante.
A chegada ao Brasil
Influenciado pelas origens na Europa latina, a troca de presentes no Brasil colônia se dava no Dia de Reis, 6 de janeiro, como ainda acontece na Argentina. O comum era a oferta de comida, mas era a época que os escravos ganhavam novas mudas de roupa, também. O símbolo do Natal era o presépio, inventado provavelmente por São Francisco, quando criou a Missa do Galo.
Segundo Luís da Câmara Cascudo, principal folclorista brasileiro e contemporâneo de Sundblom, Papai Noel chegou ao Brasil na década de 1920, importado junto com o cinema e o rádio. Mas bem no início ainda era São Nicolau, com chapéu de bispo e hábito. No pós-guerra, com a popularização dos importados norte-americanos – plásticos, a edição brasileira das Seleções e Coca-cola, chegou o Papai Noel definitivo.
Mas não só no Brasil: também na Inglaterra, na França, na Espanha, Portugal, Itália e boa parte da América Latina. Na Inglaterra, a imagem do velho simpático substituiu a do Father Christmas, mas o nome permaneceu. De lá, os franceses importaram o apelido para chamá-lo Père Nöel – Pai Natal, literalmente. Espanha e Portugal tomaram emprestado do vizinho e puseram pai no diminutivo: Papá Noel, Papai Noel. Por que não traduziram Nöel? Esta cabe ao Sérgio Rodrigues, vizinho cá de NoMínimo, responder.
De toda forma, não é correto dizer que Papai Noel é uma invenção da Coca-cola ou que seja folclore de todo artificial. São Nicolau é santo importante e querido dos portugueses, Sinter Klaas andou por Pernambuco e, em seus tempos de elfo, teve a mesma origem remota do Saci Pererê. É, no fim, produto da geléia geral de misturas que deu origem à cultura das Américas, um dos primeiros frutos da globalização em seu melhor sentido.
do excelente blog do Pedro Dória, em http://pedrodoria.com.br/2007/12/24/a-verdadeira-historia-do-papai-noel/
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15 dezembro 2007
Aquele vento que vaga pelos campos e que toca a fronte de quem trabalha, aquele vento que vagueia pelo interior, pelos grotões do país, já não mais te encontrará...
Talvez rodeie tua lápide, talvez pergunte como você está, sem saber, o vento, que você nada responderá.
Aquele vento talvez leve um pouco da saudade, da solidão povoada desses dias...
Eu peço àquele vento que leve, daqui para longe, a saudade.
A tristeza...
As lembranças...
Eu peço àquele vento que leve e traga certas coisas que eu sei que ele não pode fazer...
Continua o grande mistério da vida e o enorme deslocamento que a morte nos causa...
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07 dezembro 2007
Foi assim, depois de um dia de trabalho, com tudo aquilo que se pode esperar de um dia desse tipo, resolvi beber a minha cerveja e sair por aí. Não fui longe. Mas foi o suficiente...
Suficiente pra lembrar de uma coisa que nunca contei pra ninguém, principalmente para alguém que saberia entender o porquê. Mas já era , o tempo já passou, o mundo deu muitas voltas e eu fui, junto com aquele que ouviria meu segredo, para longe...
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30 novembro 2007
Não é que o Curintia acabou perdendo pro Vasco? E o Goiás pro Galo?
O tricolor da vila continua vivo, respirando por aparelhos, é verdade.
Se meu irmão fosse vivo diria, entre uma risada e outra, que " o vascão vai salvar teu paranazinho, pode escrever..."
Deus lhe ouça e te dê uma abraço, por nós, que sentimos tua falta...
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25 novembro 2007
Paraná Clube 2 X 3 Santos.
Segunda divisão lá vamos nós.
É horrível ver o time precisando desesperadamente ganhar o jogo, fazer 2 x 0 e, em dez minutos, ver o rival fazer três gols, através de centro-avante que já foi jogador de nosso rival local.
O Saulo deve estar pensando que, quando estava dois a zero, poderia ter mudado o time de outra forma, escalando mais marcadores, sei lá.
Mas vai ficar, pra sempre, a lembrança de um ano que o time disputou a Libertadores e prometia disputar o campeonato com um time competitivo. Mas veio a necessidade de competência da diretoria e as coisas se complicaram.
O tricolor é meu amor...
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23:10
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18 novembro 2007
E o tempo, que vai passando...
O tempo vai passando, meu filho está crescendo, plantamos flores no jardim e ficamos torcendo para que a chuva, anunciada por um céu cinza desde o meio da tarde, não viesse forte demais.
Final de semana que vem faz dois meses que meu irmão morreu de forma repentina, deixando-nos perplexos, tristes, e eu inconsolável por um bom tempo. Lembro dele todo dia, seja olhando para as peças da casa que ele me ajudou a reformar ou assim, de repente, quando lembro de um plano para o futuro que tínhamos feito mas a morte nos impediu de realizar juntos. Até poucos dias atrás quando eu lia algo ou estava assistindo um filme que achava que ele fosse gostar, pegava o telefone e, quando ia discar o número do celular dele, é que me dava conta de que ele não está mais lá para atender.
Sei que para muitos isso é uma heresia, mas como eu gostaria de poder acreditar nessas coisas de vida após a morte, céu, paraíso, ou seja lá o que for. Mas me convencí há muito tempo de que somos partes da natureza e com ela nascemos e morremos.
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15 novembro 2007
Quando conseguir tudo que quer na luta pela vida
e o mundo fizer de você rei por um dia,
procure um espelho, olhe para si mesmo
e ouça o que aquele homem tem a dizer.
Porque não será de seu pai, mãe ou mulher
o julgamento que terá que absolvê-lo.
O veredicto mais importante em sua vida
será o do homem que o olha do espelho.
Alguns podem julgá-lo modelo,
considerá-lo um ser maravilhoso,
mas ele dirá que você é apenas um impostor,
se não puder fitá-lo dentro dos olhos.
É a ele que deve agradar, pouco importa os demais,
pois será ele quem ficará ao seu lado até o fim.
E você terá superado os testes mais perigosos e difíceis
se o homem no espelho puder chamá-lo de amigo.
Na estrada da vida, você pode enganar o mundo inteiro,
e receber tapinhas no ombro ao longo do caminho.
Mas seu último salário será de dores e lágrimas,
se enganou o homem que o fita no espelho.
Dale WimBrow
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07 novembro 2007
Quem é o melhor?
fonte: http://www.newdreamteam.org/portal/viewtopic.php?t=3401&highlight=
Um dia quiseram ver quem era o melhor: McGyver, Jack Bauer, ou Cap. Nascimento (tropa de elite).
Chegaram pro McGyver e falaram: A gente soltou um coelho nessa floresta. Encontre mais rápido que os outros e você será considerado o melhor!
McGyver pegou uma moeda de 5 centavos no chão, um graveto e uma pedra e entrou na floresta. Demorou 2 dias pra construir um detector de coelhos em floresta e voltou no 3o dia com o coelho.
Daí chegaram pro Jack Bauer e falaram a mesma coisa. Ele entrou correndo na floresta e 24 horas depois apareceu com o coelho. Pediu desculpas porque teve q desarmar 5 bombas nucleares, recuperar 15 armas quimicas, escapar de um navio cargueiro que ia pra china e matar 100 terroristas pra chegar até o coelho.
Daí pediram para o Cap. Nascimento ir buscar o coellho. Se ele demorasse menos de 24 horas ele seria o melhor. No que ele respondeu:
- Ta de sacanagem comigo 05? Cê ta de sacanagem comigo ? Você acha que eu tenho um dia inteiro pra perder com essa porra de brincadeira 05 ? Tu é mo-le-que! MO-LE-QUE 05!!! Virou-se calmamente para a floresta e gritou:
- Pede pra sair!!! Pede pra sair dessa porra!!!
Em menos de 5 segundos já tinha saido da floresta 300 coelhos, 20 jaguatiricas, 50 jacarés, 1000 paca-tatu-cotia-nao, o Shrek e o monstro fumaça do Lost.
Daí ele gritou:
- 02, tem gente com medinho de sair da floresta, 02! 07, traz a 12!
Nisso o Bin Laden saiu da floresta correndo!!!
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02 novembro 2007
Às vezes volto à infância e me pego pensando no abacateiro no meio do terreiro, na rua de paralelepípedos, no rio de águas sujas que passava perto de casa e de meus pais, num dia de domingo, ele a mexer em suas ferramentas e ela a preparar o almoço. Meus irmãos, então, passam correndo pelo terreiro a disputar alguma coisa, a ver quem tem razão em determinado assunto ou questão.
E me vejo olhando tudo isso, com olhar apaixonado e sonhando o futuro daquela minha gente... Mas entendo hoje que eu também era muito criança para entender toda a beleza do momento; quando me chegam essas lembranças, a saudade vem junto. Mas é uma saudade que parece doída mas se torna macia, quase a dizer que muitos se entregaram e eu conseguí chegar até aqui, quase convencido que a morte também me trouxe vida.
Eu trago comigo cada essência do ser de meus pais, o carinho e sinceridade que via em meu irmão e a ternura que o único olhar que ví de meu filho, antes que ele morresse, me deixou. Obrigado a vocês, eu os amo. Sempre amarei.
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29 outubro 2007
Mesa do Senado fecha os olhos para
os ilícitos de Azeredo como governador
A mesa diretora do Senado arquivou a representação contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG), livrando o tucano de rsponder processo por quebra de decoro parlamentar no Cnselho de Ética sobre o tucanoduto, que desviou recursos públicos para sua campanha à reeleição ao governo de Minas em 1998.Para livrar Azeredo do processo, os senadores alegaram que o episódio ocorreu fora do mandato parlamentar, que já foi examinado pelo Conselho de Ética do Senado e se encontra sob análise no Ministério Público Federal. A decisão da mesa pelo arquivamento da denúncia contra o tucano foi aprovada por unanimidade na última terça-feira.
O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, informou na semana passada que a decisão sobre a denúncia contra Eduardo Azeredo pelo tucanoduto só ocorrerá após seu retorno de viagem à Europa, no dia 27 deste mês. “Tentei resolver tudo antes de viajar, mas não deu tempo”, esquivou-se. No relatório da Polícia Federal o desvio de dinheiro de estatais como a Cemig, Comig, Copasa e Bemge para o caixa 2 de Azeredo é bastante detalhado. Contém perícias que comprovam a autenticidade de documentos - como o relatório produzido pelo caixa de campanha Cláudio Mourão, onde ele detalha o caminho percorrido pelo dinheiro roubado do Estado – e ainda traz laudos contábeis sobre a movimentação financeira dos recursos desviados.
Fonte: http://desabafopais.blogspot.com/
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20 outubro 2007
A morte
A morte passou por aqui e deixou marcas profundas, de alma e coração.
Mas a vida se impõe, teima em trazer serenidade e questionamento à lágrima mais solitária e secreta.
Fica a saudade de meu irmão que se foi...
Com certeza eu morrí um pouco, também, mas a vida, como já disse antes, se impõe.
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14 outubro 2007
Aquela coisa toda
Oswaldo Montenegro
Olhe bem nos meus olhosOlhe bem pra você
O fato é que a gente perdeu toda aquela magia
A porta dos meus quinze anos não tem mais segredos
E velha, tão velha ficou nossa fotografia
Olhe bem nos meus olhos
Olhe bem prá você
A quem é que a gente engana com a nossa loucura
De certo que a gente perdeu a noção do limite
E atrás tem alguém que virá, que virá, que virá, que virá, que virá
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Onde achei: http://letras.terra.com.br/oswaldo-montenegro/47873/
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10 outubro 2007
Assembléia MSM - dia 13.10.07
Realizar-se-á assembléia
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08 outubro 2007
Pink Floyd - Wish You Were Here
Queria que Você Estivesse Aqui
Então, então você acha que consegue distinguir
O céu do inferno, céus azuis da dor?
Você consegue distinguir um campo verde
de um frio trilho de aço?
Um sorriso de um véu?
Você acha que consegue distinguir?
Fizeram você trocar seus heróis por fantasmas?
Cinzas quentes por árvores?
Ar quente por uma brisa fria?
Conforto frio por mudança?
Você trocou um papel de coadjuvante na guerra
Por um papel principal numa cela?
Como eu queria
Como eu queria que você estivesse aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre este mesmo velho chão
O que encontramos?
Os mesmos velhos medos
Queria que você estivesse aqui
Onde achei: http://www.seeklyrics.com/lyrics/Pink-Floyd/Wish-You-Were-Here-tradu%E7%E3o.html
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06 outubro 2007
The End
The Doors
Este é o fim, querido amigo
Este é o fim, meu único amigo
De nossos planos elaborados, o fim
De tudo que está de pé, o fim
Sem segurança ou surpresa, o fim
Nunca vou olhar em seus olhos outra vez
Consegue imaginar como será
Tão sem limites e livre
Desesperadamente precisando da mão de algum estranho
Em uma terra de desespero
Perdidos numa imensidão romana de dor
E todas as crianças estão loucas
Todas as crianças estão loucas
Esperando pela chuva de verão
Há perigo nos limites da cidade
Siga pela estrada do rei, baby
Cenas misteriosas dentro da mina de ouro
Siga pela estrada do oeste, baby
Monte a cobra, monte a cobra
E siga para o lago, o antigo lago, baby
A cobra é comprida, sete milhas
Monte a cobra
Ela é velha e sua pele é fria
O oeste é o melhor
O oeste é o melhor
Venha para cá e faremos o resto
O ônibus azul está nos chamando
O ônibus azul está nos chamando
Motorista, para onde você está nos levando?
O assassino acordou antes do amanhecer
Calçou suas botas
Pegou um rosto na antiga galeria
E seguiu pelo corredor
Ele foi até o quarto onde sua irmã morava
E então ele visitou seu irmão
E então ele, ele seguiu pelo corredor
E ele foi até uma porta, e olhou para dentro
Pai, sim filho, eu quero te matar
Mãe, eu quero...
Venha, baby, vamos nos arriscar
Venha, baby, vamos nos arriscar
Venha, baby, vamos nos arriscar
E me encontre atrás do ônibus azul
Fazendo um rock triste
Em um ônibus azul
Fazendo um rock triste
Venha!
Mate, mate, mate, mate, mate, mate
É o fim
Querido amigo
É o fim
Meu único amigo, o fim
Dói te libertar
Mas você nunca iria me acompanhar
O fim do riso e das leves mentiras
O fim das noites em que tentamos morrer
É o fim.
Onde achei: http://letrasdany.blogspot.com/2007/07/doors-end-traduo.html
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05 outubro 2007

Imagem criada por Rob Gonsalves.
Mais do seu trabalho em http://www.zuzafun.com/illusion-paintings
O trabalho do cara é tão bacana e tem gente por aí usando suas imagens sem fornecer-lhe o crédito.
Sacanagem.
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02 outubro 2007

Como Nossos Pais
Belchior
(Do disco "Alucinação", 1976)
Não quero lhe falar, meu grande amor
Das coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
E eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei que qualquer canto é menor
Do que a vida de qualquer pessoa...
Por isso cuidado meu bem, há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal está fechado pra nós
Que somos jovens...
Para abraçar meu irmão e beijar minha menina na rua
É que se fez o meu lábio, o meu braço e a minha voz...
Você me pergunta pela minha paixão
Digo que estou encantado com uma nova invenção
Vou ficar nesta cidade, não vou voltar pr'o sertão
Pois vejo vir vindo no vento o cheiro da nova estação
E eu sinto tudo na ferida viva
Do meu coração...
Já faz tempo e eu vi você na rua
Cabelo ao vento gente jovem reunida
Na parede da memória,
Esta lembrança é o quadro que dói mais...
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo,
Tudo, tudo, tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais...
Nossos ídolos ainda são os mesmos
E as aparências, as aparências não enganam não
Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer que eu estou por fora
Ou então que eu estou enganando...
Mas é você que ama o passado e que não vê
É você que ama o passado e que não vê
Que o novo sempre vem...
E hoje eu sei que quem me deu a idéia
De uma nova consciência e juventude
Está em casa guardado por Deus contando seus metais...
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo,
Tudo, tudo, tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos e vivemos
Como os nossos pais...
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